Incra reconhece território da comunidade quilombola Mangueiras (MG)

Incra/MG

A comunidade quilombola Mangueiras, situada no município de Belo Horizonte (MG), obteve o reconhecimento de seu território. A portaria que declara 18,6 hectares como terras remanescentes de quilombos foi publicada pelo Incra no Diário Oficial da União de 14 de janeiro. Essa é mais uma fase do processo de regularização fundiária da área, no qual vivem 35 famílias.

Os procedimentos visando à titulação do território foram iniciados no Incra em janeiro de 2008, com a elaboração do Relatório Antropológico de Caracterização Histórica, Econômica e Sociocultural pelo Núcleo de Estudos de Populações Quilombolas e Tradicionais (NuQ) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), contratada pela Superintendência Regional do Incra/MG. O Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) foi publicado em março de 2009. Continue lendo “Incra reconhece território da comunidade quilombola Mangueiras (MG)”

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“O fracasso da educação brasileira é justamente porque nunca se aplicou Paulo Freire”: José Eustáquio Ro­mão

“No Brasil, a carreira do magistério está vinculada ao grau que você leciona. Então, quem leciona na educação infantil tem um salário pequeno. Ora, isso é genocídio pedagógico.”

Por Jornal Opção/Revista Pazes

O professor José Eustáquio Ro­mão tem muitas histórias para contar. Basta dizer que ele acompanhou de perto o pedagogo brasileiro Paulo Freire por 11 anos, de 1986 até 1997, quando morreu o autor de “Pedagogia do Oprimido”, considerado por muitos um dos maiores pensadores da educação no mundo. Graduado em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) e com doutorado em His­tó­ria Social pela Universidade de São Paulo (USP), Romão trabalhou com Freire, quando este foi secretário de Educação da Prefeitura de São Paulo, durante a gestão de Luiza Erundina [eleita pelo PT e prefeita de 1989 a 1992]. Continue lendo ““O fracasso da educação brasileira é justamente porque nunca se aplicou Paulo Freire”: José Eustáquio Ro­mão”

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Filhos do califado: EI intensifica uso de crianças e prepara nova geração de extremistas

Vídeo do grupo com menino britânico chamou atenção no Ocidente para ‘exército mirim’ do EI, que conta também com crianças dos territórios dominados

Rachel Costa | Londres – Opera Mundi

O ano mal havia começado quando, no dia 3 de janeiro, um domingo, o Estado Islâmico (EI) divulgou um vídeo apresentado por um soldado com sotaque britânico mostrando a execução de cinco homens acusados de espionagem. Até aí, nada de novo: em 2015 foram várias as aparições de Jihadi John”, como foi apelidado pela mídia do Reino Unido o britânico que protagonizou várias execuções em nome do EI. A novidade para 2016 estava guardada no fim da gravação: um menino trajado em uma miniversão do uniforme militar do grupo fazia ameaças em inglês aos “não-crentes” de todas as partes do mundo. Continue lendo “Filhos do califado: EI intensifica uso de crianças e prepara nova geração de extremistas”

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‘Tsunami de lama’ pode ser pior com ruptura de novas barragens em MG

O possível rompimento das barragens que ficaram de pé em Mariana (MG) poderia resultar em uma enxurrada de lama muito maior do que a da tragédia de novembro, ampliando a destruição da fauna e da flora e atingindo moradias que ficaram preservadas

José Marques – Folha de S. Paulo / IHU On-Line

A avaliação é de um estudo encomendado pela mineradora Samarco a pedido da Justiça e obtido pela Folha.

Essas estruturas foram danificadas após a barragem de Fundão se romper e deixar um rastro de destruição que chegou ao litoral do Espírito Santo. A mineradora diz que os reservatórios remanescentes estão “estáveis”, mas que trabalha para reforçá-los.  Continue lendo “‘Tsunami de lama’ pode ser pior com ruptura de novas barragens em MG”

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Oração ao peão soterrado

Por Álvaro Rodrigues dos Santos

Desculpem-nos Severinos, Raimundos, Josés e Edmilsons. Desculpem-nos por matá-los e aleijá-los aos magotes nas valas, galerias, muros e taludes que lhes soterram todos os santos dias.

Desculpem-nos por recebê-los das mãos criminosas das “Gatas” que os contratam por míseros salários, escoimando seus direitos trabalhistas e os alugando como animais às empreiteiras da vida.

Desculpem-nos por espalhá-los como cargas quaisquer pelas obras que se instalam por todos os cantos desse sul-sudeste encantado que lhes atraiu de seus sagrados confins. Continue lendo “Oração ao peão soterrado”

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Pesquisadoras mapeiam ocupação indígena no Sertão nordestino desde século 16

Considerados nômades, índios que viviam mais ao oeste do Brasil são pouco estudados se comparados aqueles da região litorânea e da Zona da Mata

Fellipe Torres – Diario de Pernambuco

A escassez de informações sobre o passado histórico do Sertão nordestino abre espaço para a reprodução de preconceitos com séculos de existência. Um conhecido mapa criado no século 16 pelo cartógrafo espanhol Diego Gutiérrez, por exemplo, generaliza a população sertaneja da época a índios canibais, representados em ilustrações de esquartejamento e assado humano. Para dar contornos mais claros à história brasileira, em especial referente ao território pernambucano mais ao oeste do país, duas gerações se uniram em um vasto estudo, agora disponível em livro. Mãe e filha, as historiadoras Socorro Ferraz e Bartira Ferraz Barbosa lançam, nesta quarta-feira (20), às 19h, na Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife), Sertão – Fronteira do medo (Editora UFPE, 283 páginas, R$ 75). Continue lendo “Pesquisadoras mapeiam ocupação indígena no Sertão nordestino desde século 16”

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Relatório da Comissão da Verdade do Rio denuncia violência nas favelas durante a Ditadura

Órgão criado para investigar violações de direitos humanos do regime militar afirma que militarização do cotidiano dos moradores e remoções forçadas são práticas do passado que se repetem hoje

Lucas Pedretti* – RioOnWatch

“Fomos tirados dessas comunidades [Favela da Praia do Pinto, Ilha das Dragas e Ilha dos Caiçaras] como animais. O governo, a Polícia Militar e a COMLURB iam botando nossas coisas pra cima dos caminhões de lixo, metendo pé de cabra e marreta nos barracos, derrubando.” Com essas palavras, Altair Guimarães narrou para a Comissão da Verdade do Rio (CEV-Rio) como foi a remoção forçada que vivenciou durante a ditadura civil-militar (1964-1985), quando tinha apenas 14 anos. Continue lendo “Relatório da Comissão da Verdade do Rio denuncia violência nas favelas durante a Ditadura”

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O novo Fórum Social Mundial precisa de coragem, por Jacques Távora Alfonsin

Confira artigo de Jacques Távora Alfonsin sobre os desafios de mais um Fórum Social Mundial, que teve início ontem (19), em Porto Alegre (RS). Leia na íntegra:

Por Jacques Távora Alfonsin* – Comissão Pastoral da Terra

Recomeça em Porto Alegre nesta terceira semana de janeiro de 2016, mais uma reunião do Fórum Social Mundial. Sem o número de participantes e sem a cobertura midiática das primeiras, o sucesso dessa iniciativa popular, sob todos os aspectos urgente e necessária, como um válido contraponto ao que predomina em Davos, vem sendo avaliado como declinante, assim medido, exatamente, só por aquele número e aquela publicidade. Continue lendo “O novo Fórum Social Mundial precisa de coragem, por Jacques Távora Alfonsin”

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Cléber Buzatto: “Ódio e violência contra indígenas tem relação com bancada ruralista no Congresso”

Rede Brasil Atual / CIMI

Sobre o crescimento da violência contra os povos indígenas nas últimas semanas, com os chocantes casos da morte do menino Vitor, da etnia Kaingang, assassinado no colo da mãe enquanto era amamentado em frente à rodoviária do município de Imbituba, em Santa Catarina, e de outro indígena não identificado morto também em uma rodoviária, no centro de Belo Horizonte, espancado enquanto dormia, o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cléber Buzatto, afirma ter relação direta com os ataques aos direitos indígenas promovidos pela bancada ruralista no Congresso Nacional. Continue lendo “Cléber Buzatto: “Ódio e violência contra indígenas tem relação com bancada ruralista no Congresso””

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Após 16 anos, pescadores ainda não foram compensados por vazamento da Reduc

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Após 16 anos, completados nesta terça-feira (18), o segundo maior acidente ambiental na Baía de Guanabara ainda não foi devidamente compensado. Os principais afetados são os cerca de 20 mil pescadores artesanais, que foram obrigados a interromper suas atividades e até hoje não receberam a indenização judicial de R$ 1,23 bilhão, correspondente a R$ 500 por mês durante dez anos para cada pescador ou família.

A denúncia é do ambientalista Sérgio Ricardo, fundador do Movimento Baía Viva. No dia 18 janeiro de 2000, um oleoduto que liga a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, ao Terminal da Ilha D´Água, vizinho à Ilha do Governador, se rompeu, derramando 1,3 milhão de litros de óleo na região. O maior acidente ambiental da Baía de Guanabara ocorreu em 1975, quando o navio iraquiano Tarik Ibn Ziyad rompeu o casco e derramou 6 milhões de litros de óleo no corpo d’água. Continue lendo “Após 16 anos, pescadores ainda não foram compensados por vazamento da Reduc”

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