Como escreve Susan Sontag, “a violência transforma em coisa toda pessoa sujeita a ela”. Quando Jadson caiu, uma coisa ficou estendida na areia
Por José Rodrigues* – Outras Palavras
Há sempre um corpo estendido no chão. Como uma pedra, sem vida, sem nada, no meio do nosso caminho. Mas, diferente de Carlos Drummond de Andrade que jamais esquecerá que no meio do seu caminho tinha uma pedra, nós sequer lembramos que no meio do nosso tinha um corpo; uma vida; histórias; tristezas e possíveis alegrias. Talvez, muitos aplaudam quando alguns corpos ficam estendidos. O problema é quando um destes corpos atrapalha o trânsito ou estraga a paisagem para a self [sic]. Continue lendo “Está lá outro ‘ninguém’ estendido no chão”










