Por Elissandro Santana, para o Desacato
Para muitos é difícil perceber intersecções entre racismo ambiental e perda de biodiversidade, mas ainda que esta não seja uma tarefa tão simples para grande parte da sociedade, as relações existem, são duras, precisam ser explicadas e, principalmente, resolvidas.
Por racismo ambiental, entendam aquilo que a professora Joceneide Cunha, o professor Denys Câmara e eu, no artigo “Racismo ambiental no Brasil”, pontuamos: que aos homens e às mulheres negros/as sempre reservaram os rincões mais inóspitos no Brasil. Que eles/elas foram trazidos/as forçados/as, maltratados/as, humilhados/as através do Atlântico, oriundos/as de várias partes do imenso Continente Africano, e jogados/as nas senzalas da maldição. Muitos/as, inconformados/as, fugiram e formaram os Quilombos (embriões de luta pela liberdade). Tais espaços, até meados do XIX, foram construídos em lugares de difícil acesso, com fins precípuos de evitarem que os andantes em fuga fossem descobertos pelos brancos opressores.
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