Queda na popularidade de Lula, apesar de avanços econômicos, mostra: sem disputar a hegemonia política, esquerda pode virar peça do sistema. Poder real passa pela disputa da cultura, meio de comunicação e narrativas religiosas, como ensinava pensador italiano
Após as derrotas sofridas pelo governo no Congresso recentemente (a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF e a derrubada do veto da lei da dosimetria), várias foram as análises das causas destes episódios. Em geral, as análises se centram nos impactos possíveis nas eleições de outubro deste ano. Aliado a este episódio imediato, outras preocupações permeiam o campo progressista, em particular o dilema do porquê os indicadores econômicos serem razoavelmente positivos (crescimento do PIB, redução das taxas de desemprego, medidas positivas tomadas pelo governo) e a popularidade do presidente Lula continuar patinando.
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