Racismo científico, definindo humanidade de negras e negros

Emanuelle Goes – Observatório de Análise Política em Saúde

Esse artigo foi pensado para iniciar um diálogo sobre o quanto a ciência contribuiu para a estruturação do racismo na sociedade, hierarquizando humanos e não humanos a partir da raça/etnia e atribuindo estereótipos negativos aos não brancos.

Os povos indígenas das Américas e os/as africanos/as escravizados/as eram classificados/as como espécies não humanas – como animais, incontrolavelmente sexuais e selvagens. O homem europeu, burguês, colonial moderno tornou-se um sujeito/ agente, apto a decidir para a vida pública e o governo, um ser de civilização, heterossexual, cristão, um ser de mente e razão. A mulher europeia burguesa não era entendida como seu complemento, mas como alguém que reproduzia raça e capital por meio de sua pureza sexual, sua passividade e por estar atada ao lar a serviço do homem branco europeu burguês (Lugones, 2014).

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Terra Bruta: Extermínio Guarani Kaiowá. Vivendo à beira das BRs, etnia é vítima de ameaças e emboscadas frequentes (9)

Sentença de ministra do Supremo diz que há 70 anos não existe índio em área de disputa secular com ruralistas

Por André Borges e Leonencio Nossa (textos)
Dida Sampaio e Hélvio Romero (fotos), no Estadão

Os tratores se movimentam entre a plantação e um pedaço de mata na Fazenda Brasília do Sul, em Juti, a 320 km de Campo Grande (MS). A poucos metros dali, uma família guarani-caiová, acampada num canto da propriedade, tenta se concentrar nas orações diante de uma cova improvisada. Duas semanas antes, Virgílio Veron, de 47 anos, cometeu suicídio ao saber que a Justiça havia determinado nova retirada dos índios. Continue lendo “Terra Bruta: Extermínio Guarani Kaiowá. Vivendo à beira das BRs, etnia é vítima de ameaças e emboscadas frequentes (9)”

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Terra Bruta: Curral clandestino. Fazendas de gado pressionam florestas e terras indígenas (8)

Na Ilha do Bananal, mais de 93 mil cabeças de gado são criadas em área onde, por lei federal, não poderia haver rebanhos

BR-242 Mato Grosso

Da Serra do Roncador (MT) à Ilha do Bananal (TO), o gado avança sobre áreas sensíveis de Cerrado e floresta. Sopés dos grandes granitos do norte do Mato Grosso e terras da maior ilha fluvial do mundo viraram pasto. Embora seja proibido criar gado em área indígena, na reserva dos carajás, no Tocantins, fazendeiros já mantêm mais de 93 mil cabeças de gado. Continue lendo “Terra Bruta: Curral clandestino. Fazendas de gado pressionam florestas e terras indígenas (8)”

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Terra Bruta: Destruição liberada. Servidora demitida autoriza retirada recorde de madeira (7)

Na lista de aliados fiéis do governador Confúcio Moura, servidora agora coordena área urbanística no DER de Rondônia

Por André Borges e Leonencio Nossa (textos)
Dida Sampaio e Hélvio Romero (fotos), no Estadão

BR 319 RO

O desmatamento descontrolado que assola a Amazônia não inclui apenas o apoio direto de servidores públicos, em conchavos com madeireiros e grileiros de terra. Em algumas ocasiões, a derrubada da mata também passa pelas mãos de ex-funcionários. O Estado teve acesso exclusivo a documentos que comprovam operações ilegais realizadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), para favorecer madeireiros. Continue lendo “Terra Bruta: Destruição liberada. Servidora demitida autoriza retirada recorde de madeira (7)”

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Terra Bruta: Saque na Floresta. Madeira ilegal é usada para bancar pistolagem (6)

Carretas carregadas de toras deixam fazenda de terra da União que é alvo de disputa e percorrem 30 km até madeireiras

Por André Borges e Leonencio Nossa (textos)
Dida Sampaio e Hélvio Romero (fotos), no Estadão

A economia da madeira ilegal chegou ao Vale Assombrado, uma região de floresta intocada e solo fértil na Serra do Cachimbo, no norte de Mato Grosso. Madeireiros aproveitam a prática de recursos intermináveis em processos de terras da União para saquear angelins, andirobas e mognos. Em meio à conflagração no campo, eles entram em parceria com grileiros na contratação de pistoleiros. Uma das áreas públicas disputadas entre ruralistas e pequenos agricultores é a Fazenda Araúna, no município de Novo Mundo, de 14.639 hectares, equivalente a 14 mil campos de futebol. Continue lendo “Terra Bruta: Saque na Floresta. Madeira ilegal é usada para bancar pistolagem (6)”

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Vila da Mídia para as Olimpíadas foi construída com trabalho escravo sobre um cemitério de escravos

Daniel Gross – RioOnWatch

Os blocos de apartamentos que alojarão jornalistas durante os Jogos Olímpicos de 2016 foram construídos usando “trabalho em condições análogas à escravidão” e foram erguidos em um cemitério de escravos em um terreno reivindicado por um quilombo reconhecido pelo governo federal.

O complexo de apartamentos, chamado oficialmente de Barra Media Village 3 (Vila da Mídia 3), foi construído no Quilombo do Camorim, uma comunidade perto de várias instalações olímpicas na Zona Oeste do Rio. A comunidade foi fundada no século 19, quando a área ainda não fazia parte da cidade do Rio. Era uma comunidade rural periférica. Continue lendo “Vila da Mídia para as Olimpíadas foi construída com trabalho escravo sobre um cemitério de escravos”

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Festival de Cinema Latino-Americano destaca presença de mulheres diretoras

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A 11ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo destaca a crescente presença de mulheres na produção cinematográfica regional e homenageia a cineasta paulista Anna Muylaert, que dirigiu o recente sucesso Que Horas ela Volta. Serão exibidos 23 títulos da diretora e roteirista, inclusive trabalhos do início de sua carreira, que são de rara circulação.

Amanhã (20), na sessão de abertura do evento, o festival exibe o longa-metragem de Anna, inédito no Brasil, Mãe Só Há Uma (2016) e, até o dia 27 de julho, serão exibidos 118 filmes de 13 países no Memorial da América Latina, na capital paulista. Além dos filmes, haverá ainda a realização de encontros e debates com o público. Continue lendo “Festival de Cinema Latino-Americano destaca presença de mulheres diretoras”

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Jesuítas cobram das autoridades medidas sobre “processo de genocídio” contra os Guarani e Kaiowá

CIMI

Religiosos da ordem Jesuíta, reunidos no último final de semana em Manaus (AM), emitiram uma nota em solidariedade ao povo Guarani e Kaiowá. Os jesuítas repudiam a violência sofrida pelos indígenas no Mato Grosso do Sul dentro do que chamam de um verdadeiro processo de genocídio.

À ordem Jesuíta pertence o Papa Francisco, que no Vaticano, depois de receber o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o arcebispo de Porto Velho (RO) dom Roque Paloschi (na foto), declarou o mês de julho destinado a orações aos povos indígenas do Brasil. Continue lendo “Jesuítas cobram das autoridades medidas sobre “processo de genocídio” contra os Guarani e Kaiowá”

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O descontrole do Estado e os ataques violentos contra os Guarani-Kaiowá. Entrevista especial com Cleber Buzatto

“É evidente que precisa haver uma ação do Estado para pôr fim a essa barbárie que está sendo cometida pelo latifúndio e pelo agronegócio contra os Guarani-Kaiowá”, diz o Secretário Executivo do Conselho Indigenista Missionário – Cimi

IHU On-Line

“A situação é calamitosa”, resume Cleber Buzatto à IHU On-Line ao comentar os conflitos e as ações contra os índios Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o atual quadro é reflexo de um “descontrole absoluto por parte do Estado brasileiro, que, em função da impunidade generalizada e da falta de atuação”, tem permitido a proliferação de “ações de milicianos organizados de forma paramilitar que vêm, inclusive à luz do dia, promovendo esses ataques, quase que cotidianos – sistemáticos – contra os Guarani-Kaiowá”. Continue lendo “O descontrole do Estado e os ataques violentos contra os Guarani-Kaiowá. Entrevista especial com Cleber Buzatto”

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América Latina: Agricultura comercial generó casi el 70 % de la deforestación

En la Amazonia en particular, la producción de agronegocios para los mercados internacionales fue el principal factor de deforestación posterior a 1990, producto de prácticas como el pastoreo extensivo, el cultivo de soja y las plantaciones de palma aceitera

Servindi, 19 de julio, 2016.- En América Latina, la agricultura comercial es la principal causante de la deforestación, según el nuevo informe de la FAO, El estado de los bosques del mundo 2016 (SOFO, por sus siglas en inglés).

El SOFO señala que la agricultura comercial generó casi el 70 por ciento de la deforestación en América Latina entre el periodo 2000-2010, pero solo un tercio en África, donde la agricultura a pequeña escala constituye un factor más significativo de la deforestación. Continue lendo “América Latina: Agricultura comercial generó casi el 70 % de la deforestación”

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