Uwe Timm: “Existe racismo, mas maioria dos alemães é amigável ao que vem de fora”

No Brasil para lançar o livro ‘A descoberta da currywurst’, ‘best seller’ alemão falou de culpas. Escritor diz que é papel de escritores e intelectuais combater mentalidade conservadora

Por Camila Moraes, em El País

Uwe Timm, um dos escritores alemães que mais vende livros hoje, é a personificação de duas características bem alemãs: a firmeza das ideias expostas com clareza, que em geral se associa à Alemanha, e a amabilidade no trato pessoal – característica pouco atribuída ao país, sobretudo por quem só o conhece pelos clichês. Seus livros, entre eles vários best sellers europeus como À sombra do meu irmão (ed. Dublinense), também retratam algo muito nacional: a sensação de culpa coletiva gerada pelo antissemitismo de Hitler e o que Führer empreendeu com a Segunda Guerra Mundial. Falar com Uwe, assim como visitar a Alemanha e ler seus livros, são duas maneiras de entender melhor essa realidade. Continue lendo “Uwe Timm: “Existe racismo, mas maioria dos alemães é amigável ao que vem de fora””

Ler maisUwe Timm: “Existe racismo, mas maioria dos alemães é amigável ao que vem de fora”

Patrícia Campos Mello: “Supremo é muito sensível a argumentos que apontam risco para governabilidade”

Por Pedro Canário. em Consultor Jurídico

Às vezes o que é óbvio não é dito. É cristalino para quem pensa no Direito que a condição humana dos advogados, promotores e juízes faz com que não seja uma ciência exata. O Supremo Tribunal Federal, com sua competência constitucional, é influenciado por, por exemplo, por questões políticas, econômicas e até pelo restante do Judiciário.

Pois foi para mostrar como esses fatores externos moldam as decisões do Supremo que a professora Patrícia Perrone Campos Mello, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), desenvolveu sua tese, agora publicada sob a forma do livro Nos Bastidores do STF. “Isso é muito óbvio, mas não é dito. E aí se constrói no imaginário popular uma percepção equivocada do que é o processo de decisão do Supremo”, comenta. Continue lendo “Patrícia Campos Mello: “Supremo é muito sensível a argumentos que apontam risco para governabilidade””

Ler maisPatrícia Campos Mello: “Supremo é muito sensível a argumentos que apontam risco para governabilidade”

Brasil, pátria encarceradora, por Luiz Eduardo Soares

Em Justificando

Eis o epicentro de nosso problema na área da (in)segurança pública, sem cuja solução a vigência do Estado democrático de direito permanecerá dúbia, precária ou parcialmente suspensa. Refiro-me ao ponto no qual se cruzam o modelo policial e a lei de drogas, que reputo hipócrita e absolutamente irracional. Observe-se que o modelo policial definido pelo artigo 144 da Constituição veda a investigação a uma das polícias, obrigando-a a prender apenas em flagrante. Registre-se ainda que o ambiente social, cultural e político pressiona a polícia que está nas ruas, a polícia ostensiva, uniformizada (a mais numerosa), isto é, a polícia militar, a mostrar serviço, ou seja, a prender em grandes quantidades. Continue lendo “Brasil, pátria encarceradora, por Luiz Eduardo Soares”

Ler maisBrasil, pátria encarceradora, por Luiz Eduardo Soares

Perguntar não faz mal, por Antonio Claret Fernandes

Em Combate Racismo Ambiental

Quem acumula capital explorando minério e a classe trabalhadora por quase uma centena de anos, levando a riqueza e deixando a miséria, e as crateras, junto com o lixo do rejeito, chantageando o Estado Brasileiro e as diversas esferas de Governo, querendo nos fazer acreditar que nós dependemos das mineradoras, quando, na verdade, elas é que dependem de nós, sugando nosso sangue e nossos bens naturais?

Quem permitiu tamanha negligência, fazendo romper a barragem de Fundão, no dia 5 de novembro, e que tartaruga é essa que, mesmo a lama chegando a Barra Longa 11 horas depois desse crime, ainda pega o povo de surpresa?  Continue lendo “Perguntar não faz mal, por Antonio Claret Fernandes”

Ler maisPerguntar não faz mal, por Antonio Claret Fernandes

Fomos treinados para o preconceito. Libertar-se disso pode ser assustador, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Deve ser assustador para uma pessoa que cresceu no seio da tradicional família brasileira, foi educada em escolas com métodos e conteúdos convencionais e espiritualizada em igrejas e templos conservadores, conviveu em espaços de socialização que não questionam o passado apenas o reafirmam e, é claro, assistiu a muita, muita TV, de repente, ser bombardeada com novas “regras” e “normas” de vivência, diferentes daquelas com as quais está acostumada.

Ouvi um desabafo sincero do pai de uma amiga que não entendia como as coisas estavam mudando assim tão rápido. Ele reclamava que tirar uma da cara do “amigo que era mais gordinho” era só “coisa de criança” e não bullying passível de punição. “A sociedade está ficando muito chata”, disse desconsolado. Continue lendo “Fomos treinados para o preconceito. Libertar-se disso pode ser assustador, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisFomos treinados para o preconceito. Libertar-se disso pode ser assustador, por Leonardo Sakamoto

As treze avós indígenas, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

As avós tem cheiro, mas só os netos podem farejar. A vovó Marelisa trazia impregnado na pele o inebriante aroma de tabaco e café que persiste na memória olfativa, ainda hoje, 60 anos depois. Ela e seu cachimbo, ela e o pilão onde moía café, ela no sobrado da rua Monsenhor Coutinho naquela Manaus de outrora. Já a vovó Filó tinha um inexplicável cheiro de terra molhada, misturado com priprioca – um perfumado capim amazônico, cuja raiz usava em infusões para curar sua eterna enxaqueca. Como era bom mergulhar a cabeça no regaço delas. Era muito bom. Era sim. Continue lendo “As treze avós indígenas, por José Ribamar Bessa Freire”

Ler maisAs treze avós indígenas, por José Ribamar Bessa Freire

De absurdo em absurdo: “Audiência discute transposição do Rio Tocantins para o São Francisco”

Audiência ocorreu nesta sexta (15) na Câmara de Vereadores de Petrolina. Projeto recebeu muitas críticas, principalmente dos ambientalistas.

G1 Petrolina

Uma audiência pública foi realizada nesta sexta-feira (15) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O encontro, que aconteceu na Câmara de Vereadores, foi para discutir a interligação do Rio Tocantins com o São Francisco e esclarecer os detalhes do projeto que é de autoria do deputado federal Gonzaga Patriota [PSB PE]. Continue lendo “De absurdo em absurdo: “Audiência discute transposição do Rio Tocantins para o São Francisco””

Ler maisDe absurdo em absurdo: “Audiência discute transposição do Rio Tocantins para o São Francisco”

Racismo na Globo revolta alunos e professores

Um comentário do jornalista Alexandre Garcia, ex-porta-voz da ditadura militar, na Globo do Distrito Federal, provoca imensa revolta em alunos e professores de escolas públicas, bem como na comunidade acadêmica. Garcia afirmou que os cotistas que entram na Universidade de Brasília (UnB) não possuem méritos e estão lá por “pistolão”, muito embora estudos comprovem que os cotistas vêm tendo desempenho melhor do que os não cotistas. “Quem ascendeu na carreira com favores e migalhas dos plutocratas só pode enxergar nos outros os vícios que carrega”, diz o estudante João Marcelo; a professora Flávia Helen, que atua na rede pública do Distrito Federal, avisa: “É só o começo. Nós vamos invadir sua praia e você será atendido por médicas e advogados negros” Continue lendo “Racismo na Globo revolta alunos e professores”

Ler maisRacismo na Globo revolta alunos e professores

Proteção de terras indígenas em RO e MT recebe R$ 8 milhões

BNDES aprovou a liberação de recursos do Fundo Amazônia para a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé

Portal Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a liberação de R$ 8,2 milhões do Fundo Amazônia para a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé implementar os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das Terras Indígenas (TIs) Igarapé Lourdes e Zoró. São terras indígenas que ficam entre Rondônia e Mato Grosso.

Situadas no Corredor Etnoambiental Tupi-Mondé, essas terras indígenas correspondem a uma área de 541 mil hectares, na qual vivem 1,5 mil indígenas de três etnias. As regiões sofrem constantes ameaças de invasores interessados em retirar madeira ou realizar atividades de pesca nos rios daquela área, e esta é uma das ameaças que serão enfrentadas com a concretização do plano.

Além da instalação de um sistema de vigilância territorial, serão realizadas ações para fortalecer cadeias de produção sustentável, que produzirão farinha de mandioca, banana e peixes, e a construção de um Centro de Referência Indígena, onde funcionará um “Museu da Memória” e uma “Maloca Digital”. Esse Centro tem a finalidade de proporcionar uma infraestrutura de uso coletivo para fortalecimento da cultura indígena das comunidades.

Integridade

A Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé é uma Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) cuja missão é buscar a harmonia entre o elemento humano e a natureza, preservar a integridade dos povos indígenas e sua cultura e contribuir para o desenvolvimento ambiental sustentável. A associação atua em Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e Pará.

As atividades da associação incluem, entre outras, a elaboração e o desenvolvimento de planos de gestão de terras indígenas e de manejo de florestas, de projetos de vigilância e fiscalização de terras indígenas e de parques nacionais, laudos de impacto ambiental, apoio à produção, educação ambiental, avaliações ecológicas, desenvolvimento de projetos de carbono e de políticas públicas.

Ler maisProteção de terras indígenas em RO e MT recebe R$ 8 milhões

Vila Autódromo às vésperas de violentos abusos de Direitos Humanos? Comunidade acorda com a Tropa de Choque e um novo muro

No RioOnWatch

Nesta quarta-feira, 13 de janeiro, a Vila Autódromo acordou por volta das 7 horas da manhã e encontrou, em torno do bairro que hoje é lar para algumas dezenas de famílias, um grande número de policiais da Tropa de Choque do Rio, teoricamente a polícia apropriada para o controle de grandes distúrbios em manifestações civis e eventos públicos. Os moradores não tiveram nenhum aviso que eles estariam lá ou o que estava para acontecer. Na falta de informações, os moradores temiam uma repetição da tentativa de demolição, a mesma ocorrida em junho passado, que resultou em conflito com a Guarda Municipal e pelo menos seis feridos. Continue lendo “Vila Autódromo às vésperas de violentos abusos de Direitos Humanos? Comunidade acorda com a Tropa de Choque e um novo muro”

Ler maisVila Autódromo às vésperas de violentos abusos de Direitos Humanos? Comunidade acorda com a Tropa de Choque e um novo muro