Precisamos de uma sociedade diferente, não só uma polícia “diferente”. E em todos os níveis…

Por Mônica Francisco*, no Jornal do Brasil

A ilustração feita pela pesquisadora da Justiça Global e moradora da favela de Manguinhos sobre a composição da mesa composta por membros da Defensoria Pública e da Polícia Militar, na Audiência Pública “Segurança Pra Quem?”, quinta-feira (23), demonstra o enorme esforço que ainda faremos no sentido de “virar o jogo” e mudar o quadro de produção de mortes de jovens por letalidade violenta e produzida principalmente por armas de fogo. A audiência foi proposta por moradores de diversas favelas e instituições – como o Fórum Social de Manguinhos, a Rede de Comunidades Contra Violência, Justiça Global, Anistia Internacional e o Fórum de Juventudes. Continue lendo “Precisamos de uma sociedade diferente, não só uma polícia “diferente”. E em todos os níveis…”

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Campos de Extermínio mental: A classe mídia e o mainstream do Golpe

Por Bajonas Teixeira de Brito Junior, no Cafezinho

Ao que tudo indica, a classe média que serviu de massa de manobra para o golpe tornou-se uma autêntica classe mídia, e isso tem que ser entendido a partir do mainstream que dominou no Brasil nos últimos anos.  Para essa nova classe mídia, a televisão foi, em especial na última década e meia, um vasto campo de extermínio mental. Um dos efeitos dessa liquidação em massa da inteligência foi o ódio à cultura.  Basta atentar para a perseguição aos artistas, chamados de vagabundos, ao clima de caça às bruxas instaurado contra a Lei Rouanet, às agressões à classe artística nas redes sociais. Continue lendo “Campos de Extermínio mental: A classe mídia e o mainstream do Golpe”

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Quando morre uma língua, por José Ribamar Bessa Freire

– É justo perguntar: não é, realmente, de uma estupidez revoltante o sistema que seguimos de obrigar esses pobres homens a falar o português, sem o auxílio de um intérprete? Não é muito mais razoável que primeiro a aprendêssemos nós, para depois, e com vagar, ensinarmos a eles a nossa língua?

Em Taqui Pra Ti

Couto de Magalhães, poucos anos antes de ser presidente da província de Mato Grosso, no séc. XIX, previu profeticamente a estupidez que seria cometida um século e meio depois por três deputados de Mato Grosso do Sul, mostrando que o sistema não mudou. Os três ignorantes que não falam terena – Paulo Correa (PR vixe), Rinaldo Oliveira (PSDB, vixe) e Mara Caseiro (PTdoB, vixe vixe) – impediram que o líder indígena Paulino, convocado a depor na CPI do genocídio, relatasse em sua língua materna os ataques que a comunidade vem sofrendo desde 2013. Ako kemiiku emo’u xane peke’exake. Continue lendo “Quando morre uma língua, por José Ribamar Bessa Freire”

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ONU e CIDH manifestam preocupação com medidas do governo Temer para EBC e CGU

Relatores das duas entidades dizem que ‘interferência’ na Empresa Brasil de Comunicação e conversão da Controladoria-Geral da União em ministério são passos ‘negativos’

No Opera Mundi

Relatores da ONU (Organização das Nações Unidas) e da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) expressaram preocupação nesta sexta-feira (24/06) com as medidas adotadas pelo governo interino de Michel Temer no que consideram uma “interferência” em relação à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), bem como na conversão da CGU (Controladoria Geral da União) em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Continue lendo “ONU e CIDH manifestam preocupação com medidas do governo Temer para EBC e CGU”

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“Senhor, livrai-nos da violência policial”, reza uma igreja em São Paulo

Nas missas do Padre Paulo Bezerra, tem espaço para policial que defende a desmilitarização da PM e para drag queen explicar a diversidade sexual

Por Fausto Salvadori Filho, na Ponte

No último domingo (19/6), os fieis que lotaram a igreja Nossa Senhora do Carmo, no Largo da Matriz em Itaquera, zona leste de São Paulo, rezaram pedindo o fim da violência policial e, durante a missa, assistiram a uma palestra em que o tenente-coronel aposentado da PM Adilson Paes de Souza defendeu a desmilitarização das polícias.

Durante a Oração dos Fieis, os católicos pediram “Ó Senhor, escutai a nossa prece” em preces que incluíam livrai-nos, Senhor, da violência policial truculenta e cega” e “livrai-nos, Senhor, da violência social enraizada no solo apodrecido do sistema capitalista”. Continue lendo ““Senhor, livrai-nos da violência policial”, reza uma igreja em São Paulo”

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“A guerra às drogas é uma ótima desculpa.” Violência assusta população da Cidade de Deus

Moradores contam que são obrigadas a se esconder de tiroteios e que a UPP está longe de ser um projeto de paz.

Por Juana Portella, no Rio On Watch

Desde o início deste mês, constantes ações da polícia na Cidade de Deus vêm assustando moradores que vivem uma rotina de medo, com relatos de tiroteios e constantes ações do caveirão –nome dado ao carro blindado usado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Moradores questionam o papel e funcionalidade da UPP e reclamam de ter seus direitos violados. Alguns preferem nem sair de casa temendo os prejuízos em dia de operação policial. Continue lendo ““A guerra às drogas é uma ótima desculpa.” Violência assusta população da Cidade de Deus”

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Levando a história do genocídio Guarani Kaiowá, grupo de dança de Dourados circula pelo País

Por Naiane Mesquita, no Campo Grande News

O som vem do chão, da terra, emerge, arrebenta as raízes construídas há milênios. O pó é vermelho, como o sangue que foi derramado um dia após o outro na história dos Kaiowá e Guarani. É essa tradição que luta cheia de dor para sobreviver, que o espetáculo de dança e teatro Ara Pyahu, Des/caminhos do contar-se apresenta nos palcos sul-mato-grossenses e prepara para entrar em circuito nacional pela Funarte (Fundação Nacional das Artes).

O espetáculo é de autoria da companhia Mandi’o, que em guarani significa Mandioca. A raiz que é a principal fonte da alimentação indígena, mostra desde o início o desejo do grupo de se sentirem próximos das culturas regionais e suas expressões. Um estado de estar e imergir da terra. Continue lendo “Levando a história do genocídio Guarani Kaiowá, grupo de dança de Dourados circula pelo País”

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Dowbor: como as corporações cercam a democracia e nos dominam

Radiografia de um sequestro: banqueiros e megaempresários colonizam os partidos, compram acordos no Judiciário, comandam mídia e extraem dinheiro dos Tesouros. Haverá saída?

Por Ladislau Dowbor[1], em Outras Palavras

“A política mudou de lugar: a globalização desafia radicalmente os quadros de referência da política, como prática e teoria” (Octávio Ianni [2])

“Capture is more subtle and no longer requires a transfer of funds, since the politician, academic or regulator has started to believe that the world works in the way that bankers say it does” (Joris Luyendijk [3])

Olhar o século 21 pelas lentes do século passado não ajuda. Quando pensamos o mundo da economia, pensamos ainda em interesses econômicos e mecanismos de mercado. A política, o poder formal, os impostos, o setor público em geral representariam outra dimensão. Não é nova a ruptura destas fronteiras, a penetração dos interesses de grupos econômicos privados na esfera pública. O que é novo, é a escala, a profundidade e o grau de organização do processo. Continue lendo “Dowbor: como as corporações cercam a democracia e nos dominam”

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Relatório da CDHM aponta que fazendeiros tiveram participação direta em massacre Guarani Kaiowa

Documento da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados identifica envolvidos em ataque aos Guarani Kaiowa, na TI Dourados-Amambaipegua I (MS). Na área, indígenas organizam assembleia e fazem documentário sobre massacre

Por Tatiane Klein, no ISA

Na noite do último domingo (19), os Guarani Kaiowa e Ñandeva que vivem na região de Caarapó (MS) foram surpreendidos por um novo ataque a um de seus territórios tradicionais: Guapo’y. Na área sobreposta ao Sítio Bela Vista, uma das retomadas pelos indígenas na última semana, o barulho de tiros e a aproximação de caminhonetes, confirmada por servidores da Funai, fez com que os Guarani se abrigassem na mata, temendo pela repetição de um massacre, como o que aconteceu há dez dias na Terra Indígena Dourados-Amambaipegua I, em Caarapó. Saiba mais. Continue lendo “Relatório da CDHM aponta que fazendeiros tiveram participação direta em massacre Guarani Kaiowa”

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DPU Itinerante vai atender Comunidade Vazanteira Maria Preta em Minas Gerais

Belo Horizonte – Está programada para acontecer, nos dias 28, 29 e 30 de junho de 2016, a Ação Itinerante Comunidade Vazanteira Maria Preta que tem como principal objetivo levar o atendimento da Defensoria Pública da União aos vazanteiros da Ilha da Maria Preta no município de Itacarambi, no norte de Minas Gerais.

A proposta é mais uma iniciativa da unidade da Defensoria Pública da União em Belo Horizonte (MG), que vem realizando, durante o ano de 2016, uma série de ações itinerantes que visam a ampliar a oportunidade de acesso, aos serviços da DPU, às comunidades mais distantes dos núcleos da instituição no estado. Continue lendo “DPU Itinerante vai atender Comunidade Vazanteira Maria Preta em Minas Gerais”

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