“Revela quem somos”, diz diretor de doc sobre escravidão em SP nos anos 30

Mariane Zendron
Do UOL, em São Paulo

Foi numa aula sobre a Segunda Guerra Mundial que uma aluna do professor Sidney Aguilar levantou a mão e disse que o símbolo da suástica estava cravado em vários tijolos da fazenda de sua família, no interior de São Paulo.

A revelação deu início a uma pesquisa de mais de mais de 10 anos em que Sidney descobriu que dezenas de crianças negras foram transferidas, na década de 1930, de um orfanato do Rio para a tal fazenda. Lá, trabalhavam sem remuneração, ou seja, eram escravizados. Continue lendo ““Revela quem somos”, diz diretor de doc sobre escravidão em SP nos anos 30″

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“Ocupa Funai continua”, afirma APIB após vitória contra nomeação de general para Funai

CIMI

Na última semana, a forte mobilização dos povos indígenas e de entidades e movimentos apoiadores fez o governo interino descartar a nomeação do general Peternelli, defensor do golpe de 1964 e apoiado pelas bancadas ruralista e evangélica, para a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai). Apesar disso, os indígenas seguem mobilizados contra os ataques a seus direitos constitucionais. Em nota divulgada nesta sexta (8), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), afirma que o movimento “Ocupa Funai!” está mantido para o dia 13 de julho.

“O Golpe Permanente sofrido pelos povos indígenas ao longo de séculos e, mais recentemente, contra todos os seus direitos consagrados na Constituição de 1988, reiterados por tratados internacionais […] agravou-se nos últimos meses no governo interino, do vice-presidente em exercício Michel Temer”, afirma a a nota da entidade. Continue lendo ““Ocupa Funai continua”, afirma APIB após vitória contra nomeação de general para Funai”

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Povos indígenas do Ceará trancam trecho da BR-222 reivindicando demarcações e contra retrocessos

CIMI

Cerca de 300 indígenas de oito povos distintos do Ceará bloquearam na manhã desta sexta-feira, 8, um trecho da BR-222, na altura do município de Caucaia. A ação atende ao chamado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) que destacou este mês para mobilizações país afora contra os retrocessos apresentados pelo governo do presidente interino Michel Temer na política indigenista. As lideranças indígenas afirmam que não reconhecem o governo Temer e manterão o trancamento até o final da tarde.

No estado, que tem a presença de 14 povos, dos 24 territórios indígenas com processo de demarcação em curso apenas a Terra Indígena Tremembé teve a homologação publicada. “A regularização fundiária no Ceará é uma vergonha. Então nessa mobilização nacional reivindicamos a conclusão das demarcações como forma de dizer que não aceitaremos o enfraquecimento da Funai (Fundação Nacional do Índio), que é o órgão responsável pelos estudos das terras, e exigimos que os nossos direitos sejam atendidos”, explica Ceiça Pitaguary. Continue lendo “Povos indígenas do Ceará trancam trecho da BR-222 reivindicando demarcações e contra retrocessos”

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Univaja pede à Funai e à OAB intervenção em caso de criança Marubo com guarda negada ao pai

CIMI

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) denuncia as autoridades públicas da Comarca de Santo Antônio do Içá, interior do Amazonas, que impede, de acordo com nota pública, uma criança Marubo de conviver com o pai, do clã Ninawavo do povo Marubo. Depois da morte da mãe, uma mulher branca que não mantinha mais relacionamento com o pai da criança e vivia fora da aldeia, o Ministério Público Estadual avaliou ser mais benéfico para o menor ficar com o padrasto.

O desejo e a exigência do pai são para que ele obtenha a guarda da criança e ela possa ir morar junto ao povo. A Univaja pede imediata intervenção da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a criança Marubo tenha a guarda conferida ao pai. Continue lendo “Univaja pede à Funai e à OAB intervenção em caso de criança Marubo com guarda negada ao pai”

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A árdua tarefa de pôr o frango na caixa

Segundo número do ‘Monitor’, boletim que divulga os estudos setoriais e de cadeia produtiva da Repórter Brasil, destrincha bilionária indústria do frango, que mói direitos de produtores rurais e trabalhadores pelo país

André Campos, de Serafina Correa (RS) – Repórter Brasil

Todos os dias, aproximadamente 15 milhões de frangos são transportados no Brasil das fazendas para o abate em frigoríficos. O trajeto é feito por caminhões com centenas de caixas empilhadas, cada uma delas contendo algo entre sete e dez aves. Colocar os frangos nessas caixas – e, posteriormente, as caixas em cima dos caminhões – é uma tarefa árdua, realizada por equipes que percorrem rodovias e estradas de terra a bordo de pequenas vans. Num único dia de labuta, cada uma dessas equipes, compostas por cerca de dez trabalhadores cada, visita diversas propriedades e é facilmente responsável pela apanha de mais de 50 mil animais. Continue lendo “A árdua tarefa de pôr o frango na caixa”

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La Declaración Americana sobre PPII y el reconocimiento legal de territorios

Servindi – La Declaración Americana sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas adoptada en el marco de la Asamblea General de la Organización de los Estados Americanos (OEA) el pasado 15 de junio, reconoce los derechos indígenas “de manera específica y contundente en muchos casos, tibia en otros y fríamente colonialista en el caso de reconocimiento legal de tierras y territorios.”

Así lo sostiene en un reciente artículo el abogado peruano Gil Inoach Shawit, ex presidente de la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP) y miembro del Centro de Políticas Públicas y Derechos Humanos – Equidad.  Continue lendo “La Declaración Americana sobre PPII y el reconocimiento legal de territorios”

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‘Vivemos na realidade do medo’, diz moradora sobre assédio a mulheres em favela do Rio

Sou nascida e criada na favela da Maré, na zona norte do Rio. A quantidade de assédio que sofremos na favela pode parecer surpreendente aos olhos dos outros, mas para quem vive no dia a dia, não é.

Já ouvi cantadas grosseiras de todo tipo de homem enquanto voltava pra casa. Mesmo ignorando todas as vezes, não é fácil lidar com isso. A gente aprende a lei da convivência, vivendo mesmo.

Como boa parte das mulheres, penso em reagir, mas acabo seguindo em frente. Não tenho alternativa. Independente do poder armado, o morador sabe que reagir a qualquer coisa desse tipo é burrice. Continue lendo “‘Vivemos na realidade do medo’, diz moradora sobre assédio a mulheres em favela do Rio”

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A violência brasileira não é mais produto da miséria e da pobreza; tem origem na fragilidade moral da sociedade. Entrevista especial com Luis Flávio Sapori

“Este é o cenário brasileiro hoje: um país que avançou economicamente – a despeito da crise recente -, um país que avançou socialmente, reduziu muito a pobreza e a miséria e, ao mesmo tempo, trouxe no seu bojo o crescimento da violência, porque o tráfico se consolidou no país”, constata o sociólogo e especialista em segurança pública

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

A expansão econômica e social dos últimos 15 anos fez com que o Brasil reduzisse a pobreza, a miséria, inserindo mais pessoas no mercado de consumo, “mas também aumentou a possibilidade de a população ter acesso às drogas. Portanto, aumentou também o mercado consumidor de drogas – maconha, cocaína, crack, êxtase e drogas sintéticas”, diz Luis Flávio Sapori à IHU On-Line. Segundo ele, “o consumo de drogas ilícitas, hoje, não é mais um privilégio das classes média e alta no Brasil, mas está também nas periferias, e a própria periferia é um mercado consumidor”. Continue lendo “A violência brasileira não é mais produto da miséria e da pobreza; tem origem na fragilidade moral da sociedade. Entrevista especial com Luis Flávio Sapori”

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In dubio pro reo

Por Mauro Santayana

A Lei é a razão, livre da paixão.

Essa sábia constatação de Aristóteles, cada vez mais atual, já velha de mais de 1.300 anos, está aí para nos lembrar que, fora da Lei, só existe a lógica do tacape, da destruição e do sangue, derramado por aqueles que preferem pensar com o porrete, abrindo a cabeça dos outros, do que abrir – figurativamente – a própria cabeça  para tentar compreender e melhorar o mundo. Continue lendo “In dubio pro reo”

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Derrotados e vitoriosos: um balanço do golpe de 2016

Não é possível pensar em construir uma sociedade justa sem ter, como prioridade, o combate à misoginia, ao racismo e à homofobia. Mesmo como tática política é equivocado secundarizar tais pautas. O movimento feminista e o movimento LGBT estão hoje na linha de frente da defesa da democracia.

Por Luis Felipe Miguel, no Blog da Boitempo

São muitas as derrotas representadas pelo golpe de 2016. Para começar, é a derrota do experimento democrático inaugurado com o retorno dos civis ao poder, em 1985, cujos marcos foram definidos pela Constituição de 1988. Os procedimentos elementares da democracia eleitoral foram violados, com o afastamento ilegal de uma presidente escolhida pelo voto popular, e o consenso mínimo que o texto constitucional consignava, de construção de uma sociedade (ao menos um pouco) menos injusta, também foi quebrado. Nesse sentido, vivemos o fim da “Nova República”, conforme observaram vários analistas, de Leonardo Avritzer a Carlos Eduardo Martins. Continue lendo “Derrotados e vitoriosos: um balanço do golpe de 2016”

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