Modelo vigente de implantação de grandes obras de infraestrutura não é saída para a crise

Márcio Santilli, ISA

Um conluio entre as grandes empreiteiras brasileiras produziu o maior escândalo de corrupção já conhecido. Investigações policiais, associadas ao estranhamento geral da nação com os seus políticos e ao agravamento da depressão econômica, escancaram uma verdadeira gincana disputada entre essas empresas, cada qual com clientelas próprias e produzindo mazelas específicas.

Essas mesmas empreiteiras – ora umas, ora outras – pontificam em todos os demais escândalos envolvendo superfaturamento em obras e financiamento ilegal de campanhas eleitorais, além de mimos gigantes a detentores de cargos de confiança em órgãos ou empresas estatais e a políticos de vários partidos, segundo os espaços de decisão que dispõem sobre os orçamentos públicos. Continue lendo “Modelo vigente de implantação de grandes obras de infraestrutura não é saída para a crise”

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“Todas as violações de direitos humanos são igualmente condenáveis”

Em discurso na ONU, ministra Nilma Lino Gomes ressalta que violações não devem ser hierarquizadas

SEPPIR

A abertura da 31ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos aconteceu na manhã desta segunda-feira (29), na sede da ONU em Genebra. Representando o governo brasileiro, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, falou da necessidade de se somar esforços para que as ações do Conselho solucionem, de forma concreta e duradoura, todas as violações. Ela ressaltou que é preciso resistir à tentação de hierarquizar as opressões, afirmando que “as vítimas são as que mais sofrem as cruéis consequências da seletividade e da politização”. Continue lendo ““Todas as violações de direitos humanos são igualmente condenáveis””

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O Brasil roubado por latifundiários. Vem aí mais um crime desse tipo, por Jacques Távora Alfonsin

“Discutir projetos de lei colonialistas, num país cujas terras estão sendo mantidas e exploradas pela sonegação de impostos indispensáveis às garantias dos direitos sociais do seu povo, é um crime de lesa-pátria, suficiente para desvelar traição e roubo da soberania de quem ainda tem fé na democracia e no Estado de Direito”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.

Do IHU Online

A discussão de projetos de lei relacionados à venda de terras brasileiras, para pessoas ou empresas estrangeiras, está retornando à Câmara dos deputados. Agora, o alvo a ser atingido pela bancada ruralista, direta ou indiretamente, encontra-se entre os artigos 188 e 190 da Constituição Federal: Continue lendo “O Brasil roubado por latifundiários. Vem aí mais um crime desse tipo, por Jacques Távora Alfonsin”

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Todo inocente é um fdp?, por Eliane Brum

Como se mover num mundo em que se tornou impossível não enxergar o mal que se pratica

No El País Brasil

Lembro uma cena do primeiro filme da trilogia Matrix, ícone do final do século 20. Os membros da resistência eram aqueles que, em algum momento, enxergaram que a vida cotidiana era só uma trama, um programa de computador, uma ilusão. A realidade era um deserto em que os rebeldes lutavam contra “as máquinas” num mundo sem beleza ou gosto. Fazia-se ali uma escolha: tomar a pílula azul ou a vermelha. Quem escolhesse a vermelha, deixaria de acreditar no mundo como nos é dado para ver e passaria a ser confrontado com a verdade da condição humana. Continue lendo “Todo inocente é um fdp?, por Eliane Brum”

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Incra reconhece território quilombola de Limoeiro, em Palmares do Sul (RS)

Incra

O Rio Grande do Sul tem sua 12ª comunidade quilombola com território reconhecido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A área de 708,5 hectares fica em Palmares do Sul, e foi declarada como terras da comunidade quilombola de Limoeiro por meio de portaria publicada na última sexta-feira (26) no Diário Oficial da União. Com a medida, o processo de regularização fundiária do território avança para a titulação. Continue lendo “Incra reconhece território quilombola de Limoeiro, em Palmares do Sul (RS)”

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Rádios comunitárias: armas dos povos tradicionais da Amazônia brasileira na resistência aos megaprojetos

Por Luiza Cilente*, em Combate Racismo Ambiental

A biodiversidade e o modo de vida de povos tradicionais da Amazônia brasileira que margeiam a bacia do Tapajós, na região do Pará, vive, já há alguns anos, constante ameaça devido  ao megaempreendimento lançado em 2008 pelo Governo Federal, chamado Complexo de Hidrelétricas dos Tapajós, que prevê a construção de até nove usinas no Oeste do Pará. Pesquisadores e organizações sociais denunciam que o projeto traz, não só danos ambientais irreversíveis, mas também a violação de tratados internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que determina a obrigatoriedade de consulta prévia a qualquer medida administrativa ou ato legislativo passível de afetar os povos indígenas e demais populações tradicionais. Continue lendo “Rádios comunitárias: armas dos povos tradicionais da Amazônia brasileira na resistência aos megaprojetos”

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A multinacional que veio do Brasil

Vale conclui megaprojeto para exportação de carvão em Moçambique que expulsou mais de 10 mil pessoas e hoje emprega menos de 2 mil trabalhadores locais

por Marina Amaral, A Pública

“Para cada problema africano existe uma solução brasileira.” A frase do professor queniano Calestou Juma para celebrar a cooperação brasileira no governo Lula é lembrada com ironia pelo jornalista Jeremias Vunjanhe enquanto conversamos em um café no inverno ameno de Maputo. O jovem ativista de direitos humanos faz um paralelo com a Amazônia para explicar a decepção dos movimentos sociais de seu país com as promessas brasileiras. Lá como cá, ele me diz, a receita de desenvolvimento à base da exploração dos recursos naturais e incentivo ao agronegócio desandou em degradação ambiental e expulsão das comunidades tradicionais. Um problema gigante em um país em que 67% da população de 27,2 milhões de habitantes vive em áreas rurais. “A terra é o legado da independência para os camponeses”, ressalta Vunjanhe. Continue lendo “A multinacional que veio do Brasil”

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A violência contra os Povos Indígenas: entrevista com Oiara Bonilla e Lindomar Terena

Do Canal Futura

O IBGE estima que a população indígena seja representada hoje no Brasil por mais de 900 mil pessoas, divididas em 246 povos e falando 150 línguas diferentes. Infelizmente, a violência contra essa população é muito grande. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, em 2014 foram registrados 138 assassinatos de indígenas, sendo a maior parte em Mato Grosso do Sul, Amazonas e Bahia.

Lindomar Terena, liderança do povo Terena de Mato Grosso do Sul, e Oiara Bonilla, professora do departamento de Antropologia da UFF, conversaram a respeito com Cristiano Reckziegel.

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Cultura de povo indígena da Amazônia vira tema de vídeo game

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

A partir de abril, fãs de vídeo game poderão conhecer um jogo bem diferente dos convencionais e genuinamente brasileiro. Em vez de armas de fogo, serão índios e flechas. No lugar dos monstros e inimigos armados, jiboias, antas, pacas e outros elementos visíveis e invisíveis da Floresta Amazônica.

O projeto foi elaborado por antropólogos, programadores visuais e integrantes do povo Kaxinawá – ou huni kuin, como eles se autodenominam, e que significa “pessoa verdadeira”. O som de tiros e músicas eletrônicas, comuns na maioria dos jogos, é substituído pelos da mata e dos cantos dos povos da floresta. Continue lendo “Cultura de povo indígena da Amazônia vira tema de vídeo game”

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Antropoceno: ou mudamos nosso estilo de vida, ou a Terra sucumbirá. Entrevista especial com Wagner Costa Ribeiro

“De fato, um desafio importante significa repensar o significado da vida: o que queremos da nossa vida, da nossa organização social? Para que vivemos?”, provoca o geólogo

Por Patricia Fachin e Leslie Chaves – IHU On-Line

O consumo exagerado, que anseia sempre o novo e descarta com facilidade quaisquer objetos, é o comportamento que tem predominado na sociedade. Com o aumento da capacidade de produção em nome do lucro, a oferta de produtos de toda ordem se amplia cada vez mais e, no sentido oposto, os recursos naturais já dão sinais de esgotamento. Essas são algumas das características do tempo em que vivemos e que os estudiosos têm denominado de Antropoceno. Trata-se de uma era em que a capacidade de intervenção da espécie humana no ambiente recebe o foco das atenções. Continue lendo “Antropoceno: ou mudamos nosso estilo de vida, ou a Terra sucumbirá. Entrevista especial com Wagner Costa Ribeiro”

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