O colapso da COP26 e as novas lutas possíveis

Peso do capital e inércia dos governos produziram acordo pífio, em Glasgow. Mas estudos demonstram que ações aguerridas, lançadas por grupos conscientes e mobilizados, podem desencadear grandes mudanças. É hora desta estratégia

Por George Monbiot, no The Guardian| Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Agora é luta direta pela sobrevivência. O Acordo pelo Clima de Glasgow, com toda a sua linguagem contida e diplomática, parece um pacto suicida. Depois de tantos anos desperdiçados de negação, diversionismo e demora, é tarde demais para mudanças graduais. Para termos uma boa chance de evitar um aquecimento superior a 1,5°C, será preciso cortar as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 7% a cada ano: mais rápido do que caíram em 2020, no auge da pandemia.

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Em ato, pescadores de todo o país denunciam violações de direitos contra as comunidades pesqueiras

Nessa segunda-feira (22), mais de 600 pescadores e pescadoras realizaram ato em Brasília (DF) para reivindicar melhorias; entre as pautas estava o combate ao recadastramento profissional dos trabalhadores da pesca

Cimi

Brasília não tem litoral nem rios, mas a força das águas tomou conta da Esplanada dos Ministérios na tarde dessa segunda-feira (22): era a Marcha do Grito da Pesca Artesanal. Mais de 600 pescadores e pescadoras de 15 estados do Brasil compareceram à capital para denunciar as violações de direitos humanos e socioambientais contra as comunidades pesqueiras. Organizado pelo Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), a mobilização saiu do Teatro Nacional e desceu em direção ao gramado do Congresso Nacional.

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Na Câmara Federal, audiência pública sobre TI Yanomami é marcada por polêmica e revolta

O Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, e o presidente da Funai, Marcelo Xavier, participaram da reunião; lideranças indígenas desmentiram depoimentos da base governista

POR MARINA OLIVEIRA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara Federal, foi tomada por depoimentos controversos e polêmicos na tarde desta quarta-feira (24): era uma audiência pública para tratar da atual situação da maior Terra Indígena (TI) do país, a TI Yanomami, em Roraima (RR).

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Igualdade racial será tema de debate com presença de instituições públicas e da sociedade civil

No próximo sábado (27), o I Encontro Rondoniense Zumbi e Dandara dos Palmares será realizado de forma presencial, das 9h às 12h, no Porto Velho Shopping, com transmissão pelo YouTube

MPF

O I Encontro Rondoniense Zumbi e Dandara dos Palmares será no próximo sábado (27), aberto ao público em geral e com participação de instituições públicas e da sociedade civil. O evento vai debater temas relacionados à diversidade e igualdade racial, como os mitos da democracia racial e da inexistência de racismo no Brasil e, mais especificamente, em Rondônia, o papel das corporações policiais na promoção da igualdade racial, os desafios e as metas para construção da sociedade rondoniense mais igualitária, entre outros temas. O evento será no sábado, das 9h às 12h, no auditório da Uniron, no Porto Velho Shopping, com transmissão pelo canal Direitos Humanos em Conexão com Você, no YouTube.

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Ministério Público investiga nomeação de atirador esportivo e “colaborador emérito” do Exército para direção do Arquivo Nacional

Nomeação aumenta as desconfianças sobre o destino de documentos públicos, especialmente os que tratam do período do regime militar

Por Agência O Globo, na Folha PE

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro vai investigar a nomeação, no dia 18, do funcionário aposentado do Banco do Brasil Ricardo Borda D’Água de Almeida Braga como diretor-geral do Arquivo Nacional. Ex-chefe de segurança do BB, ex-subsecretário de Segurança Pública do Distrito Federal, atirador esportivo e agraciado como “colaborador emérito” do Exército, Borda D’Água é visto como um estranho no setor. Sua nomeação aumenta as desconfianças sobre o destino de documentos públicos, especialmente os que tratam do período do regime militar (sic).

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MPF recomenda medidas emergenciais de repressão a garimpo no rio Madeira, em Autazes (AM)

Órgão pede atuação coordenada de órgãos públicos federais e estaduais para desarticular as atividades ilegais, realizadas sem licença ambiental e já proibidas por sentença judicial

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação pedindo a adoção emergencial de ação coordenada de repressão e desarticulação ao garimpo ilegal de ouro na calha do rio Madeira e afluentes, no município de Autazes (AM), em atuação integrada de órgãos e autarquias federais e estaduais competentes, no prazo de 30 dias.

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Incêndio no maior parque do Nordeste, o quarto deste ano, abre suspeita sobre facções e disputa imobiliária

Parque do Cocó, maior área verde urbana da região, passou na última semana pelo maior incêndio desde sua criação, com 46 hectares atingidos e nevoeiro em vários bairros da cidade. Área é cobiçada por construtoras

Por Beatriz Jucá, no El País Brasil

Por volta das 18h da última quarta-feira, labaredas começaram a tomar uma mata baixa e seca nas margens da avenida Raul Barbosa, próxima ao aeroporto de Fortaleza, no Ceará. Eram os primeiros sinais do que se confirmaria horas depois como o mais grave incêndio já registrado no maior parque natural urbano do Nordeste, o Cocó. Cerca de doze focos fizeram o fogo se alastrar ao longo de pouco mais de 46 hectares. O parque, localizado na área nobre da cidade e historicamente disputado em meio à especulação imobiliária, se expande ao longo de 15 bairros. Por conta do incêndio, vários deles amanheceram na quinta-feira encobertos por uma densa fumaça. Avenidas foram fechadas e duas linhas de ônibus tiveram o percurso alterado. Escolas interromperam aulas e enviaram os alunos de volta para casa, e alguns moradores das áreas mais afetadas tiveram de deixar suas casas, por conta da dificuldade para respirar.

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Feminicídio: Brasil tem nova condenação internacional, por morte de jovem de 20 anos

Caso de assassinato ocorrido em 1998 envolveu deputado estadual. Para Corte Interamericana de Direitos Humanos, país viola princípio da igualdade perante a lei

Por Vitor Nuzzi, da RBA

O Estado brasileiro sofreu nesta quarta-feira (24) nova condenação na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Desta vez, por um caso de feminicídio ocorrido em 1998 na Paraíba, que em fevereiro foi objeto de audiência pública no tribunal. O Brasil foi responsabilizado por “violação de direitos e garantias judiciais, proteção judicial e igualdade perante a lei e por aplicação indevida da imunidade parlamentar em benefício do principal responsável pelo homicídio de Márcia Barbosa de Souza”, de 20 anos.

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Programa de cisternas sofre a maior redução de sua história

Falta de água e interrupção de políticas públicas ampliam cenário já crítico em meio a uma crise sanitária e econômica. “É recurso público que está parado pela ineficiência do governo”, critica coordenador da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA)

Por Redação RBA

Sob o governo Bolsonaro, o programa federal Cisternas – que garante o acesso à água própria ao consumo e para a produção de alimentos e criação de animais nas regiões mais secas do Brasil – apresenta o pior desempenho desde sua criação, em 2003. Reportagem do jornal Valor Econômico, divulgada na segunda-feira (22), mostra que depois de entregar 30,5 mil reservatórios em 2019 – o menor número do programa até então – apenas 8.300 cisternas foram construídas em 2020. E a quantidade deve despencar ainda mais neste ano, quando o Ministério da Cidadania projeta a entrega de 6 mil equipamentos. 

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Violações e chacinas, como a do Salgueiro, são políticas do governo do Rio de Janeiro

Em 2021, polícia do Rio provocou 44 chacinas durante operações. Seis ocorrem em São Gonçalo

Por Felipe Mascari, RBA

O caso no Complexo do Salgueiro, em São Gongalo (RJ), se soma a outras 43 chacinas, somente neste ano, provocadas por operações policias, na região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado, em 2021, houve 59 chacinas ao todo, resultando em 246 mortos.

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