Por Sassá Tupinamba
A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio do seu Núcleo de Educação Étnico-Racial, está comendo bola, só pode. Num ano eleitoral, é de se esperar que a situação, ou seja, o governo utiliza a máquina, ou seja, os recursos públicos, para cooptar e para convencer seu eleitorado que é ou apresenta o melhor candidato ao pleito eleitoral. Mas aqui é diferente, quando se trata de indígenas, só poderia.
Todos os movimentos já sabem, que se aproximando do período eleitoral, também se inicia o cerco eleitoral às lideranças de movimentos sociais, assim ocorre com movimentos culturais, com movimentos de habitação, movimentos negros e não poderia ser diferente com os movimentos indígenas, mas… Os movimentos indígenas têm suas lideranças escolhidas de forma muito diferente dos demais segmentos, que segue muito próximo das formas que cada povo, tradicionalmente, escolhe suas lideranças; com isso, quando uma liderança deixa de ser pautada pelo o seu respectivo povo, ela perde a credibilidade e passa a não ser mais reconhecida como tal. Com isso, quando uma liderança indígena é cooptada por governos e ou Estado, essa liderança perde a credibilidade interna, tornando os movimentos, organizações e comunidades indígenas quase que imunes aos vícios eleitoreiros. E tudo isso o governo e o Estado já sacaram. Continue lendo “A SME está comendo bola”