Demora em desintrusão faz crescer tensão na TI Cachoeira Seca, dos Arara

STF determina que União apresente em 90 dias o plano de retirada de invasores que ameaçam os indígenas Arara, no Pará. Lideranças alertam que estão recebendo ameaças e que estão sendo assediadas por políticos e fazendeiros. Ministério dos Povos Indígenas afirma que já prepara o plano de desintrusão

Por Cristina Ávila, da Amazônia Real

Brasília (DF) – “Até a Funai está com medo. A Funai faz a fogueira, joga a gente dentro, pra queimar, e fica de fora. Eu posso até contar o que está acontecendo, mas não coloca o meu nome aí. Tenho medo. Os invasores estão furiosos, tem um bocado deles pela estrada”, relata uma liderança da Terra Indígena Cachoeira Seca. 

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Com base no Marco Temporal, decisão judicial ordena despejo de terra indígena Pataxó demarcada em 2024

Na Aldeia Velha, há escola, posto de saúde e sítios arqueológicos; Ahnã Pataxó afirma que comunidade não desocupará área

Por Gabriela Carvalho, Lucas Salum e Maria Teresa Cruz, Brasil de Fato

A Justiça Federal determinou o prazo de 60 dias para o despejo de cerca de 650 famílias indígenas Pataxó de uma área de 1.275 hectares da Terra Indígena Aldeia Velha, já demarcada e homologada pelo governo federal em 2024. A comunidade abriga escola com 235 estudantes, posto de saúde, sítios arqueológicos, manguezais e uma importante faixa remanescente de Mata Atlântica preservada no sul da Bahia, região de Porto Seguro.

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Raoni faz transição para dieta oral e tem evolução no quadro de saúde

Líder indígena respira sem a ajuda de aparelhos

Agência Brasil

Boletim médico divulgado nesta terça-feira (23) informa que o Cacique Raoni iniciou transição para dieta oral. O quadro geral de saúde do líder indígena também apresenta evolução.

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Junho Ambiental: a pedido do MPF, Justiça determina medidas emergenciais após desastre em garimpo no Amapá

Decisão determina ações imediatas para conter danos ambientais e reduzir riscos decorrentes de rompimento de barragem clandestina de rejeitos

Procuradoria da República no Amapá

A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou, em caráter urgente, que a União, o estado do Amapá, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o município de Pedra Branca do Amapari adotem medidas imediatas e em conjunto para conter os danos e reduzir os riscos causados pelo rompimento de uma barragem de rejeitos clandestina no Garimpo São Domingos.

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A pedido do MPF, Justiça Federal suspende extração mineral em terra indígena no sul do Amazonas

Decisão proibiu empresa, sócios e município de Boca do Acre de retirar minério usado em pavimentação de estradas e ruas sem autorização

Procuradoria da República no Amazonas

Após ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Amazonas determinou a suspensão imediata de toda atividade de extração mineral no interior da Terra Indígena Boca do Acre, no sul do estado. A decisão atendeu a um pedido de tutela de urgência (liminar) feito pelo MPF e atinge a empresa Compasso Construções, Terraplanagem e Pavimentação, seus dois sócios, o indígena apontado como possuidor da área e o município de Boca do Acre (AM).

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Exclusivo: Foragido da Justiça brasileira, Alexandre Ramagem abriu empresa nos EUA

Negócio foi registrado no dia 6 de janeiro na Flórida, quatro meses depois de o ex-deputado fugir do Brasil

Por Alice Maciel, ICL Notícias, Natalia Viana, Ken Silverstein, Agência Pública

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ) abriu uma empresa nos Estados Unidos (EUA) quatro meses depois de fugir do Brasil, após ter sido condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O registro do negócio, obtido pela Agência Pública e ICL Notícias, foi feito em 6 de janeiro de 2026, no estado da Flórida.

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Florianópolis tem mais dois territórios pesqueiros reconhecidos

No Incra

A proteção do território destinado à pesca artesanal em Florianópolis, capital catarinense, ganhou reforço com a publicação de duas novas portarias em que o Incra cria Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) pesqueiros na Ponta do Coral e na Praia de Furnas.

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MPF obtém decisão favorável em ação que protege a Serra do Curral em Belo Horizonte (MG)

Justiça Federal confirma que grandes projetos na Mata Atlântica exigem dupla checagem ambiental e proíbe mineradora de retirar vegetação sem autorização federal

Procuradoria da República em Minas Gerais

A Justiça Federal acolheu os pedidos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou que o licenciamento do Complexo Minerário Serra do Taquaril, na Serra do Curral, em Minas Gerais, não pode avançar sem a aprovação técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A sentença obriga a mineradora Taquaril Mineração S.A. (Tamisa) a interromper qualquer retirada de vegetação na área até que o órgão federal analise e autorize formalmente o impacto ambiental no bioma Mata Atlântica.

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Super El Niño: As cidades brasileiras estão preparadas?

Fenômeno pode chegar até 2027 e o governo tenta se preparar. Mas impera a lógica reativa – e o negacionismo acossa municípios. Caminho para evitar o ciclo de tragédias anunciadas passa por outros paradigmas de articulação na esfera pública e organização comunitária

Por Sérgio Botton Barcellos, em Outras Palavras

Das grandes inundações às secas agravadas por ondas de calor extremo, o país inteiro, de norte a sul, está à prova — e as cidades, na maioria dos casos, seguem despreparadas. Mais de 85% dos municípios brasileiros carecem de planos de adaptação climática, revelando a frágil capacidade institucional e legislativa para enfrentar os impactos socioambientais. Apenas cidades mais ricas, e com mais de 500 mil habitantes, formularam políticas sobre o tema. Com base em dados do IBGE (2021), pesquisadores calcularam um índice geral de adaptação urbana a partir de 25 indicadores — habitação, mobilidade, produção de alimentos, gestão ambiental e riscos climáticos. Entre as capitais, a disparidade é expressiva: Curitiba, Brasília e São Paulo lideram; Recife, Boa Vista e Aracaju figuram entre as menos preparadas. Porém, é importante sublinhar, a existência de instrumentos ou políticas públicas não garante eficácia — tampouco dá conta das complexidades e desigualdades territoriais.

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Enquanto escolas do campo são fechadas, programas educacionais do agronegócio se espalham pelo país

Em 25 anos, o Brasil viu desaparecer cerca de 110 mil unidades educacionais rurais; ensino contextualizado nos territórios corre risco de sumir

Por Julia Dolce, em O Joio e O Trigo

Depois de sete anos resistindo, a Escola Estadual do Campo Manoel Sebastião Gonçalves, na zona rural de Tomazina (PR), sucumbiu a um destino cada vez mais comum para unidades deste tipo: o fim das atividades. Em dezembro de 2025, a Secretaria da Educação do Paraná fechou definitivamente a escola, alegando falta de alunos.

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