Avanço sobre riqueza estratégica do país é parte de articulação maior. Sob comando dos EUA, coalizão de países ricos vê no controle dos minerais críticos – e na exclusão da China – chave para manter seus cinco séculos de supremacia global
Por Edna Aparecida da Silva, em Outras Palavras
Da vulnerabilidade à estratégia: terras raras e segurança nacional
Esse movimento precisa ser compreendido à luz de um ponto de inflexão anterior que redefiniu o lugar das terras raras na economia política internacional. Em 2010, como mostra a análise [de] Julie Michelle Klinger no livro Rare Earth Frontiers (2017), no contexto de tensões entre China e Japão, a interrupção de remessas de terras raras para o mercado japonês foi interpretada como o uso de controle de exportações como instrumento de poder geoeconômico. Então, a China respondia por cerca de 97% da produção global desses elementos que são fundamentais para a indústria de defesa, tecnologias digitais e energias renováveis. O episódio colocou em evidência a vulnerabilidade estrutural dos países desenvolvidos devido à concentração produtiva chinesa e marcou a transformação das terras raras em questão de segurança nacional.
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