Nota Pública da CPT: A democracia não pode ser vilipendiada

CPT – A Diretoria e Coordenação Executiva Nacional da CPT divulgam Nota Pública sobre o atual momento político do Brasil que, segundo o documento, “tal situação nos deixa profundamente revoltados”. Confira a Nota na íntegra: 

Neste grave momento de crise generalizada no País, a Comissão Pastoral da Terra vem a público juntar-se a tantas entidades e cidadãos e cidadãs de boa vontade, em defesa da democracia e contra os retrocessos políticos e sociais que se querem impor de forma autoritária ao povo brasileiro. Reafirmando seus valores éticos e pastorais, baseados no Evangelho, a CPT rechaça o processo em curso que, em várias frentes e sob aparatos de contorcida legalidade, visa impedir o mandato da presidenta Dilma Rousseff, desastroso, sim, mas democraticamente outorgado pela maioria dos eleitores brasileiros em 2014.  Continue lendo “Nota Pública da CPT: A democracia não pode ser vilipendiada”

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Um belo monte de frases e dramas

Marizilda Cruppe, Projeto Colabora

Por trás de todas as discussões sobre condicionantes, geração de energia e promessas não cumpridas estão as pessoas. Suas histórias, suas vidas e suas angústias. Na sexta reportagem da série “Fim de festa em Belo Monte”, Marizilda Cruppe e Marceu Vieira mostram um pouco dos rostos e dos sentimentos que habitam a grande região do Xingu. Veja as fotos de Marizilda Cruppe e depoimentos colhidos por Marceu Vieira abaixo. Continue lendo “Um belo monte de frases e dramas”

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Belo Monte: terá valido a pena?

Governo, consórcio empreendedor e ambientalistas se dividem. Só o futuro poderá responder

Marceu Vieira,  Projeto Colabora

Se as contas referendadas por especialistas estiverem certas, ao longo dos próximos dez anos o Brasil vai precisar produzir mais 60% de energia. Do contrário, até lá, cidades inteiras se apagarão – e, com elas, suas salas de cirurgia, que salvam vidas; seus laboratórios, que descobrem a cura de doenças; suas escolas, seus cinemas e bibliotecas, que distribuem educação, diversão e cultura; suas indústrias; suas casas, com todos os aparelhos que mantêm a rotina das pessoas. Este é o principal argumento de quem defende as hidrelétricas, consideradas as fontes “mais limpas” de energia – ou, numa definição mais realista, as “menos sujas”. É, sobretudo, o argumento dos defensores de Belo Monte. Continue lendo “Belo Monte: terá valido a pena?”

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Funai e a Campanha Abril Indígena 2016

Funai

Esse ano, nossa campanha traz a voz dos povos indígenas do Brasil contra medidas que tentam usurpar direitos. O direito à organização social, costumes, línguas, crenças, tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, como determina a Constituição de 1988, sofrem ataques e vem sendo desqualificados por setores que buscam um desenvolvimento a qualquer preço.

Por isso, os povos indígenas dizem “Não à PEC 215” e “Não à CPI da Funai e do Incra”. Falam sobre a importância da terra e o papel dos povos indígenas na preservação ambiental. Continue lendo “Funai e a Campanha Abril Indígena 2016”

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Governo homologa Terra Indígena Cachoeira Seca, dos Arara, no Pará

Medida encerra disputa que vem desde os anos 1970. Área de 733.688 hectares beneficiará índios do grupo Arara

No Portal Brasil

O governo homologou a demarcação da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, localizada na região oeste do Pará. Com isso, é encerrada uma disputa que teve início na década de 1970. O decreto com a decisão, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (5), inclui uma área de 733.688 hectares e beneficia uma população de 105 índios pertencentes ao grupo Arara. Continue lendo “Governo homologa Terra Indígena Cachoeira Seca, dos Arara, no Pará”

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O novo movimento indígena brasileiro

por Elaine Tavares – IELA

Talvez muita gente ainda não tenha percebido, mas há uma mudança gigantesca no processo de luta dos povos originários do Brasil. A primeira delas é a vertiginosa desvinculação da igreja, que, de certa forma, sempre foi a mais importante presença no processo. Num primeiro momento, como opressora número um,  ajudando os portugueses no massacre aos povos novos. Depois, com a ação dos jesuítas nas famosas missões, houve uma mudança no trato e o objetivo era evangelizar, respeitando alguns aspectos culturais e a vida. Mais tarde, já no século XX, atuando como parceira no trabalho de manutenção da cultura e divulgação das denúncias necessária através do Conselho Indigenista Missionário. Continue lendo “O novo movimento indígena brasileiro”

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Antropologia, Poder e Direitos Tradicionais: a CPI que investiga a Funai e o Incra – 7 e 8 de abril, na UFSC

O Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Fedeal de Santa Catarina está promovendo o Seminário “Antropologia, Poder, e Direitos Tradicionais: A CPI que investiga a FUNAI e INCRA”, que se realizará no Auditório do CED (UFSC), nos dias 07 e 08 de abril de 2016.

O Seminário faz parte da programação inaugural do semestre 2016-1, denominada Antropologia, Poder, Conhecimentos e Direitos Tradicionais: Embates na academia e no Congresso Nacional, e visa abordar o conhecimento antropológico produzido na UFSC  e os argumentos presentes na justificativa para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a FUNAI e o INCRA, em relação aos processos de regularização fundiária que realizam, respectivamente, para indígenas e comunidades remanescentes de quilombo. Continue lendo “Antropologia, Poder e Direitos Tradicionais: a CPI que investiga a Funai e o Incra – 7 e 8 de abril, na UFSC”

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Documento Final da 8ª Grande Assembleia do Povo Terena

Grande Assembleia do Povo Terena Hanaiti Ho’únevo Têrenoe

Aldeia Água Branca – Terra Indígena Nioaque, de 21 a 24 de março de 2016

Conselho Terena

Nós, lideranças indígenas de Mato Grosso do Sul, reunidos na Grande Assembleia do Povo Terena, juntamente com representantes da AtyGuassu Guarani Kaiowá, Ofaié, Kinikinau, Atikum e Guajajara, reafirmamos nosso compromisso de continuar lutando pelo viver dos povos indígenas e pela demarcação de nossos territórios tradicionais.

Nós povos indígenas defendemos o Estado democrático de direito e exigimos o respeito aos nossos direitos conquistados. Repudiamos toas às violações contra os nossos direitos cometidos pelo Estado brasileiro. Continue lendo “Documento Final da 8ª Grande Assembleia do Povo Terena”

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Missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos analisa a situação dos direitos indígenas no sul do país

CIMI

Entre os dias 28 e 31 de março, membros do “Grupo de Trabalho sobre os direitos dos Povos Indígenas e das Comunidades Quilombolas da Região Sul”, representando o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), estiveram em missão nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Juntamente com entidades convidadas, como a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPINSUL), o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-RS), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Relatoria de Direitos Humanos e Povos Indígenas da Plataforma Dhesca, os conselheiros conversaram com autoridades da Polícia Federal, Funai e Ministério Público Federal e visitaram terras indígenas para verificar a situação dos direitos humanos dos Kaingang e Guarani nas regiões de Passo Fundo-RS e Chapecó-SC. Os representantes do Grupo de Trabalho (GT) também ouviram sobre a situação dos direitos humanos de outros povos indígenas como os Xokleng. Continue lendo “Missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos analisa a situação dos direitos indígenas no sul do país”

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Destruição de símbolos sagrados é estratégia para desagregar índios de suas terras, denuncia depoente

Daniel Machado Reis – CIMI

Uma oitiva realizada na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, no dia 21 de março, trouxe uma denúncia até então inédita à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Genocídio, que investiga a ação/omissão do Estado nos casos de violência praticados contra indígenas no Mato Grosso do Sul entre 2000 e 2015: a destruição de símbolos sagrados em aldeias para fins de desagregação e desalojamento de índios de suas terras tradicionais.

De acordo com o denunciante, o professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Neimar Machado de Sousa, há registros desse tipo de ação no Estado há mais de 40 anos e ruralistas seriam os patrocinadores desses ataques, considerados verdadeiras “catástrofes” pelos indígenas. Continue lendo “Destruição de símbolos sagrados é estratégia para desagregar índios de suas terras, denuncia depoente”

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