“Para nós, este é um momento de revolta, de indignação, é um momento em que nós, indígenas, sentimos na pele a derrota do nosso território. Nós não comemos dinheiro. Nós queremos o nosso território livre do agronegócio, da exploração de petróleo, da exploração de minério, da exploração de madeireiros”. A declaração do cacique Gilson Tupinambá, no segundo dia da COP30, enquanto manifestantes tentavam acessar a Zona Azul, espaço oficial da conferência, onde acontecem as negociações entre os países, é um exemplo concreto das insatisfações com os rumos da política nacional na área socioambiental. A manifestação emerge num contexto em que o país é afetado por eventos climáticos extremos, o Ibama autoriza a Petrobras a pesquisar a viabilidade de exploração de petróleo na Foz do rio Amazonas, com apoio presidencial, a Amazônia é afetada pela extração mineral e a violência contra os povos indígenas aumenta. Continue lendo “COP30: “A exploração do petróleo pelo lulismo é resultado da falta de imaginação política”. Entrevista especial com Moysés Pinto Neto”










