CIDH adota medidas cautelares de proteção a favor dos membros do povo Munduruku

A CIDH recordou a situação particular de vulnerabilidade dos povos indígenas, em especial dos povos em isolamento voluntário

Por CIDH, no Cimi

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) adotou em 11 de dezembro de 2020 sua Resolução 94/2020, mediante a qual outorgou medidas cautelares a favor dos membros do Povo Indígena Munduruku. Os solicitantes alegaram que as pessoas beneficiárias estão em situação de risco no contexto da pandemia da COVID-19, especialmente quando se considera a sua situação de particular vulnerabilidade, as falhas no atendimento à saúde e a presença de terceiros não autorizados no seu território.

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Maior congresso de sexualidade cristã do Brasil quer “restaurar” LGBTQI+

Reportagem acompanhou evento realizado por organização religiosa internacional que orienta jovens cristãos a abandonar “comportamento homossexual” e pessoas trans a reverter sua identidade de gênero

Por Bruno Fonseca, Agência Pública

“Se você tem problema pra saber quem você é, você faz assim: fica pelado. Aqui não, por favor, no banheiro. Tira a roupa, abre as pernas e olha pra baixo. O que você tem aí embaixo? Não tem um pênis e um testículo? Mulher. Pronto. Acabou. Resolvido o assunto. Deus é Deus”, disparou ao microfone um dos muitos palestrantes daquela manhã, em um dos três dias do principal congresso atual sobre sexualidade cristã no Brasil.

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Para curar a homossexualidade, jovem teria sido submetida a isolamento, exorcismos e terapia em seminário evangélico

Cláudia conta que aos 19 anos foi isolada em sítio para “casos perdidos” da Batista Lagoinha, igreja da ministra Damares e da cantora Ana Paula Valadão

Por Mariama Correia, Agência Pública

O violão de Cláudia Baccile está guardado. Ela parou de tocar desde que foi expulsa do Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono (CTMDT), da igreja evangélica Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi em 2009. Na época, a designer tinha 19 anos e queria ser ministra de louvor como Ana Paula Valadão, cantora e pastora líder da banda Diante do Trono. 

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Organização cristã internacional Exodus promove reorientação sexual para LGBTQI+ na América Latina

Investigação entre cinco países revela atuação de rede de religiosos para reprimir homossexualidade e identidade de gênero; participantes relatam abusos e violação de direitos

Por Agência Pública, Ojo Público, El Surtidor, Mexicanos contra la corrupción y la impunidad, La Barra Espaciadora do Equador

“Porque talvez ainda tenha atração pelo mesmo gênero significa que a pessoa tenha que viver isso? Não”, diz Andréa Vargas, presidente da Exodus Brasil, em uma entrevista para um canal gospel no YouTube. Missionária evangélica que palestra sobre sexualidade a partir de uma perspectiva bíblica, ela está à frente também da Avalanche, uma agência de missões urbanas. Conversa com um público massivamente jovem em eventos com formatos modernos, que às vezes lembram TED Talks. Sua mensagem principal é: a homossexualidade é um pecado que pode, e deve, ser abandonado. 

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Com Bolsonaro, número de barragens de mineração sem atestado de estabilidade dobra em um ano

Segundo estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora, “sub-financiamento crônico” tornou a agência reguladora do setor incapaz de reduzir o risco associado às barragens de mineração existentes

Por Cida de Oliveira, da RBA

O número de barragens de mineração sem atestado de estabilidade praticamente dobrou no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro. Passou de 21 para 38, o que representa um aumento de 5% para 9% do total monitorado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O quadro tende a se agravar, já que desde que tomou posse, o governo tem reduzido sistematicamente a execução do orçamento de normatização e fiscalização da agência reguladora. Os dados são do estudo “O número de barragens sem estabilidade dobrou, ‘e daí?’”, do grupo de pesquisa e extensão Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (Poemas) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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Desmatamento em terras griladas aumenta 50% no governo Bolsonaro

Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, de 2014 a 2018 a média foi de 112,8 mil hectares. Subiu para 215,6 mil em 2019 e para 226 mil em 2020

Por Redação RBA

O desmatamento em terras griladas aumentou 50% nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro em relação à média dos cinco anos anteriores. De 2014 a 2018, foram 112,8 mil hectares. Em 2019 passou para 215,6 mil e neste ano, ficou em 226,5 mil, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Essa área destruída em terras registradas ilegalmente responde por 20% de toda a devastação registrada na Amazônia.

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Insegurança alimentar piora entre quilombolas

Por Débora Britto, no Marco Zero Conteúdo

Durante os dez meses que o país enfrenta a pandemia do novo coronavírus, comunidades quilombolas vêm sofrendo com o agravamento da insegurança alimentar e nutricional. Com o isolamento social, e muitas vezes distantes de centros urbanos, a população quilombola viu a autonomia alimentar diminuir e algumas comidas sumirem da mesa. Além disso, municípios, governo estadual e federal, que têm responsabilidades diretas sobre o assunto, muitas vezes estão ausentes dos territórios.  

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Justiça Federal da Bahia decide por mais uma reintegração, desta vez na TI Tupinambá de Olivença, e afronta STF

São 282 famílias impactadas de forma direta, mas toda Terra Indígena será privada de manguezal usado para subsistência e espiritualidade

Por Cimi

A Justiça Federal de Ilhéus (BA) determinou, no início deste mês, a reintegração de posse de uma área denominada Loteamento Canto das Águas. São 30 lotes sobrepostos à aldeia Cajueiro, Terra Indígena Tupinambá de Olivença, e explorados pela Ilhéus Empreendimentos S/A para o mercado imobiliário de luxo e turístico.

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Em meio à pandemia, 300 famílias são despejadas na Cidade Industrial de Curitiba

Ação ocorreu nesta quinta (17) sob forte aparato policial e sem notificação prévia. Moradores não sabem para onde ir

Manoel Ramires, Brasil de Fato

Cerca de 300 famílias da ocupação Nova Guaporé, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), na periferia da capital paranaense, foram despejadas na madrugada desta quinta-feira (17). A ação aconteceu sob forte aparato policial.

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Vacinas: o governo segue em ziguezague eterno

Ao anunciarem plano de imunização contra a Covid, Bolsonaro e Pazuello vestem máscara de conciliação e corrigem distorções mais graves. Mas proposta ainda é vaga, não tem data de início e é dúbia sobre a vacina do Butantan

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

MAR DE TRANQUILIDADE

“Para que essa ansiedade, essa angústia?“. O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, não entende por que gestores locais e a população em geral andam aflitos aguardando uma vacina. Lançou essa pergunta ontem, no evento em que o governo finalmente lançou o plano oficial de imunização contra a covid-19, e completou: “Não se preocupem com a logística. A logística é simples. Apesar de o nosso país ser deste tamanho, temos estrutura, temos companhias aéreas, Força Aérea Brasileira, temos toda a estrutura já planejada e pronta”. Como se problemas logísticos não tivessem marcado toda a resposta brasileira à pandemia…

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