Seja bem-vindo à Grampolândia

Por Brenno Tardelli, no Justificando

A Grampolândia pega fogo com vazamentos de áudios.

Uma vez divulgados, impossível não falar sobre. É delicioso demais saber o que pessoas falam atrás das portas, na surdina, quando não há uma câmera; aquela conversa sincera, a opinião que você não pode falar em público. Ouvir Jucá falando de Aécio… impagável! Essa escutas de delatores são puro show. Venenosas, mas irresistíveis. Continue lendo “Seja bem-vindo à Grampolândia”

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Obama, sem desculpas. Queremos um passo rumo à desmilitarização e à cultura de paz

 
O presidente dos EUA, Barack Obama, foi o primeiro chefe de estado em exercício a pisar em Hiroshima após o lançamento da bomba atômica em 6 de agosto de 1945, que matou milhares de japoneses. Obama passou duas horas na cidade e fez um discurso pacifista que não chega a ser um pedido de desculpas.
 
Alguns sobreviventes da bomba de Hiroshima vêm declarando que melhor que um pedido de desculpas seria que Obama usasse seus 8 meses restantes de mandato para trabalhar pelo fim das armas nucleares.
 
A Articulação Antinuclear Brasileira defende a eliminação das armas nucleares e exige também do mandatário norte-americano uma posição coerente de promoção da cultura de paz e do desarmamento mundial.

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Michel Temer recebeu Gilmar Mendes à noite no Palácio do Jaburu

Ministro assume nesta terça julgamento de maioria dos inquéritos da Lava Jato

No Jornal do Brasil

O presidente interino Michel Temer recebeu na noite deste sábado (28) no Palácio do Jaburu uma visita do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. Deputados alertavam nas redes sociais que o compromisso não consta na agenda oficial do presidente interino.

Gilmar Mendes é relator do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidente afastada Dilma Rouseff e do seu vice e agora presidente interino, no TSE.  Continue lendo “Michel Temer recebeu Gilmar Mendes à noite no Palácio do Jaburu”

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Caso Abdelmassih explica a cultura do estupro

Por Rodrigo Haidar, em Justificando

No segundo semestre de 2014, a Faculdade de Medicina da USP formou uma comissão de sindicância para investigar atos de violência física e emocional cometidos contra calouros nos tão tradicionais quanto desumanos trotes do início do ano letivo. O relatório final da comissão computou oito acusações de estupro desde 2011. Os oito ataques sexuais, todos promovidos em festas da faculdade, tinham um importante ponto em comum: a universidade fingiu que eles não aconteceram e nenhum procedimento sério de apuração foi em frente.

Este fato está relatado no epílogo do ótimo livro “A Clínica – A farsa e os crimes de Roger Abdelmassih”, escrito pelo jornalista Vicente Vilardaga e publicado pela editora Record. Terminei de ler o livro na quinta-feira, com aquela boa sensação de que o jornalismo não morreu. Está bem vivo e migrando das páginas dos jornais e das revistas para as dos livros. O relato de Vilardaga é uma reportagem bastante apurada e muito bem escrita sobre a vida do “médico monstro”, que estuprou dezenas de pacientes em sua clínica enquanto elas estavam dopadas ou fragilizadas pela ansiedade de se tornarem mães. Continue lendo “Caso Abdelmassih explica a cultura do estupro”

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Estupros coletivos trazem à lembrança as muitas dores que coletamos em audiências criminais, por Kenarik Boujikian

Em Justificando

Dois estupros coletivos, um que aconteceu no Piauí e outro no Rio de Janeiro, trazem à lembrança as muitas dores que coletamos em audiências criminais.

Fiz milhares delas, pois a maior parte da minha judicatura foi na área criminal. É como se fossem um todo que me compõem, mas ao mesmo tempo são um particular. Várias me marcaram, mas a memória é seletiva e nos protege, de modo que não nos permite lembrar, a todo instante, tudo o que vivemos e sabemos. Continue lendo “Estupros coletivos trazem à lembrança as muitas dores que coletamos em audiências criminais, por Kenarik Boujikian”

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MS – Estado tem o primeiro doutor indígena formado em instituição local

Da etnia Terena, Carlos defendeu neste ano sua tese de doutorado

Por Paula Vitorino, no Correio do Estado

Se na infância ele precisou sair da sua aldeia (ainda sem escola) para estudar na cidade, hoje Antônio Carlos Seizer da Silva trabalha para mudar a realidade das comunidades indígenas do Estado: preparando novos professores para atuar dentro das aldeias, mas também nas universidades, representando a cultura de seu povo. Aos 33 anos, ele é o primeiro indígena de Mato Grosso do Sul a concluir o doutorado em uma universidade do Estado. Continue lendo “MS – Estado tem o primeiro doutor indígena formado em instituição local”

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EUA devolve cabeças mumificadas e restos mortais de 54 indígenas Maori

 Por Susana Lúcio, no Sábado

Ao fim de cinco anos de negociações, o Instituto Smithsonian, museu norte-americano, decidiu entregar objectos e restos mortais de 54 indígenas Maori e Moriori (originárias das ilhas Chatham, Nova Zelândia), incluindo quatro cabeças tatuadas mumificadas, conhecidas como Toi moko.

Os restos mortais foram recebidos por descendentes na sexta, dia 27, no museu indígena Te Para, em Wellington, capital neozelandesa, que realizaram a tradicional dança maori powhiri. Continue lendo “EUA devolve cabeças mumificadas e restos mortais de 54 indígenas Maori”

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Cultura do estupro: Quando o silêncio dos homens é delinquência social, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Nós, homens, pensaríamos duas vezes antes de fazermos comentários machistas, preconceituosos e violentos se tivéssemos medo de sermos criticados, repreendidos e humilhados publicamente por outros homens em um almoço de família, no intervalo das aulas da faculdade, na mesa de bar. E, é claro, também nas conversas, publicações, curtidas e compartilhamentos no Facebook, Twitter e WhatsApp.

Ficamos chocados com a viralização e a espetacularização de imagens de violência sexual contra mulheres. No ambiente digital, a sensação de anonimato e o sentimento de impunidade diante da tela do computador ou do smartphone contribuem para o cenário, mas há algo mais embaixo. Continue lendo “Cultura do estupro: Quando o silêncio dos homens é delinquência social, por Leonardo Sakamoto”

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Obama: el recuerdo de Hiroshima “no debe desvanecerse nunca”

El presidente estadounidense renueva en su visita el llamamiento a un mundo sin armas nucleares

Por Macarena Vidal Liy, em El País

La memoria de lo que ocurrió en Hiroshima “no debe desvanecerse nunca”. El presidente de EE UU, Barack Obama, rindió este viernes en esa ciudad un conmovedor homenaje a los cerca de 140.000 muertos que dejó la primera bomba atómica, y a todos los caídos en las guerras. Ante la presencia de varios representantes de los hibakusha, los supervivientes, el primer presidente de EE UU en ejercicio en visitar el escenario de la bomba que lanzó su país el 6 de agosto de 1945 volvió a reiterar su llamamiento a un mundo sin armas nucleares y a que la humanidad aprenda de sus errores para evitar nuevas guerras. Continue lendo “Obama: el recuerdo de Hiroshima “no debe desvanecerse nunca””

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Golpe, estupro e o silêncio dos responsáveis: a luta feminista não tem data para acabar

Por Patrick Mariano e Giane Ambrósio Álvares, em Justificando

No momento em que escrevemos este texto, em nossas mentes ainda atordoadas pela força dos acontecimentos, ecoam os versos de João Cabral de Melo Neto: “é difícil defender, só com palavras, a vida”.

Não bastassem a agonias que sentimos nos últimos dias em razão dos descaminhos de nossas instituições políticas e dos retrocessos incalculáveis da nossa frágil e claudicante democracia, na última quarta feira sofremos todos mais um golpe atroz.

Por meio das redes sociais, surgiram e avolumaram-se notícias a respeito da brutal violência sexual sofrida por uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro. Trinta e três homens a estupraram e ainda não plenamente saciados em sua selvageria, expuseram publicamente a própria perversidade, divulgando na internet o vídeo com as cenas da violência, submissão e opressão. Dentre outras aberrações, os estupradores vangloriaram-se dizendo a respeito da vítima: “essa aqui mais de 30 engravidou”, “amassaram a mina, fizeram um túnel na mina, mais de 30″. Continue lendo “Golpe, estupro e o silêncio dos responsáveis: a luta feminista não tem data para acabar”

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