MPF recomenda a utilização de câmeras corporais por policiais militares que atuarem em áreas de conflito fundiário

Documento foi expedido após relatos de abordagem com uso exagerado da força junto ao acampamento indígena Ava Eté, em Dourados (MS)

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação ao secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (MS) para que, nos atendimentos de ocorrências relacionadas a conflitos fundiários envolvendo comunidades indígenas feitos pela Polícia Militar, toda a ação seja registrada em gravação audiovisual, preferencialmente por meio de câmeras operacionais portáteis, as bodycams, acopladas na farda de todos os integrantes das equipes policiais. Isso sem prejuízo da elaboração dos relatórios de ocorrência que deverão igualmente ser remetidos ao MPF.

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Ação pede que Carrefour pague indenização de R$ 14,6 milhões por vazamento de diesel em Santos (SP)

MPF e MP-SP querem que empresa arque com prejuízos ambientais e riscos à população que escoamento de óleo gerou em maio deste ano

Ministério Público Federal em São Paulo

Os ministérios públicos Federal (MPF) e do Estado de São Paulo (MP-SP) querem que o Carrefour seja obrigado a pagar uma indenização de R$ 14,6 milhões por prejuízos ambientais após o vazamento de óleo diesel na madrugada de 4 de maio deste ano na loja do Praiamar Shopping, em Santos (SP). Cerca de 2 mil litros do produto escorreram do sistema de geradores do hipermercado, alcançaram a rede pluvial e desembocaram no Canal 6, causando a morte de peixes no mar e gerando riscos aos moradores da região por causa do forte odor e do perigo de explosões.

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Casas de indígenas do povo Mbya Guarani, em Camaquã (RS), são incendiadas

Esse é o segundo episódio que ocorre contra o povo em menos de um mês. Segundo lideranças, a suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso

Por Cimi

O povo Mbya Guarani, da comunidade Tenondé, localizada no município de Camaquã, no Rio Grande do Sul (RS), foi surpreendido nessa quarta-feira (24) por um incêndio que consumiu duas casas de indígenas que moram no local. Uma casa de reza – Opy, assim chamada por esse povo – quase foi atingida também, mas os próprios indígenas conseguiram protegê-la do fogo até a chegada dos bombeiros.

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Entenda por que a falta de titulação de terras quilombolas agrava conflitos no Maranhão

Dos 27 processos em aberto para análise técnica na Fundação Palmares, 19 são no estado do nordeste

Mariana Castro, Brasil de Fato

Chineses e militares americanos desembarcam no Maranhão em busca de terras estratégicas para os lucros bilionários de seus negócios, enquanto quilombolas sofrem uma onda crescente de violência, despejos e ameaças. A ampliação da base espacial de Alcântara, por meio da construção do Centro de Lançamento é um dos casos emblemáticos do estado, que ameaça a vida de quilombolas e, segundo o Mapa de Conflitos, já gerou violações ao direito de manutenção à cultura quilombola, insegurança alimentar, proibição de livre circulação no território, falta de acesso às políticas públicas de educação, saúde, saneamento básico e transporte, entre outras violências.

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Google e Amazon anunciam em sites citados por CPI da Covid como propagadores de fake news

Dos dez sites citados pela CPI da pandemia como disseminadores de informações falsas sobre a covid-19, seis utilizaram anúncios monetizados

Por Laura Scofield, em Agência Pública

Quase um mês depois do fim da CPI da Pandemia do Senado Federal, sites apontados no relatório final da comissão como “propagadores de fake news” sobre a covid-19 continuavam sendo monetizados pelo sistema de anúncios do Google — maior plataforma de anúncios digitais do mundo — e pela Amazon.

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Projeto de Lei Geral do Licenciamento fará desmatamento explodir, diz análise do ISA e UFMG

Levantamento reforça que metas climáticas não seriam cumpridas pelo Brasil, se PL for aprovado no Senado. Risco de desastres, como os de Brumadinho e Mariana (MG), também aumentaria

ISA

Se aprovado como está no Senado, o Projeto de Lei (PL) nº 2.159/2021, que cria uma Lei Geral do Licenciamento Ambiental, pode fazer o desmatamento na Amazônia, já fora de controle, explodir de vez, e jogar na lata do lixo as promessas que o Brasil fez no Acordo de Paris, o tratado internacional sobre a crise climática. Além disso, o risco de novos desastres socioambientais, como o de Brumadinho e Mariana (MG), aumentariam exponencialmente.

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Bonança do agronegócio está relacionada ao desmonte da política ambiental brasileira

ClimaInfo

O aperto econômico experimentado pelos brasileiros nos últimos tempos não está sendo sentido pelo agronegócio, que tem aproveitado o dólar nas alturas e a retomada da demanda por produtos primários no exterior para exportar Deus-e-o-Mundo para Deus-e-o-Mundo. O problema é que a bonança do agro tem sido facilitada pelo desmonte da política ambiental promovido pelo governo Bolsonaro, de tal maneira que o setor está colecionando lucros e socializando mais e mais custos ambientais com todos os brasileiros, especialmente aqueles mais pobres e vulneráveis.

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Garimpeiros organizam “paredão” de balsas para impedir fiscalização no rio Madeira

ClimaInfo

A ousadia dos garimpeiros ilegais na Amazônia parece não ter limites. No Estadão, André Borges noticiou uma mobilização de centenas de balsas de garimpo no rio Madeira, na altura dos municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte, ambos no Amazonas, motivada por boatos sobre a descoberta de grande quantidade de ouro no leito do rio.

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“Auxílio Brasil extingue o Bolsa Família. Brasil troca rede de proteção social por cesta de ‘auxílios’ e ‘bônus’”. Entrevista especial com Maria Emília Pacheco

Transformações, com fim do Bolsa Família e criação do Auxílio Brasil, significam retrocessos que jogam o país para ações que eram discutidas na década de 1990

Por: João Vitor Santos, em IHU

Dedicada há muitos anos a pensar estratégias e ações para políticas públicas que enfrentem a fome no Brasil, Maria Emília Pacheco não esconde o desalento com o fim do Bolsa Família e com a chegada do confuso Auxílio Brasil. “Esta proposta faz parte da estratégia de desconstrução e apagamento da memória institucional de um governo autoritário em lugar de propor o aperfeiçoamento de propostas já existentes. Além de ser provisória, cuja duração é prevista até 2022, não atenderá a milhões de pessoas que recebiam o auxílio emergencial”, desabafa. Por isso, compreende que é mais do que a mudança de um programa para fins eleitoreiros. É reduzir a pó uma política de assistência social no momento em que as pessoas mais precisam. “O Auxílio Brasil não é um novo Bolsa Família. Ele extingue o Bolsa Família que se articulava com a rede de proteção social. A cesta de ‘auxílios’ e ‘bônus’ do Auxílio Brasil retoma proposta dos anos 1990”, dispara.

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Dowbor: grandeza e tragédia da infraestrutura

Exame da energia, transportes, comunicações, água e saneamento. Circuitos que poderiam beneficiar população e empresas são capturados por grandes corporações. Resultado é a vida infernizada, para alimentar lucros e corromper a política

por Ladislau Dowbor, em Outras Palavras

As infraestruturas
A área de produção material que vimos antes se organiza essencialmente em unidades empresariais. São dominantemente de propriedade privada, mas é interessante constatar que também nas experiências socialistas a produção material era organizada em unidades empresariais, ainda que de propriedade social. Juntar a atividade de centenas ou até de milhares de pessoas de maneira organizada, com uma precisa divisão interna de tarefas, e com um objetivo claramente definido, é muito produtivo. Pode parecer óbvio, mas é muito importante, e inovações organizacionais têm sido menos colocadas em evidência do que as inovações tecnológicas.

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