Pochmann: É necessária nova abolição

No século XIX, os homens mais ricos do Brasil eram traficantes de escravos. Economia chafurdava na infâmia e no atraso, mas alguns faziam fortuna. Rentismo ocupa hoje o mesmo lugar. País precisa asfixiá-lo, para voltar a ter esperança

por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

No século XIX, o perfil dos principais ricos no Brasil estava associado ao tráfico negreiro. Os casos de José Francisco dos Santos (Zé Alfaiate), Joaquim Pereira Marinho e Joaquim Ferreira dos Santos exemplificavam o quanto o comércio escravista era altamente lucrativo, permitindo que figurassem na cúpula da riqueza do Brasil imperial (1822-1889).

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A Conjuração Baiana, entre a corda e o cordel

Anticolonial e antiescravista, movimento rebelde de 1798 inspirou-se na luta libertadora no Haiti e teve negros como líderes. Talvez por isso, História oficial esqueceu-se dele. Econjuro!, de Luís Pimentel, mescla teatro e poesia para resgatá-lo

Por Daniel Brazil, em A Terra é Redonda

Poucos brasileiros conhecem com alguma profundidade a Conjuração Baiana, que leva o poético (e algo depreciativo) nome de Revolta dos Alfaiates, devido à grande participação de artesãos, pequenos comerciantes, sapateiros e alfaiates. Para os íntimos era a Revolta dos Búzios, um código de identificação dos participantes, que levavam um pequeno búzio amarrado no pulso.

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Do enriquecimento que empobrece o país ao alimento que sobra, mas não chega à mesa. Entrevista com Ladislau Dowbor

IHU

O professor Ladislau Dowbor considera “vergonhoso” o fato de o ministro da Economia (Paulo Guedes) e o presidente do Banco Central (Roberto Campos Neto) terem dinheiro escondido no exterior. “Não é ilegal, mas seguramente não é legítimo: só não é ilegal porque quem faz as leis são eles. Trata-se de uma máquina de canalização de capitais brasileiros para paraísos fiscais, o BTG Pactual, do qual o Guedes foi co-fundador, tem dezenas de filiais de paraísos fiscais, e presta serviços de descapitalização do Brasil. É um enriquecimento que empobrece o país”, afirma.

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“Muita casa sem gente, muita gente sem casa”: moradia para população em situação de rua deve ser política de Estado

Em março de 2020, projeção matemática do Instituto de Pesquisa Avançada (Ipea) apontou que, entre 2012 e 2020, a população em situação de rua cresceu 140%. Em 2020, quando começou a pandemia, o instituto indicou que seriam cerca de 220 mil pessoas em situação de rua em todo o país.

Pedro Calvi / CLP

No dia 28 de agosto deste ano o Governo Federal instituiu o projeto Moradia Primeiro. A iniciativa prevê oferecer residência temporária a cidadãos maiores de 18 anos de idade em situação de rua há mais de cinco anos.

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“A situação no Brasil está entre as mais preocupantes”, analisa representante do Alto Comissariado da ONU sobre ameaças a defensores ambientais e de direitos humanos

Brasil ocupa 3º lugar em ranking global de assassinatos de defensores. Audiência pública na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) colhe denúncias da sociedade civil e emite recomendações ao Estado brasileiro.

Por Plataforma Dhesca Brasil

Em audiência na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), organizações da sociedade civil brasileira denunciaram o desmonte socioambiental e a escalada de violações, ameaças e perseguições a defensores ambientais e de direitos humanos perpetrados pelo Estado Brasileiro.

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Comunidade quilombola faz retomada para impedir novo avanço do monocultivo

Com plantação de alimentos e árvores nativas, Angelim 1 exige do Estado proteção ao seu território tradicional

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

A comunidade quilombola do Angelim 1 abriu uma nova retomada nesse sábado (23) para impedir que a Suzano Papel e Celulose (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose) expanda os monocultivos de eucalipto em áreas já demarcadas como Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte.

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A crise dos indígenas Avá-Guarani desterrados por Itaipu

Em meio à miséria e à tentativa de retomada do território, os suicídios de jovens indígenas aumentam a emergência social da etnia que vive às margens do rio Paraná

Por Vinicius Konchinski, Agência Pública

Os meses de agosto e setembro foram de reencontros e conversas para indígenas Avá-Guarani que vivem no oeste do Paraná, nas proximidades do lago criado pela construção da usina hidrelétrica de Itaipu. Após o relaxamento das principais restrições impostas pela pandemia do coronavírus, caciques e outras lideranças convocaram a população das aldeias para discutir e tentar entender o sintoma mais chocante da crise que aflige a comunidade: o suicídio de jovens.

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A hora dos desamparados. Por Tarso Genro

Estas eleições serão decididas pela massa de desamparados

Em A Terra é Redonda

“O pesar e o prazer andam tão emparelhados que tanto se desnorteia o triste que desespera quanto o alegre que confia” (Cervantes).

A violência do Estado nos momentos ou etapas de exceção, não gera somente temor ou neuroses no cotidiano das massas alienadas, mas também promove pulsões históricas. Vastas parcelas da sociedade, ora se dirigem para os supostos momentos de alegria e descontração no mercado das ilusões consumistas, ora se conectam aos espaços do crime organizado, já monopolizado como poder no Estado (autoritário) – ou conectando-se (em rede), pelas milícias digitais.

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Quem Lula prefere enfrentar nas eleições, Bolsonaro ou Moro? Por Juan Arias

Tirar o capitão do poder seria para o ex-presidente libertar o país do perigo de involução golpista. Mas a entrada em cena do ex-juiz cria um novo conflito, por se tratar do personagem culpado por sua injusta condenação

No El País

A notícia de que Moro se filiará ao partido Podemos em 10 de novembro é a confirmação dos rumores que corriam desde que o famoso juiz da Lava Jato decidiu entrar como ministro da Justiça no Governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, após manobrar antes para impedir que Lula pudesse disputar as últimas eleições. Ao controverso juiz, visto à época como paladino contra a corrupção, já não bastava, em suas ambições, continuar sendo juiz de primeira instância e começou a pensar em tentar a sorte na política.

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