Relatório aponta abandono dos Yanomami pelas autoridades durante a pandemia

  • Novo relatório do ISA destaca a escalada da ameaças aos 30 mil indígenas que vivem na Terra Indígena Yanomami, área de 9,6 milhões de hectares que está entre as mais propensas ao desmatamento ilegal na Amazônia brasileira.
  • O relatório acusa o governo de Jair Bolsonaro de abandonar os Yanomami à própria sorte frente à invasão de seu território por dezenas de milhares de garimpeiros ilegais.
  • Os Yanomami também reclamam da falta de assistência médica de qualidade, sobretudo durante a pandemia do coronavírus. O número de casos confirmados ultrapassou a marca de mil em novembro — um aumento de 250% em três meses.

Por: Sue Branford, em Mongabay

“No Rio Marauiá, aqui embaixo, tá tendo muita virose que é forte e até hoje tá apresentando também coisa de covid-19. Eu estou muito preocupado, porque já foram três óbitos das pessoas, três comunidades”, relatou Francisco Pukimapiwëteri Yanomami em julho deste ano, num dos diversos depoimentos que compõem o relatório lançado em novembro pelo Instituto Socioambiental (ISA). “Xawara: rastros da Covid-19 na Terra Indígena Yanomami e a omissão do Estado” reúne dezenas de testemunhos de alguns dos 30 mil indígenas que vivem no território Yanomami, que cobre uma área de 9,6 milhões de hectares nos estados de Roraima e Amazonas.

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A estreita relação entre o trabalho informal e a covid

Não por acaso Brasil é um dos mais atingidos pela pandemia. Exército de precarizados, que não pode ficar em casa, foi quem mais adoeceu. Por trás disso, a aliança entre bolsonarismo e elite financeira se uniram para esfacelar leis trabalhistas

Por Adalberto Cardoso e Thiago Brandão Peres, em Outras Palavras

No mês anterior à posse presidencial, surgiu nas redes sociais digitais um vídeo vazado de uma reunião entre deputados do partido Democratas (DEM) e Jair Bolsonaro. Na gravação de celular, vemos o presidente eleito discursando sobre os rumos que seu governo pretendia dar à economia. O trecho que recebeu relativa repercussão na mídia foi sua solução para fazer florescer (no jargão do mercado financeiro) o business environment brasileiro: “a legislação trabalhista, no que for possível, sei que está engessado no artigo sétimo [da Constituição Federal], mas tem que se aproximar da informalidade. […] É horrível ser patrão no Brasil com esta legislação que está aí”1. O referido artigo versa sobre os direitos sociais dos trabalhadores urbanos e rurais, e assegura um mínimo de proteção social: garante o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o salário mínimo fixado em lei com a devida obrigação de reajustes periódicos, a irredutibilidade do salário e além de estabelecer que nenhum trabalhador receba renda inferior ao salário mínimo.

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Milton Santos, pandemia e real fragmentado

A globalização, ensinava ele, subverte escalas e nos aparta ainda mais da Natureza. A ciência, hiperespecializada, tornou-se cega a fenômenos complexos. A pandemia, sem contexto, reduz-se a espetáculo. Como voltar, agora, à totalidade?

Por Fran Alavina*, em Outras Palavras

Talvez a Geografia – mais do que outros saberes das humanidades, como a História e Filosofia – possa nos ajudar a entender certos aspectos que se dão quase sem se notar em tempo pandêmico e globalizado: que, por vezes, parece mais fabuloso que trágico. De fato, diferentemente de outros estudos humanísticos, a Geografia em sua constituição e desenvolvimento sempre teve que lidar com a questão do que seja a Natureza e de como tal saber concebe seu objeto, uma vez que se inicia como descrição da paisagem e do meio. Disto dependeria até sua classificação como uma ciência humana ou ciência natural. Para nós, tal debate é desprovido de sentido, uma vez que todo saber, justamente por ser humano, não pode ser natural, ainda que seu objeto seja a Natureza: física ou biológica. A Natureza não produz saberes, nem constitui ciências. Somos nós que os construímos a partir de nossas necessidades.

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Plano de Bolsonaro funciona e desmatamento tem nova alta

De tanto a boiada passar, devastação na Amazônia atinge a maior taxa em 12 anos, valor 70% maior que a média vista na década anterior ao atual governo.

por Observatório do Clima / IHU On-Line

Saíram nesta segunda-feira (30) os aguardados dados preliminares do Inpe sobre o desmatamento na Amazônia: a taxa oficial de 2020, dada pelo sistema Prodes, é de 11.088 km2, a maior desde 2008. A alta é de 9,5% em relação ao ano passado.

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O Brasil que deseja o ‘desenvolvimento’ é o mesmo que nos incendeia

IHU On-Line

“Não vivemos só um momento único na existência humana, mas também um momento de resistência pela vida. Resistência essa que pode ser novidade para muitos, mas nosso povo a conhece muito antes das ameaças mais recentes. A própria invasão desse país usou de outras doenças para assassinar as nações originárias. O projeto de genocídio é antigo e o alvo são os nossos povos. Queimaram os nossos corpos e as nossas línguas, e agora ainda tentam incendiar nossa força, nossa cultura e nosso sustento: a nossa floresta, mãe da existência”, escreve Alice Pataxó, em artigo publicado por Colabora e reproduzido por Amazônia Real.

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A Economia Anticapitalista dos Franciscos e das Claras. Por Marina Oliveira e Guilherme Cavalli

“…se inaugurou o antropoceno e o necroceno, onde o ser humano e o sistema predominante são o grande projeto de morte de pessoas humanas e de milhares de organismos vivos.”

No Cimi

Em maio de 2019, Papa Francisco convidou jovens de todas as partes do planeta para participarem do Encontro da Economia de Francisco [e Clara]. Na convocatória, reforçou a importância da construção de um projeto popular de Igreja e de sociedade. Francisco propõe discutir uma nova proposta de modelo econômico que coloque a vida no centro – e não se resume à vida humana. Afirmou na carta que propôs o evento a urgência de “uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a depreda”. No encerramento do encontro, que ocorreu online, o pontífice apontou a urgente necessidade de mudança.

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UFRJ: “Nota Técnica sobre o aumento de casos de Covid-19 no município do Rio de Janeiro e medidas para conter sua disseminação”

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Grupo de Trabalho Multidisciplinar para o enfrentamento da Covid-19

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2020

Neste momento, países europeus, como Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido[1], enfrentam uma segunda onda da pandemia de COVID-19, conforme mostra a figura 1. Para reduzir a disseminação do SARS-CoV-2, deram início, então, a uma série de restrições de mobilidade[2], variando de lockdown nacional ou local a restrições de horário de circulação de pessoas (toque de recolher). 

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Estado, Democracia e Desigualdade

Crise sanitária de 2020 representa a maior recessão desde a segunda guerra mundial e é de recuperação incerta, diz OCDE

Rosa Angela Chieza, BdF RS

O Estado atua de um lado, pela ótica do gasto público representando a concretização das políticas públicas, e de outro, pela ótica da tributação que financia as referidas políticas públicas. Tanto o gasto quanto a tributação podem atuar no sentido de reduzir ou ampliar as desigualdades sociais de um país.

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Racismo no Carrefour: Empresas descumprem os mais elementares direitos humanos

‘Falta uma legislação mais rígida de sanção a companhias que descumprem as normas de convivência social’, escreve Pedro Serrano

Por Pedro Serrano, Carta Capital

Será preciso muito tempo para que sejam superadas as chagas provocadas pelo brutal assassinato por racismo de João Alberto Silveira Freitas, que morreu vítima de espancamento no interior de uma loja da rede de supermercados Carrefour, na zona norte de Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra. As imagens do crime percorreram o mundo e expuseram a profundidade do problema no Brasil.

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Ação emergencial combate a Covid-19 em Terras Indígenas prejudicadas por queimadas e desmatamento

Ao sul do Amazonas, centenas de famílias são beneficiadas por campanha, num contexto de vulnerabilidade agravado pelas crescentes ameaças

Na Apib

Considerada a população mais vulnerável ao contágio pelo novo coronavírus, os povos indígenas do Brasil se veem diante de mais um desafio histórico: enfrentar o avanço da doença nas aldeias, agravado pelo desmatamento, queimadas e invasões de seus territórios de vida.

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