Nota: Leni Riefenstahl morreu em 8 de setembro de 2003, aos 101 anos. O artigo abaixo, do qual não consegui maiores informações, deve ter sido escrito antes desse ano, mas é atemporal. (TP)
Por Antonio Maia, na Ebah
A análise da obra de Leni Riefenstahl continua dividida entre duas óticas: a da admiração e a da repugnância. Se por um lado se encontra em Leni um gênio obstinado e incomum, é impossível separar o seu trabalho de um dos maiores horrores da história da humanidade e legitimar a defesa da autora que, até hoje, nunca mostrou sinais de arrependimento. Na sua gigantesca autobiografia, Riefenstahl defendeu-se dos ataques e alegou que era apenas uma artista a serviço de sua arte. A atitude é perversa. Mesmo que a ingenuidade exista, o que é incansavelmente discutido por críticos de cinema e por admiradores da arte em geral, é no mínimo uma ingenuidade perigosa. “O Triunfo da Vontade” (1935), mais do que um filme de propaganda, glorifica e mistifica o regime nazista e pode ser facilmente considerado infame por isso. Continue lendo “Arte e Política em “O Triunfo da Vontade”, de Leni Riefenstahl. A câmera usada para criar mitos e ídolos”










