Recursos reduzidos, arrogância de dirigentes, violência policial e ausência de canais democráticos: um coquetel explosivo deflagrou um movimento justo e necessário. Os reitores têm uma brecha para encontrar a saída – e a responsabilidade de fazê-lo. Estarão à altura?
Por Ubiratan de Paula Santos, em Outras Palavras
O epicentro da atual greve teve origem na USP quando o atual Reitor, profissional qualificado, dedicado à universidade, boa praça, construiu hegemonia no colégio eleitoral que o escolheu, por boa maioria de votos, como o mais indicado na lista de candidatos. Escolha avalizada pelo Governador, acendeu expectativas positivas ao tomar posse. Com larga experiência em órgãos de gestão da universidade, o novo reitor, na tentativa, justa, de melhorar os ganhos dos professores que trabalham em tempo integral e dedicação exclusiva o fez, a meu ver, de forma errônea, com um penduricalho por até dois anos e, principalmente, não avaliou, com sua equipe dirigente, quais seriam as repercussões nas demais categorias e se elas não deveriam ter sido contempladas.
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