Nas sombras, um ex-presidente faz carreira representando as techs

Trajetória do ex-presidente inclui trabalhos para Google, Huawei e caso no STF relacionado à Apple e à Gradiente

Por Por Juliana Dal Piva, Luiza Souto, em Agência Pública

Nos bastidores do parlamento brasileiro, Michel Temer é frequentemente lembrado como um ótimo articulador político. Foi presidente da Câmara dos Deputados três vezes e, com isso, conquistou a aliança para ser vice de Dilma Rousseff, em 2010. Mais tarde, usando das mesmas habilidades, fez parte da articulação que o levou a sentar na cadeira da presidência da República do Brasil, a partir de 12 de maio de 2016, após o controverso processo de impeachment de Dilma Rousseff. Nas palavras dele, em seu livro “A escolha”, Temer creditou a Eduardo Cunha a retirada da petista do cargo. Já na descrição de Cunha, o ex-presidente “lutou” de todas as maneiras para tirar Dilma. Continue lendo “Nas sombras, um ex-presidente faz carreira representando as techs”

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Como a “mão invisível” das Big Techs pressiona governos na América Latina

Organizações internacionais, escritórios de advocacia e lobistas atuam para bloquear ou modificar leis

Por Por José Luis Peñarredonda, María Teresa Ronderos, Clip, Laura Scofield, Agência Pública, Andrea Rincón, Edier Buitrago, Cuestión Pública, Francisca Skoknic, LaBot, Mónica Almeida, Paúl Mena Mena, Primicias, em Agência Pública

“O que devemos fazer nós, no Congresso da República, sobre a inteligência artificial?”, pergunta Diego Caicedo, um jovem deputado da Colômbia, em um vídeo publicado no seu perfil do Instagram. Ao seu lado, Pablo Nieto, outro colombiano, responde: “Criar marcos regulatórios que promovam a inteligência artificial” e “escutar todas as partes interessadas”. Esse não foi um intercâmbio casual, nem por onde ocorreu, nem por quem falava, nem pelo que diziam. Caicedo é um legislador; Nieto, um representante de uma associação de Big Techs. Continue lendo “Como a “mão invisível” das Big Techs pressiona governos na América Latina”

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Quilombos: saberes tradicionais para a saúde psíquica

Invasões, deslocamentos, clima e racismo adoecem a psique de quilombolas. Mas sofrimento não é solitário. Rezas, ervas e escuta integram cura comunitária. Em Alagoas, herança geracional germina em projeto de atendimento psicossocial das comunidades, centrado em saberes tradicionais

Por Lucas Veloso, no Nonada

Entre indígenas e quilombolas, a saúde mental não é vista apenas como uma dimensão individual. Ela é compreendida como parte de um cuidado comunitário e espiritual. Práticas ancestrais — como rezas, rodas de escuta, rituais de passagem e benzimentos — seguem sendo estratégias de enfrentamento diante do adoecimento psíquico. Continue lendo “Quilombos: saberes tradicionais para a saúde psíquica”

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A direita em desarranjo e as agruras de Tarcísio

Ansioso por tomar o bastão de Bolsonaro, e assumir a liderança dos ressentidos, governador paulista parece disposto a qualquer gesto que agrade o antigo chefe. Mas precisrá passar quatro longos meses ao relento, sem a mínima garantia de que sua submissão será recompensada

Por Rômulo Paes de Sousa, em Outras Palavras

A semana que passou mostrou um roteiro organizado para a vida da banda direitista do Brasil, no período pós-Bolsonaro. O Governador Tarcísio de Freitas seria de imediato ungido à condição de herdeiro do capitão reformado e condenado, mudaria de armas e bagagens para o PL, teria como vice um representante do novíssimo União Progressista, que é resultante da fusão do PP com União Brasil e que não será nem muito unido e muito menos progressista. Ao se desincompatibilizar do governo de São Paulo, em março de 2026, Tarcísio de Freitas permitira que o seu vice atual, Felício Ramuth (PSD), disputasse no cargo trazendo o MDB para chapa. Dessa forma, o direitismo brasileiro trocaria de guarda, saindo os maus modos do bolsonarismo e entrando o mercantilismo do centrão. Tudo celebrado e combinado com os representantes do capital financeiro e com os donos dos grandes jornais. Faltava combinar com Bolsonaro, com a sua família e aliados mais próximos, e com seus eleitores. Continue lendo “A direita em desarranjo e as agruras de Tarcísio”

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Lula defende exploração petrolífera e BR-319 na Amazônia

“Queremos preservar a Amazônia não como intocável, mas que seja explorada, por mar ou terra, de forma mais responsável possível”

ClimaInfo

O presidente Lula deixou claro: seu governo vai explorar combustíveis fósseis na Foz do Amazonas e também asfaltar a BR-319, a estrada que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Segundo Lula, os projetos – que já causam impactos socioambientais no Amapá e no Amazonas mesmo antes de saírem do papel – serão feitos “de comum acordo com ambientalistas”. Ambos os projetos são criticados por especialistas em clima e meio ambiente e por organizações da sociedade civil. Continue lendo “Lula defende exploração petrolífera e BR-319 na Amazônia”

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BRICS: de sigla de mercado a bloco político que redesenha a ordem global

Com expansão recente e mecanismos financeiros próprios, o grupo consolida-se como contraponto à hegemonia ocidental e à supremacia do dólar

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

Em 2001, o economista Jim O’Neill, então no banco Goldman Sachs, publicou um relatório que viria a marcar o início de uma nova percepção sobre o peso econômico global. Naquele documento, O’Neill destacava quatro potências emergentes — Brasil, Rússia, Índia e China — agrupando-as em uma sigla simples, mas poderosa: o BRIC. Essa sigla era pensada para chamar a atenção de investidores, sem qualquer intenção de se tornar uma diretriz política oficial. Continue lendo “BRICS: de sigla de mercado a bloco político que redesenha a ordem global”

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Bases necessárias para se discutir anistia. Por Gilvander Moreira* e Marcelo Barros

Enquanto no Supremo Tribunal Federal (STF) segue o julgamento do “núcleo crucial” da trama golpista que culminou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília, dia 8 de janeiro de 2023, com oito pessoas, entre elas, Jair Bolsonaro e generais no banco dos réus, nessa semana, de 8 a 14 de setembro de 2025, muita gente no Brasil debate sobre anistia. As pessoas que defendem o ex-presidente golpista e seus aliados pedem anistia com argumentos inimagináveis. Todas as pessoas e grupos que defendem a Constituição Cidadã de 1988 e a Democracia dizem: “Não! Anistia, nunca mais!” Continue lendo “Bases necessárias para se discutir anistia. Por Gilvander Moreira* e Marcelo Barros”

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Para erguer pilha de rejeitos, CSN contesta identidade de quilombolas em MG

Ex-secretário do governador Romeu Zema e atual diretor da empresa é o principal porta-voz de projeto da mineradora que avança sobre comunidade quilombola centenária em MG, já reconhecida pela Fundação Palmares

Por Daniel Camargos | Edição Carlos Juliano Barros, em Repórter Brasil

A CSN MINERAÇÃO, segunda maior exportadora de ferro do Brasil, tenta na Justiça esvaziar a legitimidade da comunidade de Santa Quitéria, que se autodeclara quilombola, enquanto avança com um projeto de pilhas de rejeito de minério no entorno das residências, em Congonhas (MG). Os moradores lutam pela suspensão do empreendimento. Continue lendo “Para erguer pilha de rejeitos, CSN contesta identidade de quilombolas em MG”

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Após 30 anos, decisão da Justiça reconhece direito de pequenos agricultores e agricultoras de Rondônia

Por Josep Iborra Plans, em CPT Rondônia

Mais uma vitória para as famílias de pequenos agricultores e agricultoras em Rondônia: a Justiça Federal acatou a posição do Ministério Público Federal (MPF), e rejeitou a ação movida pela empresa Fartura Agropecuária e Mineração, que queria a retirada de ocupantes da área, localizada em Porto Velho. A nova decisão anulou a anterior, e reconheceu que parte da área em disputa pertence à União, já destinada à reforma agrária. Continue lendo “Após 30 anos, decisão da Justiça reconhece direito de pequenos agricultores e agricultoras de Rondônia”

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Nota à direção da Adusp

Uma crítica à posição da associação dos docentes da USP sobre o genocídio em Gaza

Por Osvaldo Coggiola e outros*, em A Terra é Redonda 

É profundamente preocupante que a diretoria da Adusp esteja abordando o 7 de outubro de 2023 como ponto de partida para compreender o que ocorre em Gaza. Uma narrativa mais fundamentada poderia ter começado assim: “Desde a nakba de 1948, quando se iniciaram os atos terroristas de expulsão e massacre do povo palestino…” – porque é ali que está a raiz da tragédia que hoje testemunhamos. Continue lendo “Nota à direção da Adusp”

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