Quilombolas de Oriximiná protestaram em frente ao ICMBio e INCRA contra a demora na titulação de suas terras

Por CPI-SP

Cerca de 160 quilombolas de Oriximiná saíram na manhã de hoje em passeata pelas ruas de Santarém, Pará, para exigir a titulação de suas terras. Denunciaram que o relatório de identificação dos territórios está pronto desde 2013 mas o Incra não publica alegando que o ICMBio se opõe.

Na manhã desta quarta-feira, 27, cerca de 160 quilombolas e lideranças indígenas de Oriximiná realizaram uma manifestação em frente a sede do ICMBio e do Incra em Santarém, Pará. O grupo entregou carta com as reivindicações aos representantes dos órgãos. “Nós precisamos da nossa terra titulada, ela está sendo invadida por madeireira e por mineradora”, disse Aluísio Silverio dos Santos, liderança da comunidade Tapagem. Continue lendo “Quilombolas de Oriximiná protestaram em frente ao ICMBio e INCRA contra a demora na titulação de suas terras”

Ler maisQuilombolas de Oriximiná protestaram em frente ao ICMBio e INCRA contra a demora na titulação de suas terras

Justiça de transição e sexualidades dissidentes: alguns pontos para novos debates, por César Augusto Baldi

Em Empório do Direito

No relatório apresentado pela Comissão Nacional da Verdade, entregue em 10 de dezembro de 2014, foram produzidos, junto ao volume II, sete textos temáticos, um deles, o sétimo, relativo à “ditadura e homossexualidades”.

Nele consta que, embora os valores contrários à “homossexualidade tenham se afirmado com nitidez e se condensado em postos oficiais do Estado naquele momento, pode-se dizer que existia certa tolerância, ainda que bastante relativa, de alguns setores às práticas homossexuais, desde que” mantidas em “espaços bem demarcados e circunscritos”, tais como Carnaval, lugares fechados e isolados de sociabilidade, “certas profissões consideradas ‘delicadas’ ou ‘criativas’ para homens” ( p. 300), em especial em decorrências das mudanças profundas ocorridas dentro e fora do país, nos anos 50 e 60. Continue lendo “Justiça de transição e sexualidades dissidentes: alguns pontos para novos debates, por César Augusto Baldi”

Ler maisJustiça de transição e sexualidades dissidentes: alguns pontos para novos debates, por César Augusto Baldi

De Chernobyl a Angra 3, o que estamos esquecendo?

Na Articulação Antinuclear

Há 30 anos acontecia o maior acidente nuclear da história, na usina nuclear de Chernobyl. Embora tenha acontecido na Ucrânia e os efeitos mais severos se notem também nas vizinhas Rússia e Bielorrúsia, o aumento na radioatividade foi detectado no mundo todo. Morreram 31 pessoas e é impossível contabilizar quantos foram vítimas de mutação congênita, adoeceram e ainda adoecem pela radiação que continuará lá por milhares de anos. A estimativa é que hoje sejam registrados 74 vezes mais casos de câncer atualmente do que antes do acidente na área diretamente atingida. A explosão no quarto reator da usina nuclear de Chernobyl foi causada por uma mistura de falha humana dos operadores e deficiência no projeto da usina. Continue lendo “De Chernobyl a Angra 3, o que estamos esquecendo?”

Ler maisDe Chernobyl a Angra 3, o que estamos esquecendo?

Estão roubando o pouco que conquistamos [OPINIÃO]

Esta matéria de Cleber Araújo Santos é a terceira de uma série de matérias de opinião sobre o impeachment por comunicadores populares que estamos publicando aqui no RioOnWatch

Cleber Araújo Santos, de 40 anos, foi nascido em Monte Pascoal na Bahia. Hoje, como morador do Complexo do Alemão, através das redes sociais mostra a favela em suas mais diversas formas e momentos. Atualmente, divulga fatos diários na Página Complexo Alemão e no perfil da Mariluce Mariá, artista plástica que pinta e tem um stand de vendas na estação Palmeiras, local esse que recebem pessoas do mundo inteiro e lhes possibilita ampliar os contatos e mostrar a sua realidade.

Continue lendo “Estão roubando o pouco que conquistamos [OPINIÃO]”

Ler maisEstão roubando o pouco que conquistamos [OPINIÃO]

4 assassinatos em abril: Carta Aberta denuncia e coleta assinaturas contra genocídio indígena no Maranhão

Nesta terça-feira, 26 de abril, completa-se um ano do assassinato de Eusébio Ka’apor. Durante este tempo, não apenas o crime continua impune, como outros vêm acontecendo de maneira igualmente brutal contra os povos indígenas no Maranhão, sem que nada nem ninguém faça algo para impedir, prevenir ou punir os culpados. Na “Semana do Índio” novos crimes aconteceram, com o mesmo silêncio por parte dos Governos do Maranhão e Federal. Chega de naturalizar essa brutalidade e esse genocídio que encobre alianças espúrias: exigimos uma ação efetiva já! 

Carta Aberta às autoridades e à sociedade brasileira:
PAREM O GENOCÍDIO INDÍGENA!

É com grande pesar que lembramos neste 26 de abril um ano do assassinato de Eusébio Ka’apor. Eusébio foi morto por defender seu povo. Os governos até hoje não elucidaram o crime, embora as suspeitas recaiam sobre madeireiros denunciados pelos Ka’apor e demais povos da floresta que, frente ao descaso por parte do Estado, resolveram, de si mesmos, defender seus territórios e a natureza. Continue lendo “4 assassinatos em abril: Carta Aberta denuncia e coleta assinaturas contra genocídio indígena no Maranhão”

Ler mais4 assassinatos em abril: Carta Aberta denuncia e coleta assinaturas contra genocídio indígena no Maranhão

Estão calando aos poucos as raízes indígenas: a memória oral é um caminho necessário, por Sucena Shkrada Resk*

EcoDebate

Quando anunciam que dezenas de línguas indígenas podem morrer, como centenas já desapareceram no Brasil, dá uma sensação de vazio. O processo de extermínio das raízes vem se acelerando, desde o “Descobrimento do Brasil”, quando se estima que havia o registro entre 1.500 e 2.000 línguas presentes.  Hoje chegam a um universo entre 150 e 180. O que se vê é que as novas gerações estão cada vez mais distantes dos seus ancestrais.

A recuperação, por meio da memória oral, é uma das estratégias fundamentais para  tentar frear esta ruptura cultural na contemporaneidade. A tecnologia, que hoje é vista como uma das propulsoras deste perigo, pode ser convertida em benefício, se utilizada para este fim. Mas a pressão da urbanização e da monocultura e pecuária extensivas, entorno dessas terras, trazendo todo tipo de conflito, ainda é um dos principais males que afligem estes povos. Continue lendo “Estão calando aos poucos as raízes indígenas: a memória oral é um caminho necessário, por Sucena Shkrada Resk*”

Ler maisEstão calando aos poucos as raízes indígenas: a memória oral é um caminho necessário, por Sucena Shkrada Resk*

Trabalhadores rurais da Turquia visitam o Brasil para conhecer experiências do MST

Abdulah Aysu está escrevendo série de livros sobre movimentos de luta por terra ao redor do mundo

Por Luiz Fernando
Da Página do MST 

MST Sergipe recebeu a visita do presidente geral da Confederação dos Sindicatos dos Pequenos Agricultores Turcos e um dos fundadores da Via Campesina no Oriente Médio, Abdulah Aysu, acompanhado do estudante, Umut Kocagöz. Continue lendo “Trabalhadores rurais da Turquia visitam o Brasil para conhecer experiências do MST”

Ler maisTrabalhadores rurais da Turquia visitam o Brasil para conhecer experiências do MST

Alerj denuncia ameaça a pescadores e ambiente por complexo turístico em Maricá

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

A instalação de um complexo turístico e residencial na Área de Preservação Ambiental (APA) de Maricá (RJ), se traduziu em ameaças e intimidações contra centenária comunidade de pescadores artesanais, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A denúncia é do Relatório Violação de Direitos Humanos na Comunidade Tradicional Zacarias, Maricá, divulgado ontem (26), pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O documento será entregue a um grupo de trabalho das Nações Unidas (ONU) que avalia a desrespeito a direitos humanos por empresas. O empreendimento, que ocupará uma área de 840 da APA com shopping centers e campo de golfe, também é considerado, no documento, uma contradição às leis de proteção ambiental. Continue lendo “Alerj denuncia ameaça a pescadores e ambiente por complexo turístico em Maricá”

Ler maisAlerj denuncia ameaça a pescadores e ambiente por complexo turístico em Maricá

Temer reclamar de tentativa de golpe é surreal, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Logo após ler “Michel Temer chama de ‘golpe’ ideia de antecipar eleição presidencial para 2016“, manchete do UOL no início da tarde desta terça (26), todos meus pensamentos e sentimentos foram sugados. Fiquei prostrado na frente do computador.

Não conseguia me mexer. Não sentia meus braços ou pernas, não sentia sede, nem fome, nem cheiros. Perdi a capacidade de perceber texturas. Aquele momento era o alfa e o ômega, o início e o fim de tudo. Flutuando acima do meu corpo, eu via tudo e todos, conseguia ouvir cada pensamento dos semoventes que habitam esse planeta. E, naquele momento, toda falta de sentido da vida fez todo o sentido do mundo. Então, fiz a única coisa possível: entreguei minha alma ao diabo, a fim de honrar compromissos previamente acertados, e esperei pela chegada do meteoro redentor. Mas o meteoro não veio. Continue lendo “Temer reclamar de tentativa de golpe é surreal, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisTemer reclamar de tentativa de golpe é surreal, por Leonardo Sakamoto

Quase metade das escolas indígenas não tem material didático específico

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Ir para a escola e assistir aulas em outro idioma, não conhecer a própria história, aprender a história de outro povo e ter exemplos estranhos à realidade em que se vive é uma situação que parece irreal. No entanto, é assim que são educadas muitas crianças e jovens indígenas. Os últimos dados do Censo Escolar de 2015, do Ministério da Educação (MEC), mostram que pouco mais da metade, 53,5%, das escolas indígenas têm material didático específico para o grupo étnico.

De acordo com especialistas, não são raras as situações em que os indígenas não têm acesso a materiais na própria língua, que utilizam produtos elaborados para outra etnia que não a sua, ou mesmo que aprendem com livros que trazem, para facilitar a lição, elefantes e girafas, animais completamente desconhecidos na Amazônia, por exemplo. Continue lendo “Quase metade das escolas indígenas não tem material didático específico”

Ler maisQuase metade das escolas indígenas não tem material didático específico