Denuncian serie de asesinatos vinculados a la minería

Servindi

Emigdio Velasco, coordinador de Derechos Humanos del Consejo Regional Indígena del Cauca (CRIC), denunció que una ola de asesinatos, presuntamente vinculados a conflictos mineros, amenaza a las organizaciones indígenas en el departamento del Cauca.

En una entrevista para la emisora RCN, Velasco denunció que seis indígenas fueron asesinados en menos de nueve días, y que suman 1,016 los indígenas amenazados desde junio de 2015. Continue lendo “Denuncian serie de asesinatos vinculados a la minería”

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A história da resistência camponesa na Amazônia

A luta dos camponeses continua, agora pela forma de produzir, por novas formas de comercialização e manufatura e por políticas públicas.

Najar Tubino, Carta Maior

Assentamento Padre Ezequiel, Mirante da Serra (RO) – A marca da luta pela terra ainda está na entrada da antiga fazenda Urupá. Uma guarita construída com tábuas de ipê e areia na parte interna, para segurar bala de fuzil. Os fazendeiros e seus jagunços, com o apoio do governo estadual, municipal e com a omissão do governo federal de Fernando Henrique Cardoso queriam encurralar os sem terra. Montaram cinco guaritas, três delas foram queimadas. Duas ficaram para contar a história da resistência. A ocupação da fazenda começou em 1997 e continuou por quatro anos, com quatro despejos sucessivos. Realizados pela PM com a violência de sempre. Continue lendo “A história da resistência camponesa na Amazônia”

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SP – CDHU desiste de construir duas torres de apartamento para atender removidos por obras do Metrô

Companhia alega não haver demanda, mas urbanistas e afetados por remoções discordam.

Por Gisele Brito, da Redação Brasil de Fato

Depois da remoção de duas comunidades na região do Campo Belo, zona sul de São Paulo, para a construção da linha 17-Ouro do Monotrilho, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) desistiu de construir duas das seis torres que haviam sido planejadas nos terrenos que ficaram vazios após a expulsão das famílias. Para os ex-moradores da área, a CDHU alega que não há demanda para as unidades habitacionais, mas tanto quem vivia ali quanto urbanistas discordam da posição do órgão. Continue lendo “SP – CDHU desiste de construir duas torres de apartamento para atender removidos por obras do Metrô”

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Nota de repúdio frente a casos de violência baseados em racismo e discriminação contra os povos indígenas

A Funai manifesta sua total indignação frente a dois outros casos de violência baseados em racismo e discriminação contra os povos indígenas, ocorridos o último sábado (19). Desta vez, as vítimas foram o estudante Nerlei Fidelis, do povo Kaingang, agredido em Porto Alegre (RS), e a liderança Ceiça Pitaguary, agredida em Maracanaú (CE).

Nerlei Kaingang foi agredido em frente à moradia estudantil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde cursa medicina veterinária. O estudante ingressou na UFRGS por meio do sistema de cotas e, na noite de sábado, foi espancado por um grupo de seis homens. A agressão foi registrada por câmeras de segurança e o estudante relatou que, além dos golpes físicos, os agressores desferiram ataques verbais de cunho racista e discriminatório pelo fato de Nerlei ser indígena e cotista. Continue lendo “Nota de repúdio frente a casos de violência baseados em racismo e discriminação contra os povos indígenas”

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PF investiga crime de ódio contra estudante indígena em Porto Alegre

Aluno da Ufrgs foi agredido em frente à Casa do Estudante

Por Luiz Felipe Mello, Correio do Povo

A agressão a um estudante indígena da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), ocorrida na noite do último sábado em Porto Alegre, será investigada pela Polícia Federal (PF), que já abriu inquérito por tentativa de homicídio e injúria racial. O crime será apurado pela Delegacia de Defesa Institucional.

A violência contra Nerlei Fidelis, 31 anos, de origem Caingangue e cotista do curso de medicina veterinária, foi registrada pelas câmeras de monitoramento da Casa do Estudante, que mostram ao menos seis agressores, que seriam estudantes da própria universidade e da PUCRS. O vídeo foi publicado nas redes sociais e, no Facebook, teve mais de 1,8 mil compartilhamentos, além de 2,8 mil comentários. Continue lendo “PF investiga crime de ódio contra estudante indígena em Porto Alegre”

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Brasil: Erro das narrativas apocalípticas é não lembrar que há um amanhecer

Julián Fuks, um dos expoentes da nova geração de escritores brasileiros, escreveu um artigo a pedido do jornal francês Le Monde sobre a crise brasileira. Ele autorizou a publicação, aqui no blog, antes do texto sair por lá. É uma análise à esquerda, que critica o governo e os protestos, e nos lembra, nesse período difícil, que, apesar das trevas, sempre há um amanhecer. Julián Fuks é autor de livros como A Resistência, Procura do Romance e Histórias de Literatura e Cegueira. 

No blog do Sakamoto

Erro das narrativas apocalípticas é não lembrar que há um amanhecer, por Julián Fuks

Um alarido ensurdece a cidade. Afasto-me da escrivaninha onde não tenho conseguido produzir nada, afasto-me deste texto que ainda não dispõe sequer de uma palavra, e observo o ruído intenso a se criar. Pela janela vejo sacadas ocupadas por homens e mulheres eufóricos, seus rostos brancos contorcidos pela raiva, seus olhos ofuscados pelo brilho das panelas que eles batem com alarde. Quero lhes pedir que parem, quero lhes dizer algo forte que ainda não me ocorre, uma ânsia de palavras me convoca, mas sei quanto é inútil falar. No Brasil das panelas, ouvir é uma virtude em falta. Este país que grita tem pouco ou nada a dizer, quer apenas emudecer tudo quanto lhe desagrade. No país das panelas, discordar é a ofensa mais grave – ninguém quer aceitar qualquer dúvida que possa abalar tantas verdades tácitas. Continue lendo “Brasil: Erro das narrativas apocalípticas é não lembrar que há um amanhecer”

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Pesquisas podem ajudar a salvar línguas indígenas da extinção

Por Diego Freire, na Agência FAPESP

No Brasil são faladas, pelo menos, 181 línguas indígenas. Mas esse número já foi bem maior – estima-se que, antes da chegada dos europeus, mais de 1.500 línguas fossem faladas no território que viria a se tornar o país, sendo gradativamente extintas ao longo de cinco séculos. Para compartilhar estratégias de pesquisa que ampliem o conhecimento sobre esse patrimônio linguístico e cultural e ajudem a preservá-lo, mais de 100 cientistas de 10 países estão reunidos desde 21 de março até 2 de abril, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada Putting Fieldwork on Indigenous Languages to New Uses, realizada com o apoio da FAPESP. Continue lendo “Pesquisas podem ajudar a salvar línguas indígenas da extinção”

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Studio-X comemora 5º aniversário com exposições e debates sobre Habitação e Ocupações

No Rio On Watch

Na semana passada, o Studio-X Rio completou cinco anos. O Studio-X Rio é uma parceria entre a Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação (GSAPP) da Universidade de Columbia e a Prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo o seu site, o laboratório de pesquisa é “particularmente interessado em como o intercâmbio cultural, interdisciplinar e multicontinental pode afetar e informar, mutuamente uns aos outros, frente às transformações urbanas em curso na cidade, no país e na América Latina”.

Para comemorar seus cinco anos no Rio, o Studio-X organizou duas exposições, incluindo “Lutar, Ocupar, Resistir: As Alternativas Habitacionais dos Movimentos Sociais“, que aborda o passado, o presente e o futuro da habitação pública em cidades de todo o Brasil, incluindo as inovadoras práticas de base tais como as ocupações urbanas. A celebração dos cinco anos também incluiu uma série de palestras, destacando uma palestra expondo uma visão geral sobre a habitação social no Brasil e uma mesa redonda sobre ocupações urbanas. Continue lendo “Studio-X comemora 5º aniversário com exposições e debates sobre Habitação e Ocupações”

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Um sopro de legalidade

Por Gustavo Roberto Costa, em Justificando

Na semana passada assistimos, atônitos (ao menos os que têm verdadeiro compromisso com a Constituição Federal), a uma série de arbitrariedades e ilegalidades, vindas da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Interceptações telefônicas, algumas das quais captadas após a decisão judicial que determinou seu encerramento e outras que nada tinham a ver com as investigações, foram publicadas na mídia nacional, expondo indevidamente a intimidade e a vida privada de várias pessoas, ao arrepio do ordenamento jurídico. Sob a desculpa de se combater ilegalidades, praticaram-se ilegalidades. O Poder Judiciário igualou-se àqueles que pretende responsabilizar. Mas, nesta semana, a esperança voltou a rondar a vida política do país.

A violação a dispositivos legais e constitucionais é cristalina. Continue lendo “Um sopro de legalidade”

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Interceptaram nossos direitos e garantias. Defesa do Estado Democrático de Direito

Por Rodrigo de Medeiros Silva, no Estado de Direito

Os atos do juiz Sérgio Moro e de juízes como de Itagiba Catta Preta Neto trouxeram este mês o debate sobre direitos e garantias fundamentais. As interceptações telefônicas, a utilização direcionada da mídia, o princípio da presunção de inocência relativizado… estas e outras questões ocupam os meios de comunicação e as conversas diárias do povo brasileiro.

Primeiramente, reputa-se importante o debate sobre as instituições do sistema de justiça. Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública não podem ficar à parte do controle social, pois ou servirão a interesses estranhos às funções destas instituições e/ou a interesses corporativos. Contudo, os episódios que enchem as manchetes dos grandes veículos de comunicação não tratam disto. Tratam, na verdade, se a atuação dos mesmos está condizente com as funções postas para a defesa do Estado Democrático de Direito. Continue lendo “Interceptaram nossos direitos e garantias. Defesa do Estado Democrático de Direito”

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