Quatro grandes grupos não homogêneos se destacam no cenário interno. Entretanto, suas articulações nesse ambiente repressivo estão ainda mais impactadas frente ao conflito deflagrado por Israel e EUA, cuja reação iraniana foi subestimada
Por: Márcia Junges, em IHU
As mobilizações sociais no Irã revelam uma dinâmica complexa, marcada por transformações constantes e por uma profunda ligação com a história política do país. Em uma sociedade atravessada por interferências estrangeiras, esses movimentos não podem ser compreendidos de forma isolada, mas sim como parte de uma trajetória mais ampla de resistência e afirmação nacional. Como explica a pesquisadora Camila Hirt Munareto na entrevista concedida por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, “em uma sociedade cuja história é marcada pela interferência estrangeira, a mobilização social não se separa do desejo por independência e soberania”, sendo justamente essa busca o principal motor das ações coletivas iranianas ao longo do tempo.
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