MPF realiza visita em área de conflito agrário no norte do Tocantins

O acampamento Gabriel Filho, inserido no imóvel rural conhecido como Fazenda Freitas, antiga Fazenda Recreio, recebeu este nome em homenagem ao trabalhador assassinado na região, em 2010

Procuradoria da República no Tocantins

No último dia 22 de novembro, o procurador da República Thales Cavalcanti Coelho visitou o acampamento Gabriel Filho, localizado na Fazenda Freitas, município de Palmeirante (TO), com o objetivo colher informações atualizadas sobre o conflito pela posse da terra instalado no local, que já resultou em morte e ameaças.

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Eliane Brum: ‘a emergência climática não precisa mais de um relatório, basta abrir a janela’

Lançando a obra “Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo”, jornalista narra a luta contra a devastação e as consequências da exploração. ‘Os defensores da floresta são tratados como criminosos’, denuncia em entrevista à Ponte

Em A Ponte

Desde que se mudou para Altamira, no Pará, em 2017, Eliane Brum viu de perto os impactos da devastação e abraçou de vez a luta pela defesa da Floresta Amazônica. A urgência do problema guiou seu trabalho como repórter, escritora e transformou sua perspectiva sobre seu lugar no mundo. Passados quatro anos de uma intensa relação com a natureza e a cultura de diversos povos, a jornalista lança Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo, pela editora Companhia das Letras. A obra foi o tema do Da Ponte pra Cá da última quinta-feira (18/11) que recebeu a autora. A live foi conduzida pelo diretor de redação da Ponte, Fausto Salvadori, e está disponível na íntegra no Instagram.

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Soja e violência: relatório mostra como gigantes dos EUA alimentam conflitos no Cerrado

Pesquisa da organização Global Witness aponta responsabilidade de Cargill, Bunge e ADM sobre violações socioambientais

Redação Brasil de Fato

Multinacionais com sede nos Estados Unidos têm responsabilidade sobre violações socioambientais que se agravam ano a ano no Cerrado. Ao comprarem soja de produtores desmatadores ou envolvidos em conflitos fundiários, gigantes como ADM, Bunge e Cargill financiam a violência e a destruição no segundo maior bioma do Brasil.

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Estatal nuclear mantém lixo radioativo em local sem licenciamento ambiental

Estatal nuclear mantém lixo radioativo em local sem licenciamento ambiental

Thales Schmidt, no Brasil de Fato

Sempre com a promessa de encontrar uma destinação ou uso, o Brasil abriga desde a década de 1970 toneladas de rejeitos radioativos. O material é resultado da mineração de monazita pela Nuclemon, antiga estatal nuclear que operou em São Paulo e foi fechada após a contaminação de seus trabalhadores, problemas trabalhistas e a morte de um de seus funcionários. Hoje, o material é administrado pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), companhia que sucedeu a Nuclemon, e parte dele está guardado, ao menos desde 2012, em um local sem licenciamento ambiental, no Sítio São Bento, em Itu (SP). O local fica em uma área de proteção ambiental do município paulista.

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Os riscos do programa “Comida no Prato” do governo federal

Considerando-se que os doadores não terão nenhum benefício adicional, nova portaria é apenas mais um lance eleitoreiro

José Graziano da Silva e Walter Belik*, Brasil de Fato

Um dos maiores ensinamentos que podemos extrair da luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada é que quem acaba com a fome não são os governos de plantão, mas uma sociedade organizada que decide não mais compactuar com essa chaga milenar que aflige a humanidade desde a sua mais remota origem.

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Polícias do RJ não comunicaram ao Ministério Público metade das operações ocorridas em 2020

Estudo mostra falta de acompanhamento das ações e descumprimento da determinação do STF que proíbe operações na pandemia

Jaqueline Deister, Brasil de Fato

Nesta quarta-feira (24), um levantamento apontou que em 2020 as polícias do Rio de Janeiro deixaram de comunicar ao Ministério Público (MPE), órgão responsável pelo controle externo da atividade policial, quase metade das operações policiais realizadas entre junho e novembro do ano passado.

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Tribunal de Justiça decide pelo despejo do acampamento Marielle Vive em São Paulo

MST em São Paulo denuncia que a lei do capital e da propriedade privada se posicionam contra os direitos humanos

Da Página do MST

Na tarde desta terça-feira (23/11), o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela manutenção do despejo das 450 famílias do acampamento Marielle Vive, em Valinhos, interior de São Paulo. A decisão é gravíssima e inconsequente frente a vigência da Covid-19.

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Entidade ajuíza ação para pedir afastamento do atual presidente da Funai

Por Rafa Santos, em ConJur

Por entender que o atual presidente da Funai, Marcelo Augusto Xavier da Silva, tem atuado de maneira lesiva à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao património cultural dos povos indígenas, o Parlaíndio Brasil ajuizou ação popular para pedir o afastamento do presidente da autarquia. O Parlaíndio é uma organização que tem por objetivo manter uma assembleia permanente de lideranças indígenas, com pauta centrada na defesa dos direitos dos povos originários. Seu presidente de honra é o cacique Raoni Metuktire.

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Funai veta pesquisa da Fiocruz sobre contaminação de mercúrio entre yanomamis

Estudo foi proposto pela Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde

Por Fabiano Maisonnave, na Folha

Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), instituição ligada ao Ministério da Saúde, foram proibidos pela Funai (Fundação Nacional do Índio), também um órgão do governo federal, de realizar um estudo sobre o impacto da mineração ilegal dentro de terra indígena yanomami.

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Governo de Rondônia confirma presença de atirador em helicóptero, contra camponeses

Cinco acampados morreram por disparos aéreos desde agosto; Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública enviou denúncias de violações a direitos humanos às Polícias Civil e Militar; PMs são acusados de restringir acesso a alimentos, destruir casas e coagir crianças

Por Leonardo Fuhrmann, em Porto Velho, em De Olho nos Ruralistas

A Secretaria de Segurança Pública de Rondônia confirmou ter recebido denúncias de violações a direitos humanos na reintegração de posse do Acampamento Tiago dos Santos, em Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho. Os ocupantes das terras são ligados à Liga dos Camponeses Pobres (LCP). Em resposta a este observatório, a secretaria afirma que foi comunicada via Ouvidoria e encaminhou para as Polícias Civil e Militar para que os casos fossem investigados. Os PMs são os principais acusados de violações, além de atuação em conjunto com pistoleiros a mando de fazendeiros. Movimentos sociais não acreditam no andamento da investigação e lembram que os principais cargos do estado são ocupados por integrantes da corporação.

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