A CPI da Poesia: os poetas mortos. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Só a poesia possui as coisas vivas. O resto é necropsia”
 (Mário Quintana)

Quem está tentando matar a poesia no Brasil? Para identificar os autores de tais ações foi criada na Câmara de Deputados a CPI da Poesia, que tem o poder de convocar até os mortos. No entanto, como seu foco abrange narrativas literárias e outras formas de expressão artística, indo além do ato poético em si, talvez devesse se chamar a CPI da Poética. De qualquer forma, sua presidente, a deputada federal Joênia Wapixana (Rede/RR), intimou várias testemunhas, advertindo que os mentirosos podiam sair dali presos.

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Ailton Krenak: Por que não conseguimos olhar para o futuro?

No Trip Transformadores, o cineasta Fernando Meirelles bate um papo com o líder indígena sobre a crise do clima, as mudanças que enfrentamos e o retorno das civilizações à natureza

Trip

No último ano, todos pararam para ouvir Ailton Krenak. A voz do líder indígena, que há décadas alerta para a destruição do planeta em nome do desenvolvimento, nunca fez tanto sentido. “A pandemia mostrou que a ideia de governar o mundo está vencida. No meio da crise, esse pensamento convencido e orgulhoso começou a olhar em volta de si e falar: ‘Será que tem alguma outra coisa pra gente pensar?'”, diz Krenak, um dos homenageados pelo prêmio Trip Transformadores 20/21. “Sair da caixinha, na verdade, é porque a caixinha se desmanchou. Nós estamos todos nus. Talvez aquele espelho que os europeus trouxeram pra trocar com a gente na praia tenha se invertido e agora eles estão vendo a sua própria cara, a cara do engano”.

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Dezenas de entidades democráticas e defensores dos direitos do povo assinam manifesto em defesa do acampamento Manoel Ribeiro e da Liga dos Camponeses Pobres

Cebraspo

Em virtude do acirramento da repressão e dos diversos ataques ao movimento camponês no estado de Rondônia o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO e a Associação Brasileira dos Advogados do Povo – ABRAPO organizaram manifesto já assinado por mais mais de 50 entidades e personalidades progressistas e democráticas. Entre os signatários estão a Associação de Juízes para a Democracia, a Associação Brasileira de Reforma Agrária,  diversas associações de docentes, sindicatos, professores e artistas democráticos como Luiz Eduardo Soares, Carlos Latuff, Virgínia Fontes, Eduardo Viveiros de Castro, Peter Pál Pelbart, Armando Babaioff, Soraya Ravenle, o renomado professor e democrata indiano Amit Bhattacharyya, e diversos intelectuais honestos de todo o país.

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Maio Cigano: lideranças entregam propostas para Estatuto dos Povos Ciganos ao Senado Federal

Texto aprovado pelos povos Rom, Calon e Sinti foi entregue aos senadores Paulo Paim e Telmário Mota, respectivamente autor e relator do projeto, nesta sexta-feira (21)

“Aqui, hoje, estamos fazendo história. Como povo cigano estamos fazendo nossa parte e pedimos para que vocês nos ajudem a ter voz, vez, visibilidade, respeito a igualdade racial”. A frase da cigana Calon e secretária-geral da Associação Nacional das Etnias Ciganas do Brasil (Anec), Daiane da Rocha, deu o tom para o segundo evento virtual sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 248/2015, que pretende instituir o Estatuto dos Povos Ciganos, nesta sexta-feira (21).

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Está comprovada a ação de (outra) quadrilha no governo e no círculo de Bolsonaro. Por Janio de Freitas

O precário sistema de fiscalização foi destruído na Amazônia e no Pantanal

Na Folha

A primeira função da CPI está realizada, embora ainda em andamento: já ficou bem demonstrado a que classe de gente o Brasil está entregue. Entre (ex) ministro das Relações Exteriores, (ex) dirigente da comunicação governamental com as altas verbas, e (ex) ministro-general da Saúde, o governo só teve para apresentar, e representá-lo, impostores. Falsários das atribuições dos respectivos cargos, falsários no cinismo mentiroso com que tentam evadir-se dos próprios atos e palavras no entanto gravados, impressos, criminosos.

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Dourados conhece Dourados? O estranho caso Eduardo Moreira. Por Tiago Resende Botelho

No Campo Grande News

A violência, fome e desrespeito com que são tratados os povos indígenas em Dourados, segunda maior cidade do estado de Mato Grosso do Sul, não é novidade para ninguém, em especial para os que vivem no município. Emmanuel Marinho, famoso poeta local, tem uma composição conhecidíssima chamada “GenocÍndio”, que significa a morte indiscriminada e planejada de seres indígenas em Dourados.

Nele, o poeta narra a trajetória das crianças indígenas que peregrinam no município pedindo não apenas o pão, mas o resto dele: o pão velho. Assim diz: “Crianças batem palmas nos portões. / Tem pão velho? / Não, criança / tem o pão que o diabo amassou / tem sangue de índios nas ruas / e quando é noite / a lua geme aflita / por seus filhos mortos”.

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Encontro entre Lula e FHC é bússola para um Brasil sem ódio e reconciliado. Por Juan Arias

Há momentos históricos em que a única maneira de não afundar no abismo do desespero é deixar de lado pequenos ou grandes rancores em busca da reunificação de um país

No El País

O encontro entre os ex-presidentes Lula e FHC, de imediato considerado histórico pela imprensa nacional e internacional, coincide curiosamente com a pesquisa do Datafolha que aponta que 90% dos brasileiros acham que o Brasil tem jeito e 70% dizem sentir orgulho do país. Tudo isso em um dos momentos mais graves e sombrios vividos politicamente desde a ditadura.

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Morre Xeramõi Karai Poty, uma das mais importantes lideranças Guarani de São Paulo

Pajé lutou pelo reconhecimento e pela demarcação de terras indígenas na capital, no litoral e interior paulista

Por Vanessa Ramos, no Brasil de Fato 

Xeramõi José Fernandes Soares, conhecido como Karai Poty, faleceu nesta sexta-feira (21), aos 80 anos, por complicações em decorrência de uma pneumonia. Importante cacique, rezador e curador do povo Guarani Mbya, foi uma das lideranças que lutou pela demarcação das terras indígenas no estado de São Paulo.

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Justiça Federal nega direitos básicos para 70 famílias indígenas do oeste paranaense

Ministério Público buscava garantir direito à água, saneamento, cestas básicas e energia elétrica

Júlio Cesar Carignano, do Porém.net/Brasil de Fato

A Justiça Federal de Foz do Iguaçu negou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) que buscava a garantia de direitos básicos para comunidades indígenas no oeste do Paraná neste período de pandemia da covid-19. Em ação civil pública, o MPF apontava a omissão de União, Estado, Itaipu Binacional, Fundação Nacional do Índio (Funai) e das Prefeituras de Santa Helena e Itaipulândia diante da situação de vulnerabilidade de 70 famílias Avá-Guarani que ocupam áreas reivindicadas como territórios tradicionais.

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Criança indígena com desnutrição morre na Terra Yanomami, diz Conselho de Saúde

Menino yanomami tinha cerca de 1 ano e pesava 3Kg, descreveu em ofício o Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-YY). Distrito Sanitário Especial Yanomami (Dsei-Y) informou que apura.

Por G1 RR

Um menino Yanomami, diagnosticado com desnutrição, morreu na comunidade Comunidade Yarita, dentro da Terra Indígena Yanomami, relatou nesta sexta-feira (21) o Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-YY). A criança tinha cerca de 1 ano e pesava 3Kg, informou o Condisi-YY, em Boa Vista. O conselho reportou o óbito à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) em um ofício cobrando explicações sobre o motivo de não ter enviado equipes de saúde para remover a criança até a capital.

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