Em vídeo com trabalhadores, Samarco faz o que não deve ser feito: escárnio, por Alceu Luís Castilho

Mineradora subestima inteligência dos brasileiros e utiliza de forma torpe imagem de funcionários para tentar salvar a pele; e troca pagamento de multas por publicidade

Em Outras Palavras

Bastaram cem dias após a catástrofe socioambiental em Mariana para a Samarco (Vale, BHP Billiinton) apostar na falta de memória e subestimar a capacidade de inteligência de cada brasileiro, em uma série de vídeos com trabalhadores que participam da recuperação – ou do que a empresa quer que a gente acredite que seja um esforço de recuperação – do Rio Doce. As peças publicitárias, veiculadas em TV aberta, revistas e jornais de grande circulação, assustam pela alta dose de escárnio. Continue lendo “Em vídeo com trabalhadores, Samarco faz o que não deve ser feito: escárnio, por Alceu Luís Castilho”

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Samarco tenta tirar nome da lama com campanha publicitária, por Rafael Vazquez

Empresa vai à mídia com funcionários que ajudam vítimas de desastre

Por Rafael Vazquez, na PropMark

A propaganda é uma ferramenta poderosa de comunicação e, por ter um caráter atrelado à liberdade de expressão, é utilizada livremente por qualquer um que queira propagar sua mensagem – desde que não desrespeite diretamente a autorregulamentação do setor. Valendo-se disso, a Samarco está na mídia ocupando espaços publicitários para tentar reduzir os danos negativos que sua responsabilidade no desastre ambiental de Mariana, em Minas Gerais, causou à imagem da companhia. Continue lendo “Samarco tenta tirar nome da lama com campanha publicitária, por Rafael Vazquez”

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Nota de repúdio e indignação referente à campanha da empresa Samarco, veiculada em horário nobre na TV

Nota de repúdio e indignação referente à campanha “É sempre bom olhar para todos os lados”, da empresa Samarco, veiculada em horário nobre na TV

“É sempre bom olhar para todos os lados”. Esta é a frase que estampa a página da Samarco (leia-se: Vale e BHP Billiton) depois de ter um tempo precioso – e caro – em horário nobre na televisão brasileira para apresentar supostos e questionáveis benefícios após 102 dias do maior acidente ambiental da história do Brasil: o rompimento da barragem do Fundão, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em Minas Gerais. Continue lendo “Nota de repúdio e indignação referente à campanha da empresa Samarco, veiculada em horário nobre na TV”

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MPF ajuíza ações civis para garantir proteção de bens culturais em licenciamento ambiental

Norma editada pelo Iphan desconsiderou bens que podem ser postos em risco durante processo de licenciamento

MPF

Em ação coordenada, a Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta quarta-feira, 17 de fevereiro, ações em dois estados para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) corrija instrução normativa (IN 01/2015) que estabelece procedimentos administrativos a serem observados pelo órgão nos processos de licenciamento ambiental. As ações fazem parte da estratégia do MPF para revisão da norma que regulamenta a atuação da autarquia na temática. O Grupo de Trabalho Patrimônio Cultural, responsável pelas ações, questiona judicialmente dois pontos da regulamentação. Continue lendo “MPF ajuíza ações civis para garantir proteção de bens culturais em licenciamento ambiental”

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Pedro, Pedra e Dom – 88 anos de Dom Pedro Casaldáliga

Cimi

Ontem, 16 de fevereiro, Dom Pedro Casaldáliga completou 88 anos. Nascido em Balsareny, na província catalã de Barcelona, Pedro vive no Brasil desde 1968. Veio para o país para atuar como missionário em São Félix do Araguaia e, ao conhecer a realidade dos povos indígenas, passou a atuar na luta pelo reconhecimento de seus direitos, participando da fundação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na década de 1970. Continue lendo “Pedro, Pedra e Dom – 88 anos de Dom Pedro Casaldáliga”

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Cala a boca, jornalista!

Por Elaine Tavares, Palavras Insurgentes

Ser jornalista é padecer. A profissão é, sem qualquer dúvida, filha do capitalismo. Nasce para “embelezar” o anúncio das mercadorias e com o andar da carruagem acaba fazendo do jornalismo também mercadoria. Mas, como bem diz Adelmo Genro Filho, que pensou uma teoria marxista do jornalismo, pode ser bem mais do que isso. Na sua forma/mercadoria está contida a contradição e, por isso mesmo, vez em quando, seja por ação do jornalista ou da realidade mesma, ele assume a forma conhecimento. E é aí que pode gerar o pensamento crítico, instrumento único da transformação.  Continue lendo “Cala a boca, jornalista!”

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O tiro saiu pela culatra: Samarco tenta melhorar imagem com comercial e internautas se revoltam

A empresa responsável pela barragem que se rompeu em Mariana (MG) veiculou uma peça publicitária na TV, em horário nobre, em que utiliza trabalhadores da companhia para mostrar “o outro lado” da empresa; nas redes, internautas não se comoveram: “Samarco gasta dinheiro em horário nobre enquanto se recusa a ajudar as vítimas”

Por Revista Fórum

Responsável pela construção e administração da barragem que se rompeu em Mariana (MG) no ano passado e que causou o maior desastre ambiental do país, a mineradora Samarco vem tentando, por meio de uma peça publicitária, melhorar sua imagem diante da sociedade. Em comercial que começou a ser veiculado na TV em horário nobre no último domingo (13), a companhia tenta sensibilizar as pessoas utilizando funcionários da empresa para, de forma “humanizada”, mostrar “o outro lado” e os supostos esforços que vem desempenhando para recuperar a água do Rio Doce e amenizar os impactos causados pelo mar de lama que invadiu Minas Gerais e Espírito Santo. Continue lendo “O tiro saiu pela culatra: Samarco tenta melhorar imagem com comercial e internautas se revoltam”

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Samarco tem até hoje para entregar complementação do Plano Ambiental do Rio Doce

Da Agência Brasil

A Samarco tem até hoje (17) para entregar as complementações e atualizações exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Plano de Recuperação Ambiental da região afetada pelo desastre em Minas Gerais. A exigência foi feita por meio de ofício no dia 27 de janeiro.

De acordo com a análise do Ibama, o plano foi considerado “genérico e superficial” e “não especifica, por exemplo, as espécies da flora que foram afetadas, quantas se encontram em risco de extinção ou quantas têm distribuição restrita nos locais atingidos pela lama”. O documento também não inclui a altura da lama depositada nas margens, subestima o impacto da tragédia na fauna aquática e faz uma abordagem superficial dos impactos na fauna terrestre. De acordo com a avaliação, a empresa “minimiza todos os impactos ambientais da ruptura da barragem”. Continue lendo “Samarco tem até hoje para entregar complementação do Plano Ambiental do Rio Doce”

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Corrida marca 40 anos da morte sob tortura do operário Manoel Fiel Filho, no DOI-Codi SP

Metalúrgico foi assassinado no DOI-Codi em janeiro de 1976. Durante 40 dias, jornalista e maratonista percorrerá lugares em São Paulo que lembram a trajetória do trabalhador

Por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – Uma caminhada de três quilômetros entre a sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no bairro da Liberdade, e o local onde funcionou o DOI-Codi, na Vila Mariana, na manhã de hoje (17), abriu o primeiro dos 40 dias em que será lembrada a morte do operário Manoel Fiel Filho, em janeiro de 1976. A partir de amanhã, o jornalista e maratonista gaúcho Rodolfo Lucena vai correr e percorrer vários locais da capital paulista que fazem referência à trajetória do metalúrgico, cujo assassinato resultou na derrubada do comando do 2º Exército e em nova crise dentro do governo ditatorial. Continue lendo “Corrida marca 40 anos da morte sob tortura do operário Manoel Fiel Filho, no DOI-Codi SP”

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CDH aprova organização própria da educação para os indígenas

Sergio Vieira, Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou o projeto (PLS 737/2015), de Telmário Mota (PDT-RR), que institui os territórios étnico-educacionais (TEE) como forma facultativa de organização da educação escolar indígena.

Na justificativa, Telmário lembra que os TEEs compreendem terras indígenas, ainda que descontínuas, que sejam ocupadas por povos que mantêm relações inter-societárias caracterizadas por raízes históricas, relações políticas e econômicas, filiações linguísticas e práticas culturais compartilhadas. Esses territórios, estabelecidos após ampla discussão, podem proporcionar a eles a oportunidade de participar da definição dos caminhos pedagógicos a serem percorridos. Continue lendo “CDH aprova organização própria da educação para os indígenas”

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