IA adiciona novas camadas de risco à desinformação nas eleições 2026, diz pesquisadora

Diretora do InternetLab explica como usuários consomem, checam e desconfiam de conteúdos políticos gerados por IA

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Mariama Correia, em Agência Pública

A desinformação eleitoral não é novidade no Brasil. Desde pelo menos 2018, campanhas digitais, disparos em massa, boatos em aplicativos de mensagem e disputas judiciais sobre conteúdos falsos fazem parte do cenário político. O que muda, com a proximidade das eleições deste ano, é a incorporação acelerada da inteligência artificial (IA), sobretudo a generativa, tanto na produção de textos, imagens, vídeos e áudios quanto no próprio consumo e checagem de informações. Continue lendo “IA adiciona novas camadas de risco à desinformação nas eleições 2026, diz pesquisadora”

Ler maisIA adiciona novas camadas de risco à desinformação nas eleições 2026, diz pesquisadora

‘Depois da Venezuela, Trump vai tentar influenciar eleições no Brasil, mas pode prejudicar a direita’, diz especialista americano

“O único que é grande o suficiente (na América Latina) para parar Trump e dizer ‘chega’ aos EUA é o Brasil”, diz Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, em Washington

por Marcia Carmo, em BBC News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar “se metendo” nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3/1). Continue lendo “‘Depois da Venezuela, Trump vai tentar influenciar eleições no Brasil, mas pode prejudicar a direita’, diz especialista americano”

Ler mais‘Depois da Venezuela, Trump vai tentar influenciar eleições no Brasil, mas pode prejudicar a direita’, diz especialista americano

Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

Donald Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, ameaçaram diretamente Cuba, Colômbia e México após atacarem ilegalmente a Venezuela e derrubarem seu presidente.

por Francesca Cicardi, Camilo Sánchez e Mercedes López San Miguel, em El Diario / IHU

Qualquer governo que se oponha aos Estados Unidos ou seja considerado hostil pela administração Trump estará preocupado neste momento. Washington está de olho em alguns deles e, após o ataque ilegal de Washington à Venezuela e o sequestro de Maduro, as ameaças se intensificaram contra alguns dos vizinhos da região — e outros mais distantes, como a Dinamarca. Continue lendo “Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA”

Ler maisTrump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

A vitória incompleta contra o marco temporal. Por Deborah Duprat e Renata Vieira

“Não surpreende que a corte tenha rejeitado o marco temporal. O problema está no que veio junto. Mesmo reconhecendo que os direitos territoriais indígenas são direitos fundamentais e cláusulas pétreas, o STF optou por subordiná-los a um instituto clássico do direito civil: o direito de retenção. Pela lógica adotada, o particular não indígena pode permanecer na terra até receber integralmente a indenização que reivindica”, escrevem Deborah Duprat e Renata Vieira*, em artigo publicado por Folha de S. Paulo e reproduzido por André Vallias no seu Facebook

IHU

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a enterrar o marco temporal, mas não conseguiu se livrar de seus fantasmas. Nas últimas semanas, o tema reassumiu o centro do debate em Brasília com a aprovação da PEC 48/2023 pelo Senado, na véspera do julgamento da constitucionalidade da lei 14.701/2023. O gesto reacendeu um pesadelo antigo dos povos indígenas: a tentativa de submeter o reconhecimento de seus territórios a uma data arbitrária, 5 de outubro de 1988. Continue lendo “A vitória incompleta contra o marco temporal. Por Deborah Duprat e Renata Vieira”

Ler maisA vitória incompleta contra o marco temporal. Por Deborah Duprat e Renata Vieira

“O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

IHU

Manuel Castells (Hellín, Albacete, 1942) afirma que a história contemporânea está repleta de paradoxos, algo que condiz com alguém de temperamento vital e que busca conciliar suas próprias contradições. Ele é um intelectual — o sociólogo espanhol mais citado no mundo — mas esteve nas barricadas de Maio de 68 na França. É anarquista de coração, mas foi ministro das Universidades. Dedicou sua grande obra, A Era da Informação, uma trilogia visionária que em breve completará 30 anos, à internet, mas não utiliza redes sociais. Desconfia das estruturas de poder, mas é católico. Continue lendo ““O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells”

Ler mais“O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

O mundo depois dos EUA em Caracas? Sobre “soberania”, força e o colapso das regras internacionais. Por Sérgio Botton Barcellos

A operação militar conduzida pelos Estados Unidos contra a Venezuela, na madrugada de 3 de janeiro de 2026, ultrapassou em muito os limites de uma intervenção regional. Ela se impôs como um ponto de inflexão da geopolítica global na atualidade, devendo ser compreendida não como um episódio isolado, mas como o primeiro teste concreto da chamada “ordem mundial multipolar”. O sequestro do presidente Nicolás Maduro, sob o pretexto de “combate ao narcoterrorismo”, representou a aplicação prática de uma nova e agressiva doutrina de segurança norte-americana para o Hemisfério Ocidental. Trata-se de um marco que redesenha não apenas o equilíbrio regional na América Latina, mas os próprios limites da soberania, do direito internacional e da autonomia latino-americana. Continue lendo “O mundo depois dos EUA em Caracas? Sobre “soberania”, força e o colapso das regras internacionais. Por Sérgio Botton Barcellos”

Ler maisO mundo depois dos EUA em Caracas? Sobre “soberania”, força e o colapso das regras internacionais. Por Sérgio Botton Barcellos

O sequestro de Maduro e a terceira onda colonial. Por Vladimir Safatle

Por Vladimir Safatle*, em A Terra é Redonda

O colonialismo 3.0 não disfarça mais: suas razões são a pilhagem, e sua lógica, a força bruta. Resta-nos responder com a clareza de quem sabe que a próxima fronteira do império é nosso próprio quintal

1.

Entre 1884 e 1885, as principais potências ocidentais se reuniram em Berlim para decidir como elas partilhariam o território africano entre si. O evento foi conhecido como “Conferência do Congo”. Não faltaram discursos edificantes sobre tirar tais países da servidão, do atraso, a fim de trazer o progresso e a liberdade. O resultado final foi a consolidação de uma segunda fase do processo colonial europeu, que durou até os anos setenta do século passado, quando as coloniais portuguesas na África, as últimas pertencentes a uma potência europeia, enfim se libertaram. Durante esse quase um século, os africanos e asiáticos conheceram bem o que o “progresso e a liberdade” europeus efetivamente significavam. Saque de suas riquezas, genocídios, massacres administrativos, humilhação colonial. Nada muito diferente do que eles haviam feito séculos antes nas Américas, neste momento em que, pela primeira vez, o direito europeu se impôs como direito global. Continue lendo “O sequestro de Maduro e a terceira onda colonial. Por Vladimir Safatle”

Ler maisO sequestro de Maduro e a terceira onda colonial. Por Vladimir Safatle

Venezuela: por que os EUA podem fracassar. Por Pedro Paulo Zahluth Bastos

O sequestro de Maduro reduz, mas não elimina a força do chavismo na Venezuela. Tampouco resolve o declínio hegemônico dos Estados Unidos. E Washington não é capaz de oferecer oportunidades de desenvolvimento que compitam com a alternativa chinesa

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos, em Outras Palavras

1. A crônica de um ataque anunciado

A intervenção militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, culminando no sequestro de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, vem sendo preparada há muito tempo. Em artigo publicado na Carta Capital em fevereiro de 2019, intitulado “Donald Trump, o fim do globalismo e a crise na Venezuela”, argumentei que o então presidente revelava com franqueza inédita os verdadeiros objetivos do imperialismo estadunidense: não a defesa da democracia ou dos direitos humanos, nem o respeito (seletivo) de tratados internacionais pautados na ideologia liberal, mas o controle sobre recursos com valor estratégico e econômico. Já naquele momento, Trump criticava abertamente seus antecessores por não terem “tomado o petróleo” da Venezuela ou do Iraque, ou as terras raras do Afeganistão, explicitando uma lógica predatória que o discurso liberal tradicionalmente dissimulava. Continue lendo “Venezuela: por que os EUA podem fracassar. Por Pedro Paulo Zahluth Bastos”

Ler maisVenezuela: por que os EUA podem fracassar. Por Pedro Paulo Zahluth Bastos

Para evitar uma derrota histórica. Por Tiaraju Pablo D’Andrea

O recado de Trump está dado há muito: sua política imperialista e neocolonial não tem limites, sua intenção é roubar riquezas naturais e subjugar povos. Mas a trajetória de revoltas da Venezuela, e seu embrião de poder comunal, sugerem que nada está escrito

Por Tiaraju Pablo D’Andrea*, em Outras Palavras

A exploração e exportação do petróleo durante todo o século XX transformou a Venezuela em um dos países com maior PIB da região. No entanto, a riqueza oriunda do petróleo nunca foi distribuída no país. Os recursos ficavam nas mãos da burguesia venezuelana, muito rica, que ia de jatinho passar os finais de semana em Miami. Continue lendo “Para evitar uma derrota histórica. Por Tiaraju Pablo D’Andrea”

Ler maisPara evitar uma derrota histórica. Por Tiaraju Pablo D’Andrea

Venezuela: Resistência ao ataque brutal. Por Carla Ferreira

Após sequestrar Maduro, Trump assume cobiça pelo petróleo. Bombardeios visam os centros da resistência armada e popular — mas a luta não acabou. Episódio indica: é preciso colocar em pauta já, também no Brasil, ruptura das relações de dependência com os EUA

Por Carla Ferreira*, em Outras Palavras

O bombardeio aéreo do governo Donald Trump, dos EUA, na madrugada deste 3 de janeiro de 2026, ao território venezuelano, para sequestrar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, a fim de forçar pelas armas uma mudança de regime, viola a soberania da América Latina e tem um profundo significado para o Brasil e o mundo. A intervenção armada, e também a reação venezuelana em curso, marcam uma inflexão nas relações internacionais em escala mundial. O governo bolivariano segue de pé. Continue lendo “Venezuela: Resistência ao ataque brutal. Por Carla Ferreira”

Ler maisVenezuela: Resistência ao ataque brutal. Por Carla Ferreira