São José de Brumadinho, sob Herodes: a Vale. Por Gilvander Moreira[1]

Sem apresentar estudo sério e idôneo, a mineradora Vale anunciou, dia 18 de novembro último (2020), a elevação do nível de emergência para 2 da barragem Norte/Laranjeiras em Barão de Cocais, MG. Tal justificativa foi também usada para a retirada forçada de mais de 30 famílias e mais de 800 animais na região das comunidades de Laranjeiras e São José de Brumadinho, onde encontra-se  o Santuário de São José. A barragem, que tem 56 metros de altura e 32,3 milhões metros cúbicos de volume, já estava interditada desde março deste ano, pela falta de Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) exigida pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A estrutura está classificada como de Dano Potencial e Categoria de Risco (CRI) altos e desativada desde 2019, mas, segundo os trabalhadores, ela não apresenta riscos de rompimento iminente. Com esse anúncio, as famílias vivenciam situações marcadas pelo terrorismo psicológico promovido pela Vale e pelos funcionários do poder público municipal e estadual. Todo o território tem sido alvo de tentativas de apropriação pela Vale há anos, desde o início de implantação da mina Brucutu, em 2006, em região próxima. Agora, a empresa se aproveita desse difícil momento em meio à pandemia da Covid-19 e usa a elevação do nível de emergência da barragem como estratégia para se apropriar de mais um território.

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Entidades se mobilizam contra projeto que libera mais agrotóxicos no RS

Em regime de urgência, governo gaúcho quer liberar no estado agrotóxicos proibidos em países de origem

Por Redação Brasil de Fato

Até o final da tarde desta segunda-feira (7), 133 entidades assinaram carta pública de mobilização contra o Projeto de Lei 260/2020, de autoria do governo Eduardo Leite (PSDB), que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa e deve ser apreciado e votado a partir do dia 15 de dezembro para não trancar a pauta. A proposta do governo é alterar a Lei dos Agrotóxicos, de dezembro de 1982, considerada um marco no país, a fim de liberar no território gaúcho o uso de agrotóxicos proibidos em seus países de origem.

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Assassinato de Marielle Franco completa 1.000 dias sem solução enquanto suas herdeiras políticas entram na mira

Mulheres que assumiram a luta da vereadora negra e ativista assassinada no Rio sofrem graves ameaças. “Tenho que ser escoltada até a padaria”, diz a deputada federal Talíria Petrone, que teve de deixar o Estado

por Naiara Galarraga Gortázar, em El País

Quando Marielle Franco foi assassinada, há mil dias nesta terça-feira, poucos brasileiros fora do Rio de Janeiro conheciam essa vereadora negra, forjada no ativismo social, de favela, bissexual e mãe. O crime fez dela um símbolo da esquerda brasileira e uma inspiração para outras mulheres de origem semelhante que entraram na política. Seu desembarque no Congresso, Assembleias e Câmaras Municipais rompeu tabus e revirou águas enlameadas. Muitas delas são sistematicamente ameaçadas nas redes, mas alguns casos são mais graves, como o da deputada federal Talíria Petrone, de 35 anos. “Tenho que ser escoltada até a padaria”, disse ela nesta segunda-feira ao telefone de seu refúgio secreto.

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O Horror. Por Alceu Castilho

Alceu Castilho

Essa foto é da Exposição de Roupas Utilizadas na Posse Presidencial por Jair Bolsonaro, presidente da República, e Michelle Bolsonaro.

Imediatamente me lembrei de Fellini, no quanto o filme “Amarcord” terá dito sobre a cafonice embutida no fascismo — com todo o respeito aos cafonas originais. A cafonice como linguagem, como política, mas uma cafonice capturada, falsa.

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Cacique Babau Tupinambá: “O esporte nos une, mas a política, nem sempre”

Líder dos Tupinambás de Olivença, na Bahia, fala sobre os Jogos Indígenas e a luta de seu povo por direitos que jamais deveriam ser questionados

Por Walter Casagrande, no Globo Esporte

O cacique Babau Tupinambá é uma das lideranças indígenas mais conhecidas do país. Como representante dos Tupinambás de Olivença, povo que vive na região de Olivença, distrito de Ilhéus, na Bahia, ele tem defendido o direito de sua gente à terra e ao acesso a coisas básicas, como educação e saúde. Essas são garantias que jamais deveriam ser questionadas, mas, infelizmente, o que acontece é o oposto.

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O movimentado dia no tabuleiro das vacinas

por Maíra Mathias, em Outra Saúde

NOVO PRAZO, VELHAS PENDÊNCIAS

Ontem foi um dia movimentado no tabuleiro das vacinas no Brasil. Ainda cedo, João Doria (PSDB) anunciou que a imunização de profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas com a CoronaVac vai começar no dia 25 de janeiro. Não é preciso ter excelente memória para lembrar que o governador de São Paulo já havia prometido outra data anteriormente. Em setembro, ele disse que as primeiras doses seriam distribuídas na segunda quinzena de dezembro.

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Indígenas denunciam falta de acesso à água em audiência sobre Usina Teles Pires

Amazônia

Representantes indígenas de três povos habitantes das margens do rio Teles Pires afirmam que após a implementação da Usina Hidrelétrica Teles Pires, a água, antes consumida diretamente no rio pelas populações, foi poluída e os sistemas de abastecimento instalados não são suficientes para garantir o acesso à água potável.

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FAB explora mina clandestina de brita em Terra Indígena na Amazônia

ClimaInfo

Há mais de uma década, sem qualquer tipo de licença ou autorização, uma mina de brita funciona dentro da Terra Indígena (TI) Alto do Rio Negro, na fronteira com a Colômbia. Em si, isso já seria um absurdo, mas a coisa fica ainda mais inaceitável quando sabemos que quem está por trás dessa operação ilegal é a Força Aérea Brasileira. Essa revelação foi feita pelo projeto Amazônia Minada e divulgado ontem (7/12) pelo InfoAmazonia e The Intercept Brasil.

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Câmara perde ambientalistas e ganha ruralistas após eleição para prefeituras

Onze deputados federais deixarão o cargo para assumirem cargos nos municípios; Congresso perde os ambientalistas Edmilson Rodrigues e Margarida Salomão, enquanto voltam o usineiro alagoano Pedro Vilela e, no lugar dela, o ruralista mineiro Aelton Freitas 

Por Sarah Fernandes, em De Olho nos Ruralistas

As eleições municipais de 2020 levarão para prefeituras onze deputados federais em exercício. As trocas no dia 02 de janeiro terão impacto na defesa de pautas ambientalistas e no monitoramento do agronegócio no Congresso: enquanto a Câmara perde o ambientalista Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) para a prefeitura de Belém, o usineiro Pedro Vilela volta à Câmara e assume a cadeira de João Henrique Holanda Caldas, o JHC (PSB), eleito em Maceió.

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1ª Plenária LGBTI da Via Campesina debate sexualidade e luta política no campo

Evento realizado neste sábado (05) uniu diversos movimentos populares do campo em prol da agenda sobre diversidade sexual e lutas populares. Durante a Plenária também foi lançada a primeira cartilha da Via Campesina Brasil que aborda o tema da diversidade sexual no campo

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST / CPT

“Estamos aqui para somar, ouvir e recolorir as lutas da Via Campesina”. Assim foi a 1ª Plenária LGBTI do Campo, realizada ontem (05) pela Via Campesina de forma virtual devido à pandemia de Covid-19. O evento contou com música, poesia, discursos e muita emoção com os mais de 60 participantes do campo que integram diversos movimentos e organizações populares da Via, a maior articulação de trabalhadores e trabalhadoras do mundo.

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