Cidadania e transparência em jogo na promoção de megaeventos esportivos. Entrevista especial com Larissa Lacerda

“Não foi à toa que o então secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, afirmou que países com menos democracia seriam ideais para a organização de uma Copa do Mundo. Existe uma clientela especial aí para esse mercado e o Brasil é o novo garoto-propaganda”, aponta a pesquisadora integrante do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro

Por Leslie Chaves – IHU On-Line

Sonegar informações, violar uma série de Direitos Humanos e segregar a cidade têm se tornado práticas recorrentes nos processos de preparação para a recepção de megaeventos esportivos como a Copa do Mundo e, mais recentemente, as Olimpíadas, quem em breve serão promovidas no Rio de Janeiro. A lógica de mercantilização das metrópoles sedes desses eventos desencadeia, sustenta e justifica as condutas de gestão pública no Brasil e ao redor do mundo. “Os megaeventos têm sido utilizados para transformar as cidades em ambientes cada vez mais atrativos ao capital, construindo territórios que sejam ótimos para investimentos – não para pessoas. Pois bem, quem saiu ganhando, ou melhor, lucrando, foram as empresas envolvidas com esses eventos de alguma forma”, frisa Larissa Lacerda em entrevista por e-mail à IHU On-Line. Continue lendo “Cidadania e transparência em jogo na promoção de megaeventos esportivos. Entrevista especial com Larissa Lacerda”

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Lideranças indígenas de Roraima entregam Carta ao presidente da Funai durante reunião realizada na sede em Boa Vista/RR

Conselho Indígena de Roraima – CIR

Depois de dois dias de agenda em Roraima, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), João Pedro, encerrou a agenda na reunião ocorrida ontem pela manhã(20), na sede da Coordenação Regional de Boa Vista/RR. Também acompanhou a agenda, a diretora de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais, do Ministério da Educação (MEC), Rita Gomes do Nascimento, do povo indígena Potiguara.

Uma agenda que partiu do compromisso firmado na primeira vinda ao Estado durante a etapa regional da Conferência Nacional de Política Indigenista, realizada no Centro Regional Lago Caracaranã, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no mês de novembro de 2015, quando marcou a agenda para tratar sobre a Educação Escolar Indígena.    Continue lendo “Lideranças indígenas de Roraima entregam Carta ao presidente da Funai durante reunião realizada na sede em Boa Vista/RR”

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‘Massacre de Curuguaty foi planejado pelos herdeiros políticos do ditador Stroessner’, diz advogado de camponeses

17 pessoas morreram na ‘reintegração de posse’ ocorrida em 2012, mas apenas camponeses estão no banco dos réus; repercussão do caso foi fundamental para a queda do ex-presidente Fernando Lugo

Leonardo Wexell Severo e Nicolás Honigesz | Assunção | Carta Maior / Opera Mundi

“O massacre de Curuguaty, onde morreram 17 pessoas, 11 camponeses e seis policiais, foi planejado pelos herdeiros políticos de Alfredo Stroessner. O objetivo das torturas e execuções dos sem-terra era inviabilizar a reforma agrária e a luta dos movimentos sociais no Paraguai”, denunciou o advogado Amélio Sisco, durante a Cúpula Social do Mercosul, realizada recentemente em Assunção. Integrante da equipe de defensores dos camponeses colocados pela “justiça” paraguaia no banco dos réus, Amélio Sisco concedeu esta entrevista no albergue Virgem das Mercedes. Continue lendo “‘Massacre de Curuguaty foi planejado pelos herdeiros políticos do ditador Stroessner’, diz advogado de camponeses”

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Indígenas expulsam coordenador da Funai em Atalaia do Norte, no Amazonas

Indígenas reivindicam assistência do órgão a povos isolados que vivem na Terra Indígena Vale do Javari

Portal Amazônia

MANAUS – Indígenas de várias etnias do Vale do Javari tomaram a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Atalaia do Norte (a 1.138 quilômetros de Manaus), no Amazonas. Eles expulsaram o coordenador local, Bruno Pereira. Segundo um dos ocupantes do local, Clóvis Marubo, entre as reivindicações do grupo, está a instalação de mais coordenações técnicas do órgão e o mais próximo possível das comunidades onde vivem povos isolados e de recente contato.

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Povo Kreepyn-Katejê teme ficar sem acesso a água potável na Terra Indígena Geralda/Toco Preto, no Maranhão

CIMI

Pela terceira vez em cinco meses, os indígenas do povo Kreepyn-Katejê foram à cidade de Itaipava do Grajaú, no Maranhão, manifestarem-se pela melhoria das estradas que dão acesso à Terra Indígena (TI) Geralda/Toco Preto. Atualmente, os indígenas são abastecidos de água potável por caminhões-pipa e, caso as estradas não sejam recuperadas, os indígenas temem ficar sem acesso à água, justamente no período de chuvas da região. O povo Kreepym-Katejê – mais conhecido como povo Timbira – também manifestou-se contra a discriminação que os indígenas têm sofrido no sistema de saúde do município.

A TI Geralda/Toco Preto vivem cerca de 350 pessoas do povo Kreepym-Katejê em três aldeias distintas. Na aldeia Sibirino, localizada a 30 Km da cidade de Itaipava do Grajaú, existe um único poço artesiano, perfurado pela Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena (Sesai) em 2004. O problema é que desde que o poço foi colocado em funcionamento, a água que sai dele é salgada e imprópria para o consumo. Por isso, o abastecimento por caminhões-pipa é tão importante e, no momento, a única solução para que os indígenas não fiquem sem acesso à água potável. Continue lendo “Povo Kreepyn-Katejê teme ficar sem acesso a água potável na Terra Indígena Geralda/Toco Preto, no Maranhão”

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Violenta reintegração de posse retira indígenas Pataxó de área tradicional já delimitada na Bahia

CIMI

Uma truculenta ação de reintegração de posse ocorrida na aldeia Cahy, localizada na Terra Indígena (TI) Comexatibá, na Bahia, pegou de surpresa 24 famílias do povo Pataxó do extremo Sul da Bahia na manhã desta terça-feira (19). Casas foram destruídas, muitas delas com os pertences dos indígenas em seu interior, além do posto de saúde e da escola, cujos materiais local foram jogados em uma área a quase um quilômetro da aldeia.

Conforme o relato dos indígenas, cerca de 100 policiais federais, militares e civis, acompanhados de agentes da Companhia Independente de Policiamento Especializado/Mata Atlântica (CAEMA), chegaram à aldeia às sete horas da manhã anunciando a reintegração de posse. “Eles deram um prazo para a gente retirar as coisas das casas, mas o prazo não foi suficiente. Mesmo assim, eles tocaram as patrolas por cima, com as coisas dentro mesmo”, afirma Xawã Pataxó, liderança da aldeia Cahy. Continue lendo “Violenta reintegração de posse retira indígenas Pataxó de área tradicional já delimitada na Bahia”

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Paralizan Belo Monte por incumplir con atención a indígenas

Servindi, 21 de enero, 2016.- Una jueza de Altamira, en Pará Norte, ordenó el 11 de enero paralizar el reservorio de la hidroeléctrica Belo Monte, y sancionó a la empresa constructora Norte Energía SA y al gobierno de Brasil por incumplir con atender a indígenas afectados por su construcción.

La orden judicial concedió un plazo de cinco días desde que reciban la notificación judicial para que la empresa y el Instituto Nacional de Ambiente (Ibama) paralicen el llenado del reservorio que tiene 87 por ciento de sus obras civiles concluidas y está en fase de llenado. El inicio de la operación comercial de Belo Monte estaba previsto para marzo de 2016. Continue lendo “Paralizan Belo Monte por incumplir con atención a indígenas”

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Poder popular nas favelas cariocas

Em meio à segregação social e à violência da PM, movimento enxerga política além da representação e organiza sistemas alternativos de vida – da festa ao banco pós-capitalista

Por Raul Zibechi | Tradução: Antonio Martins – Outras Palavras

As cidades são, às vezes, pontos frágeis, nas propostas e práticas comunitárias de emancipação. Nas últimas décadas, multiplicaram-se as iniciativas rurais, por mãos dos movimentos indígenas e camponeses, que se tornaram capazes de construir espaços fora das lógicas do mercado e do Estado capitalista – ainda que tenham mantido, muitas vezes, relações parciais com ambos. Nas cidades, ao contrário, as construções coletivas são muito mais frágeis e menos duráveis. Continue lendo “Poder popular nas favelas cariocas”

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Fórum Social deve ir além do debate e agir mais, diz Boaventura de Sousa Santos

Camila Maciel – Enviada especial da Agência Brasil

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos provocou ontem (20) a plateia e os palestrantes convidados para o debate Globalização: desigualdade e a crise civilizatória, no Fórum Social Temático, em Porto Alegre, a refletir sobre o papel do evento para a construção, de fato, de um novo modelo de desenvolvimento.

“O Fórum Social Mundial não toma posição política. Qual é a tragédia disso? Cultivamos o consenso, mas esvaziamos o fórum. Quem é que vai correr o risco de uma viagem cada vez mais cara para diferentes partes do mundo para vir apenas discutir, pois não se toma posição”, questionou  Boaventura, sob aplausos do público. Continue lendo “Fórum Social deve ir além do debate e agir mais, diz Boaventura de Sousa Santos”

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21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Em 2015, houve um aumento de 69,13% nas denúncias de violação de discriminação religiosa em relação ao ano passado

SEPPIR

A Presidência da República oficializou, em 2007, o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Instituída pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, a data rememora o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa foi atacada e pessoas da comunidade foram agredidas. Ela faleceu no dia 21 de janeiro 2000, vítima de infarto. Continue lendo “21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”

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