Sua candidatura à presidência do Brasil é a alternativa para acabar com o populismo de extrema direita de Bolsonaro
El País
O ano de 2021 inaugurou um novo ciclo eleitoral na América Latina, que terá um de seus eventos decisivos no Brasil, em outubro do ano que vem. Muito provavelmente, a próxima eleição confrontará o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro ao ressurgente ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, embora este ainda não tenha confirmado que disputará o Planalto. Em Bruxelas, Lula protagonizou vários encontros sobre uma agenda comum com a família social-democrata e progressista, o que ajuda a desenhar com força a possibilidade de que Lula, afinal, será candidato. E isso é animador, porque, no dia de hoje, o fundador do Partido dos Trabalhadores parece ser o candidato com maior capacidade para vencer Bolsonaro, um presidente que desprezou a vida humana e a autoridade da ciência durante a pandemia, levando a seu país a uma das taxas mais altas de mortes por covid-19 em todo o planeta. Além de tratar de destruir a Amazônia, um dos pulmões da Terra e foco que abriga a maior diversidade do globo, Bolsonaro desdenhou abertamente das normas democráticas básicas, deslegitimando e tentando anular seus adversários políticos. Não há nada mais perigoso para a saúde das democracias que negar a alternância política, algo que Lula defende com convicção para seu país na entrevista que concedeu a este jornal.
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