O “dia do fogo” nunca acabou na Amazônia

Em Novo Progresso (PA), epicentro da série devastadora de queimadas, desmatamento de abril a junho de 2021 aumentou 91% em comparação com 2020, revela nova plataforma do ISA, o Painel Alertas+.

por Tainá Aragão, em Instituto Socioambiental – ISA / IHU

O fogo vem sendo utilizado como ferramenta de um projeto estrutural de exploração da Amazônia Legal no governo bolsonarista. Anualmente, as queimadas destroem durante a temporada de seca milhares de hectares da Amazônia, porém, no primeiro biênio da atual gestão, esses números ganham proporções ainda maiores.

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Comunidade Cajueiro (MA) resiste após dois anos do Agosto violento

Após dois anos da violenta reintegração de posse, Cajueiro resiste e enfrenta o descaso da Justiça, a pressão política, econômica e midiática exercida pelas empresas interessadas na instalação do Porto São Luís em parceria com o Governo do Maranhão.

por Raízes do Cajueiro / CPT

O Judiciário emperra ações que favorecem a comunidade tradicional do Cajueiro e imprime celeridade em prol do empreendimento que quer construir um porto, a serviço do Agronegócio.

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“Pelo menos 300 parlamentares são anti-indígenas”, avalia Cimi

Em entrevista para o Jornal Brasil Popular, Eduardo de Oliveira, secretário executivo do Cimi, revela o número de deputados federais e senadores anti-indígenas

POR CRISTINA ÁVILA – JORNAL BRASIL POPULAR/DF

O secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário, Eduardo de Oliveira, cita nomes e números relacionados a deputados e senadores eleitos com financiamento do agronegócio, além de apontar ministros e autoridades que promovem destruição da Amazônia e violências contra povos originários, representadas na atual conjuntura pela tramitação do Projeto de Lei 490 na Câmara Federal. Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), esse PL pretende abrir as terras indígenas para exploração econômica predatória e na prática inviabiliza demarcações. Ilegalmente, integrantes das bancadas da bíblia, bala, mineradoras, empreiteiras e ruralistas estão dispostos a eliminar cláusulas pétreas da Constituição Federal – o termo retira o “poder constituinte reformador”, ou seja, proíbe parlamentares que compõem as sucessivas legislaturas de alterar o que somente poderia ser modificado se fosse promulgada uma nova Constituição – o que inclui direitos indígenas sobre territórios, organização social e tradições.

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Apelo urgente: Rita Piripkura denuncia iminente extermínio do seu povo

A única pessoa contatada dos Piripkura, povo indígena da Amazônia mato-grossense, relata seu medo de que invasores ilegais em breve assassinem seus parentes isolados.

Survival International Brasil

Rita Piripkura é a única pessoa de seu povo em contato frequente com pessoas de fora. Em um vídeo único publicado hoje pela Survival International, ela descreve como nove de seus parentes foram massacrados em um ataque realizado por madeireiros e conta que seu irmão e seu sobrinho, Baita e Tamandua, ainda vivem isolados dentro do território.

Rita disse: “Tem muita gente andando aqui. Vão matar eles dois, se matar daí não tem mais”.

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Klein vê o mundo em transe, pós-pandemia

Há polarização inédita. O 0,1% acumula ainda mais riqueza e luta, feroz, para impor suas lógicas. Mas ressurgem, renovados, os projetos de igualdade e nova relação com natureza. Choque virá – e é preciso acelerar mobilização da sociedade

Naomi Klein em entrevista a Esteban Magnani, no Le Monde Diplomatique | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

Naomi Klein é uma das poucas vozes capazes de articular as múltiplas dimensões da crise do capitalismo em seu modo neoliberal. Seu primeiro livro, Sem Logo, explicava já em 2000 as maneiras como as corporações concentravam a economia enquanto se infiltravam em valores e emoções da sociedade. Em 2007, em A Doutrina de Choque, analisou os inúmeros exemplos de como as crises provocadas por causas naturais, mas também sociais, políticas e econômicas, algumas delas deliberadas, são exploradas pelos setores que concentram o poder para impor, uma após outra, medidas que os beneficiam ainda mais. Nos últimos anos, os artigos e livros se multiplicaram, especialmente This Changes Everything [“Isso muda tudo”, se traduzido ao pé da letra — sem edição no Brasil] de 2018, onde dá conta de como o capital, cego, nos leva em direção ao abismo final: o esgotamento dos recursos naturais.

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As três frentes de ataque às universidades

Os neoliberais sonham privatizá-las. Os fascistas não escondem seu rancor pela Ciência. E os patrimonialistas rejeitam sua democratização política e racial. Indispensável à reconstrução do país, ensino superior é acossado. Como resistir?

por Thiago R. Rocha, em Outras Palavras

Nos últimos anos, em meio à programação diária de absurdos com a qual nos habituamos a viver no Brasil contemporâneo, a educação, infelizmente, tem tido um grande destaque, sempre nos fazendo confrontar com discussões sazonais sobre dois temas centrais: do final de 2020 para o início do ano, o recorde no corte de verbas em relação ao exercício anterior e, alguns meses depois, as denúncias sobre o risco de as universidades pararem por – justamente – falta de verba.

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“Quebra” de patentes passa no Senado

Outra Saúde

TARDOU, MAS PASSOU

Tramitando desde o início do ano, foi finalmente aprovado ontem pelo Senado o PL 12/21, que prevê a concessão de licença compulsória para produção, no país, de vacinas e outros insumos que sejam protegidos por patentes, enquanto durar a pandemia. Falta, agora, a sanção de Bolsonaro.

Chamada sem muita precisão de “quebra” de patentes, a medida na verdade não anula os direitos de propriedade. O licenciamento compulsório suspende temporariamente, em situações emergenciais, alguns efeitos da propriedade intelectual e, na prática, permite que o objeto protegido por uma patente – nesse caso, as vacinas e outros medicamentos e insumos usados no combate á covid-19 – possam ser produzidos por outros. 

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Jovens indígenas relatam impactos da emergência climática na Amazônia e cobram proteção ao território

FOIRN

Adolescentes e jovens indígenas – muitos deles vivendo em comunidades na floresta Amazônica – denunciam o agravamento dos impactos da emergência climática e exigem que o poder público tome providências para evitar o agravamento da situação, principalmente com a garantia e proteção do território. Esses foram alguns dos resultados do I Seminário de Adolescentes e Jovens e Indígenas e Emergências Climáticas do Rio Negro – O futuro do nosso planeta depende de nossa nossa luta! que aconteceu na Casa do Saber da FOIRN, em São Gabriel da Cachoeira (AM), de 9 a 11 de agosto. A organização do encontro é do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas da FOIRN (Dajirn/FOIRN), com apoio de parceiros.

Ao final do seminário, os participantes fizeram protesto contra o PL 490 e o Marco Temporal, cobrando proteção ao território como forma de manter as práticas tradicionais indígenas que protegem a floresta e o meio ambiente como um todo. Os jovens repudiaram projetos que ameaçam seus direitos e territórios.

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A humanidade já está perdendo para as mudanças climáticas. Entrevistas com Paulo Artaxo, José Marengo e Marcos Buckeridge

Cientistas dizem que não há mais como contestar: as transformações no planeta são aceleradas pelas ações humanas e estamos atrasados na tarefa de rever nossos modos de vida

Por: João Vitor Santos, em IHU

No início desta semana, a divulgação do 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, causou grande impacto. Mas, no decorrer da semana, o assunto foi lentamente abandonando as manchetes e deixando de causar espanto nas pessoas. Uma lástima segundo os organizadores do documento que, através de uma linguagem clara e contundente, visa justamente mostrar como o aquecimento global diz respeito a todos. Assim, para manter o assunto na pauta do dia, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU procurou cientistas para que discutissem aquilo que acham mais importante no relatório. Mas não houve debate. Há apenas consenso. Como diz Marcos Buckeridge, em entrevista concedida por e-mail ao IHU, “estamos perdendo para o avanço das mudanças climáticas”. Isso porque está mais do que claro que o aquecimento da temperatura do planeta tem acelerado por ação humana. “Nos outros relatórios se discutia se era provável, pouco provável, muito provável, mas agora sim, é um fato comprovado: o ser humano é responsável pelo aquecimento, particularmente por aquele dos últimos 20 anos”, complementa José Marengo, em entrevista concedida via Zoom.

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Povos indígenas retomam território na Floresta Estadual Metropolitana, em Piraquara (PR)

Lideranças de cinco povos retomaram o território no dia 9 de agosto, data em que é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas

por Marina Oliveira, em Cimi

Imagina você ser expulso de sua própria casa, passar anos sem poder voltar e depois ainda descobrir que o seu lar foi destruído? Foi exatamente isso que aconteceu com povos indígenas de Piraquara, região metropolitana de Curitiba, no Paraná (PR).

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