A verdade vai sendo desenterrada no grande sertão

Mais que investigar crimes da ditadura, Comissão da Verdade do Grande Sertão, no norte de Minas Gerais, irá às origens das injustiças fundiárias e ajudará povos tradicionais a retomar o seu lugar

por Ana Mendes, texto e fotos, para a Revista do Brasil / Rede Brasil Atual

Tiros na boca da noite. Em 1967, um grupo de camponeses no sertão mineiro resolveu resistir e lutar pela terra. Seis foram assassinados. “A gente só queria trabalhar, tudo trabalhador”, conta Ursulino Pereira Lima, o seu Sula, hoje com 94 anos. Além dele, restam poucos para narrar os fatos do episódio que ficou conhecido como o Massacre dos Posseiros de Cachoeirinha, em Verdelândia, norte de Minas Gerais. O velho Jadé de Paula, estirado na cama, com câncer de estômago, quer falar, mas só lhe sai uma palavra por vez – o que cabe em uma tragada de ar. Tinha polícia fardada lá? “Muita.” Jadé morreria dois dias depois de conversar com a reportagem, em 3 de setembro. Mas sua história está agarrada. Enraizou. Continue lendo “A verdade vai sendo desenterrada no grande sertão”

Ler maisA verdade vai sendo desenterrada no grande sertão

Nota de alunos que ingressam na UFMG pela cota já supera a dos não cotistas no último vestibular

Cotistas que garantiram uma vaga na UFMG neste ano obtiveram notas superiores às de não cotistas que fizeram o vestibular em 2013. Exceção foi apenas um curso

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas

Co­tis­tas que che­gam à Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral de Mi­nas Ge­rais (UFMG) ob­ti­ve­ram no­tas su­pe­rio­res às dos não co­tis­tas in­gres­san­tes em 2013, úl­ti­mo ano em que o ves­ti­bu­lar foi a por­ta de en­tra­da pa­ra uma das maio­res ins­ti­tui­ções pú­bli­cas do Bra­sil, se­gun­do le­van­ta­men­to das no­tas de cor­tes dos úl­ti­mos qua­tro anos a que o Es­ta­do de Mi­nas te­ve aces­so, em pra­ti­ca­men­te to­dos os cur­sos. A úni­ca ex­ce­ção foi en­ge­nha­ria de pro­du­ção, ain­da as­sim, com di­fe­ren­ça de me­nos de um pon­to. Em um dos cur­sos mais con­cor­ri­dos da Fe­de­ral, os co­tis­tas ti­ve­ram que al­can­çar a no­ta mí­ni­ma de 750,02 pon­tos pa­ra ga­ran­tir uma va­ga em me­di­ci­na, pon­tua­ção su­pe­rior à que a am­pla con­cor­rên­cia con­quis­tou em 2013, de 685,3 pon­tos (ve­ja abai­xo). Continue lendo “Nota de alunos que ingressam na UFMG pela cota já supera a dos não cotistas no último vestibular”

Ler maisNota de alunos que ingressam na UFMG pela cota já supera a dos não cotistas no último vestibular

Funai vai passar o chapéu, por Egon Heck

A Funai (Fundação Nacional do Índio) vai recorrer a países como Estados Unidos, Alemanha e Noruega para reforçar o seu caixa em 2016. A decisão, confirmada pelo presidente da instituição, João Pedro Gonçalves, acontece após cortes no orçamento reduzirem os recursos da Funai ao menor nível em quatro anos” (UOL, 13/01/16).

CIMI

Por ocasião da criação da Funai, no final de 1967, uma questão central debatida foi que caráter teria o órgão indigenista. Seria um órgão de Estado, que nesse caso garantiria os recursos para funcionamento, ou seria uma fundação, com possibilidade de captação de recursos de diversas fontes, privadas ou públicas, nacionais ou internacionais? Prevaleceu a segunda hipótese, sendo por isso denominada de Fundação Nacional do Índio. Continue lendo “Funai vai passar o chapéu, por Egon Heck”

Ler maisFunai vai passar o chapéu, por Egon Heck

Prefeito Eduardo Paes promete que Vila Autódromo permanecerá e afirma que urbanização das favelas foi um sucesso

Cerianne Robertson – RioOnWatch

Na terça-feira, 16 de janeiro, o Prefeito Eduardo Paes recebeu perguntas de um grupo de aproximadamente 80 pessoas no OsteRio, evento organizado pela revista virtual Vozerio e o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS).

O tom do encontro foi amigável, porém muitas perguntas foram críticas. A discussão abrangeu tópicos desde a Vila Autódromo e o legado das Olimpíadas para as favelas do Rio, tanto quanto a violência urbana, os investimentos da cidade em museus e a escolha do prefeito para o candidato que o sucederá, Pedro Paulo, que nega acusações de violência doméstica contra sua esposa. Continue lendo “Prefeito Eduardo Paes promete que Vila Autódromo permanecerá e afirma que urbanização das favelas foi um sucesso”

Ler maisPrefeito Eduardo Paes promete que Vila Autódromo permanecerá e afirma que urbanização das favelas foi um sucesso

Em busca de uma agenda para a nossa cidade II: A Lapa, por Cândido Grzybowski

Cândido Grzybowski* – Ibase

Finalmente, o calor intenso deu uma amainada e as chuvas voltaram. Muitos, muitíssimos por sinal, de nossos compatriotas gostariam de sol intenso todos os dias – nesta época do ano de baixa intensidade, de férias e pré carnaval – para poder ficar curtindo uma boa praia, um dos comuns fundamentais do Rio e parte da identidade do ser carioca. Bem, o verão já deu muitas chances e voltará a dar dias ensolarados, é uma questão do surpreendente e renovado ritmo da natureza. Está aí um bem comum natural, vivido como tal mas pouco pensado. Só quando aquele câncer da segregação social se impõem é que valentões e racistas não declarados (e temos tantos!) levantam propostas no sentido das praias serem um privilégio de moradoras e moradores da Zona Sul e Barra. Apesar de tais surtos “privatizantes e patrimonialistas”, ouso dizer que, talvez, é na democrática praia que nós, cariocas, melhor praticamos o sentido mesmo de comuns compartidos. Além disto, todas e todos com corpos expostos em sua diversidade, mas cidadãos iguais a seu modo. Continue lendo “Em busca de uma agenda para a nossa cidade II: A Lapa, por Cândido Grzybowski”

Ler maisEm busca de uma agenda para a nossa cidade II: A Lapa, por Cândido Grzybowski

Ações no Tocantins marcam a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Nesta terça-feira (26), em Palmas, acontecerá um seminário sobre Trabalho Escravo Contemporâneo. Em Araguaína, no dia 30, o grupo de jovens do Centro Cultural Casa da Capoeira realizará ações de conscientização nas rodoviárias e no mercado municipal da cidade. Saiba mais:

Fonte: Defesa e Proteção de Tocantins / CPT

Com a finalidade de combater o trabalho escravo contemporâneo e promover os direitos dos trabalhadores tocantinenses, a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Tocantins (Coetrae-TO) – grupo formado por diversas instituições e órgãos, presidido pela Secretaria de Estado de Defesa e Proteção Social (Sedeps) – realizará nesta terça-feira, 26, o Seminário Estadual sobre Trabalho Escravo Contemporâneo, no auditório do Palácio Araguaia, em Palmas, Tocantins, das 8 às 18 horas. Continue lendo “Ações no Tocantins marcam a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo”

Ler maisAções no Tocantins marcam a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

El TPP y los pueblos indígenas

Por Margarita Warnholtz Locht, la Tlacuila – Servindi

El próximo 4 de febrero se firma en Auckland, Nueva Zelanda, el Acuerdo Estratégico Transpacífico de Asociación Económica (TPP por sus siglas en inglés). Después de la firma, iniciarán los procesos de ratificación en los 12 países que conforman el acuerdo, que son Australia, Brunei, Darussalam, Canadá, Chile, Estados Unidos, Japón, Malasia, México, Nueva Zelanda, Perú, Singapur y Vietnam. Esto quiere decir que los poderes legislativos de las respectivas naciones deberán analizarlo, discutirlo y aprobarlo, para que entre en vigor dentro de dos años. Continue lendo “El TPP y los pueblos indígenas”

Ler maisEl TPP y los pueblos indígenas

Cinco razões para não gostar de São Paulo. E uma para amar (muito) a cidade, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Neste aniversário de 462 anos de São Paulo, este post traz cinco razões para não gostar da cidade. Afinal, ela segrega, separa, limita e exclui. Mas um motivo para amar este pedaço de terra e sua gente que nos faz lembrar que as outras cinco razões podem e devem ser mudadas.

Por que não gostar:

1) Qual a chance de você, sendo muito rico em São Paulo, ter no seu círculo de amigos próximos pelo menos a mesma quantidade de negros e de brancos na proporção da sociedade brasileira? E sabendo como funciona a formação de parte de nossa elite (segregando, separando, limitando, excluindo), a chance de um branco fazer contato com um negro quando criança, quebrando os padrões de reprodução social, é mínima. Fiz jornalismo na Universidade de São Paulo e, na época, sem políticas afirmativas étnicas e sociais, só tive uma amiga negra em uma turma de 25 pessoas. Há classes em que dei aula na PUC sem negros. Continue lendo “Cinco razões para não gostar de São Paulo. E uma para amar (muito) a cidade, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisCinco razões para não gostar de São Paulo. E uma para amar (muito) a cidade, por Leonardo Sakamoto

Quantos Ricardinho são mortos pela PM?

Um ano depois, parentes e amigos ainda esperam justiça para o campeão de surfe Ricardinho, assassinado por um policial militar em Santa Catarina

Aline Torres (*), especial para a Ponte Jornalismo

Na casa de Luciane há um canto vazio.

Porção de quarto, antes dividida com os dois irmãos. Agora espaço de memórias, santuário de pranchas. Dizem alguns, quarto de filho morto deve ser desocupado! Mas o que fazer quando há vida pela casa? Nem é preciso fechar os olhos. Nas grades do portão enxerga o moleque arteiro, cinco, seis anos no máximo, a gritar, “ei moço, moço, vai surfar? Me leva também?” Menino danado se deixava levar por qualquer um! Mas também quem lhe faria mal? Não para o Ricardinho da Guarda! Nascido e criado num pequeno paraíso catarinense, a Guarda do Embaú, talhado pelo Rio da Madre, entre o mar e a Serra do Tabuleiro. Balneário do município de Palhoça, com menos de 400 moradores. Artesãos, pescadores, surfistas, pequenos comerciantes, gente que escolheu viver em paz. Continue lendo “Quantos Ricardinho são mortos pela PM?”

Ler maisQuantos Ricardinho são mortos pela PM?

A violência racial se vence com união e luta

Racismo é violência em estado bruto, e é isso que matou bebê kaingang 

por Felipe Milanez — CartaCapital

Um jovem Branco corta a garanta de um bebê índio no colo da sua mãe. Vitor, o bebê Kaingang, morre em seus braços. Se um índio tivesse cortado a garganta de um bebê branco no colo da sua mãe, disse a mãe de Vitor, Sônia da Silva, tudo seria diferente, o Brasil viria abaixo. Continue lendo “A violência racial se vence com união e luta”

Ler maisA violência racial se vence com união e luta