Emanuelle Goes – Observatório de Análise Política em Saúde
Esse artigo foi pensado para iniciar um diálogo sobre o quanto a ciência contribuiu para a estruturação do racismo na sociedade, hierarquizando humanos e não humanos a partir da raça/etnia e atribuindo estereótipos negativos aos não brancos.
Os povos indígenas das Américas e os/as africanos/as escravizados/as eram classificados/as como espécies não humanas – como animais, incontrolavelmente sexuais e selvagens. O homem europeu, burguês, colonial moderno tornou-se um sujeito/ agente, apto a decidir para a vida pública e o governo, um ser de civilização, heterossexual, cristão, um ser de mente e razão. A mulher europeia burguesa não era entendida como seu complemento, mas como alguém que reproduzia raça e capital por meio de sua pureza sexual, sua passividade e por estar atada ao lar a serviço do homem branco europeu burguês (Lugones, 2014).
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