IPCC: Brasil pode ter “refugiados climáticos” e prejuízos no agronegócio

ClimaInfo

Elisa Martins e Raphaela Ramos montaram n’O Globo um panorama sobre os efeitos da crise climática no Brasil, de acordo com as projeções apresentadas pelo Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança do Clima (IPCC) em seu novo relatório. “Os alertas para o Brasil são em todos os aspectos. Aumento da temperatura, redução de chuvas, aumento do nível do mar, de eventos climáticos extremos e da vulnerabilidade das cidades”, explicou Paulo Artaxo, professor da USP e integrante do IPCC.

O Nordeste, por exemplo, aparece como um dos hotspots da mudança do clima no Brasil: além da temperatura mais alta, a região pode passar por um processo de desertificação no Semiárido, o que obrigaria milhões de pessoas que vivem nessa área a se deslocar para outros pontos do país. Já a Amazônia, em particular a porção sul da floresta, pode sofrer com estiagens mais fortes e frequentes, o que deve intensificar o processo de degradação do bioma. No Sudeste, as chuvas também podem diminuir, mas a frequência de tempestades e chuvas mais intensas deve aumentar, o que ampliaria o risco de desastres como enchentes e deslizamentos de encostas.

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Mulheres Baniwa do Médio Içana realizam encontro de formação em gestão de associação

FOIRN

Mulheres das comunidades do Médio Içana: Nazaré, Ambaúba, Castelo Branco, Belém, Taiaçu Cachoeira, Tunuí Cachoeira, Warirambá e Vista Alegre participaram do I Encontro das Mulheres Artesãs do Médio Içana I, realizado na comunidade Castelo Branco, nos dias 5 e 6 de Agosto de 2021.

O encontro reuniu mais de cem participantes que teve como a pauta principal, a formação de lideranças mulheres em gestão de associação com objetivo de fortalecer as associações de base da região e aprimoramento dos trabalhos das artesãs associadas.

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Crianças e Delta: o que se sabe até agora

Outra Saúde

CRIANÇAS E DELTA

Em várias partes dos Estados Unidos, o número de crianças e adolescentes com covid-19 aumentou um tanto assustadoramente nas últimas semanas, depois que a Delta se instalou de vez no país e levou a uma subida geral no contágio. Um levantamento da Academia Americana de Pediatria apontou que pessoas entre zero e 19 anos representam 15% dos novos casos no país, considerando a semana de 30 de julho a 5 de agosto. Várias reportagens têm apresentado pediatras preocupados por verem mais e mais crianças precisando de cuidados hospitalares também. O que traz uma preocupação: será que essa variante estaria associada a um risco maior de jovens e crianças adoecerem e morrerem?

O que as evidências apontam até agora é que sim – mas não porque a Delta tenha mais facilidade para infectar os mais novos ou provocar neles as formas mais graves da doença. Ela não parece ter nenhuma predileção por faixas etárias específicas. E, embora haja alguns estudos associando essa variante com adoecimento grave, eles ainda são preliminares; o que está bem estabelecido é que ela é muito mais transmissível do que as variantes anteriores, gerando um boom de infecções. Só que, com mais gente infectada, vai ter mais gente nos hospitais – especialmente quem ainda não pôde ou não quis se vacinar. Mesmo que a covid-19 atinja as crianças com muito menos força em comparação com os adultos, o contágio desenfreado vai fazer subirem os números absolutos. 

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“O Estado brasileiro é o que promove a violação de direitos, a começar pelo Presidente da República”, afirma D. Roque Paloschi, presidente do CIMI

IHU

Em 9 de agosto é celebrado o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) tem como objetivo a garantia das condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta, com destaque aos direitos à autodeterminação de suas condições de vida e cultura, bem como a garantia aos Direitos Humanos. Por ocasião dessa data, o Portal da CNBB entrevistou o arcebispo de Porto Velho (RO) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Roque Paloschi.

O arcebispo convida a Igreja para a solidariedade e o apoio aos povos originários do Brasil, diante do cenário “de total violação aos direitos e violência que ocorre de diversas formas”. Segundo dom Roque, são 521 anos de luta contra o genocídio, o extermínio, as violações de direitos e as violências físicas, culturais e territoriais.

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Ventos de Profecia na Amazônia, os 50 anos da Prelazia de São Félix do Araguaia

Lançamento do livro será no próximo dia 12 de agosto, às 20:30 em São Félix do Araguaia

CPT

Na próxima quinta-feira, 12 de agosto, em São Félix do Araguaia – MT, um ano após o bispo Pedro Casaldáliga ter sido plantado à sombra de um pequizeiro, à beira do Araguaia, no cemitério dos Karajá, os primeiros moradores da díade, está para ser lançado o livro VENTOS DE PROFECIA NA AMAZÔNIA – os 50 anos da Prelazia de São Félix do Araguaia.

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Cimi e Unila abrem inscrições para sexto curso de extensão em Histórias e Culturas Indígenas

Sexta edição do curso ocorre de 17 de setembro a 28 de outubro, em formato virtual. Inscrições estão abertas até 24 de agosto

Cimi

As inscrições para a sexta edição do curso de extensão em Histórias e Culturas indígenas estão abertas e podem ser feitas até o dia 24 de agosto. Realizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela Universidade da Integração Latino Americana (Unila), o curso é gratuito e voltado especialmente para movimentos e pastorais sociais, estudantes, professores, educadores, lideranças indígenas e operadores do direito.

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Desastre da Vale: MPF e DPU recomendam que Vale apresente alternativas de realocação para os Pataxós que vivem em São Joaquim de Bicas (MG)

Mais de 20 famílias da etnia Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe recebem ameaças diariamente em área ocupada legalmente em uma reserva natural particular

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) recomendaram à mineradora Vale S/A que, em cumprimento aos compromissos já firmados junto aos órgãos estatais, participe efetiva e ativamente de todo o processo de reparação dos danos sofridos pelos membros da comunidade indígena Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe da Aldeia Katurãma, que residem em São Joaquim de Bicas (MG). Também é pedido que a empresa apresente alternativas para a realocação dos indígenas, disponibilizando-lhes um local onde seja garantida sua segurança e integridade física.

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Injustiça agrária é raiz da injustiça social. Por Gilvander Moreira[1]

No início da terceira década do século XXI, o momento dramático que vivenciamos exige de nós uma compreensão acurada do que é e do potencial emancipatório da luta pela terra – transformação para melhor das condições históricas materiais objetivas para além do capital -, não apenas da necessária continuidade da luta pela terra, mas principalmente como deve ser continuada tal luta para reacender esperanças e propostas gestadas por quem faz história com as próprias mãos, pois “nem os mortos estarão seguros se o inimigo vencer” (BENJAMIN, 2012, p. 12). Como quem busca decifrar os mistérios do que oprime, humilha, escraviza e mata camponeses e como alguém que cultiva esperança contra toda desesperança, compreendemos a luta pela terra como pedagogia de emancipação humana, mais do que emancipação política. “A luta pela terra não se pode restringir, apenas e especificamente à luta pelo direito do acesso à terra; deve, isto sim, ser a luta contra quem está por trás da propriedade capitalista da terra, ou seja, o capital” (OLIVEIRA, 2007, p. 67). Ciente de que “não se consegue compreender a fundo um movimento social, se não se vive um pouco de suas razões e sentimentos” (CALDART, 1987, p. 13), compreendemos que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), não sendo movimentos homogêneos, entre dezenas de outros movimentos camponeses, transformam processualmente na luta sem-terra em Sem Terra, novo sujeito social e político que, além de muitos bens necessários à reprodução da vida humana, produz pessoas humanizadas e humanizadoras, “seres humanos que assumem coletivamente a condição de sujeitos de seu próprio destino, social e humano” (CALDART, 2012, p. 23).

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MPF recomenda retratação ao povo indígena Gueguê de Uruçuí (PI)

A TV Tropical Floriano noticiou fatos inverídicos sobre a comunidade, ofendendo a honra e identidade dos indígenas

Ministério Público Federal no Estado do Piauí

O Ministério Público Federal (MPF) expediu nessa segunda-feira (9), a Recomendação nº 02/2021 a Wellington Francisco Raulino, jornalista responsável pela pessoa jurídica Sistema Rio Parnaíba de Comunicação (TV Tropical Floriano – PI Barão – MA), para que faça retratação das informações anteriormente veiculadas sobre a comunidade indígena Gueguê, que fica localizada no município Uruçuí (PI).

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Quase desabando, sede de Memorial que conta história das Ligas Camponesas no NE é restaurada

Casa da década de 1940 passou por última reforma em 2012, quando foi tomabada como patrimônio histórico da Paraíba

Lucila Bezerra, Brasil de Fato

O Memorial das Ligas e Lutas Camponesas preserva a história das associações de trabalhadores rurais pela vida digna no campo e pela reforma agrária, que surgiram na década de 1950 no estado de Pernambuco, e depois ganharam frentes na Paraíba e em outros estados.

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