Papai Noel: músicas de natal nos trópicos. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Já faz tempo que eu pedi / Mas o meu Papai Noel não vem. /
Com certeza já morreu, ou então felicidade é brinquedo que não tem”. 
(Assis Valente. Boas Festas. 1932).

Meu Papai Noel ainda estava vivo no natal de 1957, embora não fosse roliço como manda a tradição. Era fora do padrão: magérrimo, alto e esquálido, mas identificável pela roupa, o ho-ho-ho e os brinquedos que trazia para os filhos dos funcionários – meu pai era um deles – na festa natalina do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC). Dizem que ele estacionou seu trenó puxado por renas em frente ao bar do Quintino, entrou no edifício do IAPTEC, mas como não tem chaminé, subiu de elevador até o quarto andar, cantando em inglês Jingle Bells, composta em 1857, em Boston, por James Pierpont, um músico estadunidense.

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Um dos principais defensores da Amazônia, Thomas Lovejoy morre aos 80 anos

Conhecido como padrinho da biodiversidade, Lovejoy morreu em Washington, nos Estados Unidos. Causa da morte não foi informada.

Por g1

O biólogo e ambientalista Thomas Lovejoy morreu neste sábado (25) aos 80 anos em Washington, nos Estados Unidos. A causa da morte não foi informada. Ele foi um dos principais nomes em defesa da preservação da Amazônia e da biodiversidade da região.

Formado pela Universidade de Yale, Lovejoy fez a sua pesquisa de doutorado na Amazônia nos anos 60 e fincou raízes no Brasil. Em 1965, passou a desenvolver estudos sobre a floresta tropical.

Em entrevista concedida para a Fapesp em 2005, Lovejoy disse que, ao chegar ao Brasil em 1965, trabalhou no Instituto Evandro Chagas. Foi a partir daí que se envolveu de vez com a Amazônia.

“Sempre fui fascinado por diversidade biológica e imaginava ter uma vida cheia de aventuras científicas. A Amazônia era esse mundo selvagem inacreditável e tropical. Era como se eu tivesse morrido e chegado ao Paraíso. Era fascinante, e aos poucos passei de simplesmente fazer ciência a fazer ciência e conservação ambiental”, afirmou para a Fapesp.

Sua trajetória também ficou marcada por contribuir com vários governos dos Estados Unidos. Foi conselheiro dos ex-presidentes dos Estados Unidos Ronald Reagan e Bill Clinton. E serviu como enviado científico especial nas gestões Barack Obama e Joe Biden.

Foi ainda fundador do Amazon Biodiversity Center e do Biological Dynamics of Forest Fragmentation Project (BDFFP). Além disso, chefiou pesquisas para o Banco Mundial e para as Nações Unidas.

Ao longo da sua carreira, teve vários artigos publicados pela revista Nature, uma das mais importantes do mundo. Ajudou a criar a expressão’ “diversidade biológica”. Por sua pesquisa, se tornou conhecido como padrinho da biodiversidade.

No Brasil, foi reconhecido com a Ordem do Rio Branco (1988) e a Ordem do Mérito Científico (1998).

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Foto: Divulgação/Birdlife

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Diploma de Queiroga é a máscara do charlatanismo. Por Janio de Freitas

Decisão de consultar a população sobre vacinar as crianças é um alijamento da medicina

Na Folha

O Supremo age no tema da vacinação infantil, mas o governo não tem o que ser aplicado. Marcelo Queiroga é falso ministro e falso médico. Sua decisão de consultar a população sobre vacinar as crianças, ou não, é um alijamento da medicina. Ao que se seguiu outro, com a banalidade de que “a pressa é inimiga da perfeição”.

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Por que Jesus ser negro incomoda tanto? Por Ynaê Lopes dos Santos

DW

Há dois anos, a Disney anunciou que a jovem atriz Halle Bailey seria a protagonista da animação filmada em live-action de A Pequena Sereia. Estaria tudo bem, não fosse o pequeno detalhe: a atriz é uma jovem mulher negra. Como era de se imaginar, a decisão causou muita polêmica e indignação. E uma das perguntas mais feitas por aqueles que reprovaram a escolha foi: “mas onde já se viu, a pequena sereia negra?”

Uma forma simples de responder tal questionamento seria com outra pergunta: “onde já se viu sereia, qualquer que seja?”

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Querido Papai Noel. Por Julio Pompeu

Na Terapia Política

Sei que estou velho e descrente demais para escrever cartinha para você. Acreditei e escrevi quando criança. Descri quando, menos criança, outra me disse que Papai Noel era meu pai. Bati nela. Aprendi naquele dia que, às vezes, a verdade dói. Especialmente quando atiça nossos medos e destrói as esperanças e que quando não sabemos lidar com a dor disso, passamos adiante esmurrando a cara dos outros. Esperanças destruídas são perigosas.

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Flávio Dino sanciona Lei que institui o Estatuto Estadual dos Povos Indígenas do Maranhão

Por Carolina Mello

O governador Flávio Dino sancionou nesta quinta-feira (23) a Lei 403/2021, de autoria do Poder Executivo Estadual, que institui o Estatuto Estadual dos Povos Indígenas e cria o Sistema Estadual de Proteção a eles.  

“Sancionei agora a Lei que institui o Estatuto Estadual dos Povos Indígenas. Com 65 artigos e fruto de amplo diálogo, o Estatuto é uma lei moderna que fortalece várias ações estaduais em apoio aos povos indígenas, sem atingir a competência federal para conduzir a matéria”, informou Flávio Dino nas redes sociais. 

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‘É como matar um cão’: o dilema do abate de jegues no Nordeste para produção de remédio na China

Por Leandro Machado e Felix Lima, enviados da BBC News Brasil a Amargosa (BA)

A população de Amargosa, cidade do centro-sul da Bahia, sofre com um dilema envolvendo o jumento, o jegue, uma tradicional espécie do Brasil e símbolo histórico da luta diária do sertanejo. O município, a 119 km de Salvador, se tornou dependente de um mercado que cresce a cada ano, mesmo sob a acusação de colocar a existência do animal em risco.

Na cidade funciona o Frinordeste, hoje o principal frigorífico de abate de jumentos do país, cuja planta industrial pertence à JBS, mas foi arrendado por dois cidadãos chineses e um brasileiro. Nele, cerca de 1,2 mil animais são abatidos todas as semanas para posterior exportação à China, segundo funcionários ouvidos sob a condição de anonimato.

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Com mais de 50% de perda salarial, servidores federais planejam greve no início de 2022

Mobilização começou após reajuste concedido pelo governo Bolsonaro apenas aos profissionais da Polícia Federal

Por Paulo Motoryn, no Brasil de Fato

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) “declarou guerra aos servidores públicos federais que não usam farda”. A constatação é de sindicatos, associações e fóruns que reúnem trabalhadores do serviço público federal.

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O de cima subiu: 1% mais rico surfa na crise da covid e já acumula metade da riqueza do Brasil

O Brasil é o segundo país mais desigual da América Latina, atrás apenas do Chile

Por Caroline Oliveira, no Brasil de Fato

O de cima subiu e o de baixo desceu. Durante a pandemia do novo coronavírus a desigualdade aumentou em todo o mundo. No Brasil, 10% da parcela mais rica da sociedade detinha 58,6% da renda nacional em 2019. Hoje, concentra 59%.  

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Lewandowski dá cinco dias para governo federal ‘explicar’ necessidade de receita médica para vacinar crianças

Jornal do Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) que o governo federal explique, em cinco dias, a necessidade da apresentação de prescrição médica para a vacinação infantil.

Mais cedo, a Rede Sustentabilidade foi ao Supremo contestar o texto colocado em audiência pública pelo Ministério da Saúde, que exige prescrição médica e anuência dos pais para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, já aprovada pela Anvisa.

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