Indígenas, quilombolas e caiçaras querem autogerir áreas que Alckmin deve privatizar

Sem terem sido ouvidas, comunidades tradicionais intensificam mobilização contra sanção de PL 249/2013, já aprovado, que transfere à iniciativa privada 25 áreas florestais

por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – Comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e outras tradicionais, residentes em áreas que compõem os parques e unidades de conservação estaduais que deverão ser concedidos à iniciativa privada, reivindicam a autogestão. Reunidos em consulta pública na tarde de ontem (23), na Assembleia Legislativa de São Paulo, suas lideranças reafirmaram a resistência contra o Projeto de Lei (PL) 249/2013. Continue lendo “Indígenas, quilombolas e caiçaras querem autogerir áreas que Alckmin deve privatizar”

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Próximo passo no MS é indígenas pedirem perdão por serem assassinados, por Spensy Pimentel

Por Spensy Pimentel*, especial para o blog do Sakamoto

Os políticos profissionais costumam incluir sempre em seus discursos e propagandas o mote do “trabalho duro”. É um dos grandes chavões nessa arte de iludir e empurrar com a barriga que se tornou a vida política nacional.

Se, porventura, algum político quiser provar que isso é puro preconceito, o Mato Grosso do Sul oferece, neste momento, uma excelente oportunidade. Resolver o imbróglio que o próprio Estado brasileiro criou ali ao distribuir para colonos não indígenas as terras dos povos Guarani-Kaiowa e Terena ao longo do século 20 é um imenso desafio, digno dos mais habilidosos estadistas. Continue lendo “Próximo passo no MS é indígenas pedirem perdão por serem assassinados, por Spensy Pimentel”

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Avá-Canoeiro do Araguaia: demarcação já!

No Cimi

A demarcação da Terra Indígena (TI) Taego Ãwa, demanda histórica dos indígenas do povo Avá-Canoeiro do Araguaia, no Tocantins, encontra-se sob risco. Em maio de 2016, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) entregou ao ministro da Justiça do governo interino, Alexandre de Moraes, um ofício no qual questiona o “mérito duvidoso” da portaria declaratória referente à TI Taego Ãwa e solicita sua “reanálise”.

O documento ignora a história dos Avá-Canoeiro do Araguaia (Ãwa, em sua autodenominação), marcada por eventos bárbaros de massacre e perseguição e por uma trajetória impressionante de resistência. Eles já foram caçados como animais selvagens, forçados a se esconder na mata por anos e, quase dizimados, foram capturados em uma ação de “contato” forçado em 1973, durante a Ditadura Militar, e levados para longe de sua terra. Continue lendo “Avá-Canoeiro do Araguaia: demarcação já!”

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Guarani-Kaiowá: ‘Onde fala a bala, cala a fala’

No IHU

“O confinamento dos Guarani-Kaiowá, o genocídio historicamente praticado contra eles, o homicídio violento de travestis, o espancamento de homossexuais, o estupro de mulheres no Mato Grosso do Sul são faces da mesma moeda: a ideologia da dominação masculina”. O comentário é de Simone Becker, Esmael Oiveira e Marcelo da Silveira Campos, todos professores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) em artigo publicado por Brasil Debate. Continue lendo “Guarani-Kaiowá: ‘Onde fala a bala, cala a fala’”

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A SME está comendo bola

Por Sassá Tupinamba

A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio do seu Núcleo de Educação Étnico-Racial, está comendo bola, só pode. Num ano eleitoral, é de se esperar que a situação, ou seja, o governo utiliza a máquina, ou seja, os recursos públicos, para cooptar e para convencer seu eleitorado que é ou apresenta o melhor candidato ao pleito eleitoral. Mas aqui é diferente, quando se trata de indígenas, só poderia.

Todos os movimentos já sabem, que se aproximando do período eleitoral, também se inicia o cerco eleitoral às lideranças de movimentos sociais, assim ocorre com movimentos culturais, com movimentos de habitação, movimentos negros e não poderia ser diferente com os movimentos indígenas, mas… Os movimentos indígenas têm suas lideranças escolhidas de forma muito diferente dos demais segmentos, que segue muito próximo das formas que cada povo, tradicionalmente, escolhe suas lideranças; com isso, quando uma liderança deixa de ser pautada pelo o seu respectivo povo, ela perde a credibilidade e passa a não ser mais reconhecida como tal. Com isso, quando uma liderança indígena é cooptada por governos e ou Estado, essa liderança perde a credibilidade interna, tornando os movimentos, organizações e comunidades indígenas quase que imunes aos vícios eleitoreiros. E tudo isso o governo e o Estado já sacaram. Continue lendo “A SME está comendo bola”

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O que há entre o domínio da terra e o genocídio indígena?

Por Fernanda Frizzo Bragato*, no Empório do Direito

O Estado do Mato Grosso do Sul foi palco, na última terça-feira, 14 de junho, de mais um ataque de pistoleiros armados contra a comunidade Guarani e Kaiowa da terra indígena Dourados-Amambai Peguá, município de Caarapó. De acordo com notícia veiculada no website do Conselho Indigenista Missionário (CIMI)[1], um brutal ataque de fazendeiros deixou morto o Kaiowá e agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos. No ataque, que durou 4 horas, outros seis indígenas foram feridos por armas de fogo e encaminhados ao hospital. Outras seis pessoas – entre elas, uma criança de 12 anos – estão internadas no hospital. Cinco delas estão em situação grave, com tiros no coração, cabeça, tórax e abdômen. O massacre foi uma resposta à retomada realizada pelos Kaiowás na fazenda Yvu, vizinha à reserva de Te’yikue e incidente sobre a terra indígena em processo de demarcação pelo Ministério da Justiça (MJ). Continue lendo “O que há entre o domínio da terra e o genocídio indígena?”

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Cai a máscara do fascismo na UnB. A Constituição foi mesmo pro lixo, MPF/STF?

Bombas, taser, spray de pimenta e canos de PVC “disfarçados” de bandeira. Conheça como foi planejado o ataque de 17 de junho.

Por Mídia Ninja/Medium

Se pairavam dúvidas sobre o fascismo existente no atentando da última sexta-feira (17) na Universidade de Brasília (UnB), elas acabam de ser elucidadas: nossa reportagem teve acesso aos diálogos do grupo criado no WhatsApp intitulado inicialmente como “Invasão CA Sociologia” para articular a dissimulada “manifestação”. As conversas explicitam as táticas e meios — como bombas, taser, spray de pimenta e canos de PVC “disfarçados” de bandeira — a serem utilizados para espalhar o terror e a violência. O objetivo do grupo é desmascarado nos diálogos em que revelam disputas políticas, violência física, chacina e intimidação dos estudantes e professores da universidade, além de preconceitos como homofobia, machismo, racismo e discursos de ódio contra a esquerda. Há ainda ameaças criminosas de espancamento a alvos específicos. Continue lendo “Cai a máscara do fascismo na UnB. A Constituição foi mesmo pro lixo, MPF/STF?”

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Ocupação da Secretaria da Fazenda do RS por estudantes acaba em violência policial

Por Comitê de Apoio às Ocupações – Porto Alegre/RS (CAO), em Estado de Direito

Às 10 horas da manhã do dia 15 de junho de 2016 (quarta-feira) estava marcada audiência de mediação no Foro Central de Porto Alegre para dar continuidade das tratativas de negociação entre as escolas ocupadas e o Estado do Rio Grande do Sul. Continue lendo “Ocupação da Secretaria da Fazenda do RS por estudantes acaba em violência policial”

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Enfermeira Terena defende dissertação sobre IST em MS

Por DSEI MS

Na manhã desta quinta-feira (23) Zuleica Tiago defendeu a dissertação intitulada “Sífilis adquirida, sífilis em gestante e sífilis congênitas na população indígena do Mato Grosso do Sul: Análise comparativa entre as notificações no SINAN e DSEI-MS”, no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Continue lendo “Enfermeira Terena defende dissertação sobre IST em MS”

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Combater a cultura do ódio com novas narrativas!

Matar LGBTs não é um desvio dentro de uma cultura de ódio, mas sim a norma. E essa norma precisa ser identificada como tal e combatida politicamente!

Por Leonardo Fabri*, no Blog da Boitempo

Quando soube da notícia de que cinquenta pessoas foram brutalmente assassinadas, outras cinquenta e três feridas, dentro de uma boate em Orlando – e que a responsabilidade repousava nas mãos de um único indivíduo – fiquei imediatamente enfurecido. Obviamente farei o devido recorte sobre a sexualidade das vítimas (motivo pelo qual elas se tornaram vítimas em primeiro lugar), mas inicialmente gostaria de tratá-las como pessoas: essa categoria analítica tão essencial para que qualquer possibilidade de alteridade ocorra, categoria essa negada constantemente pela cultura homofóbica tão enraizada em nossa sociedade. Continue lendo “Combater a cultura do ódio com novas narrativas!”

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