Lula 3: Por onde começar a mudança

Queda abrupta do apoio ao governo expõe opção desastrosa, que precisa ser revertida. Presidente priorizou a governança via arranjos com o Congresso, frágeis e instáveis – e deixou de construir governabilidade, por meio de projetos e ações capazes de mobilizar as maiorias. É (ainda) hora de virada!

por Sonia Fleury, em Outras Palavras

1 – Os EUA não precisam da América Latina e do Brasil?

Na primeira parte deste artigo[1], analisei as enormes incertezas globais paroxisticamente acentuadas na primeira semana do governo Trump, em uma estratégia megalômana de se colocar como único poder imperial no mundo, por meio de uma enxurrada verborrágica ameaçando a anexação de territórios, de decretos de taxação de produtos estrangeiros e ações como a deportação e perseguição a  imigrantes,  além de ações concretas de perseguição a funcionários e  cortes de verbas para programas sociais e ambientais. Além da retirada dos EUA da OMS e do Tratado de Paris, o que vai afetar a população mundial. Aumentou seus poderes decretando zona de emergência na fronteira sul e de emergência estratégica, e outras medidas com as quais procurou intimidar governantes, oposição, minorias, imigrantes, funcionários, cientistas etc. Como prevíamos, o aumento de tarifas de produtos do México, Canadá e China abriu um processo de pressão e negociação em curso. Ameaças foram feitas de taxação de 100% dos produtos do Brics – cuja presidência do Banco do Brics é atualmente exercida por Dilma Roussef –, caso os países adotem outra moeda que não seja o dólar em suas transações comerciais. O Brasil foi mencionado algumas vezes por Trump, como país que não é amigo dos EUA, mas a existência de um pequeno déficit comercial do Brasil, provavelmente adiará medidas imediatas de taxação de nossas mercadorias exportadas para aquele país. No entanto, a guerra comercial afetará o câmbio e poderá aumentar a inflação no Brasil, caso não sejam aproveitadas as melhores estratégias para estabelecer alianças comerciais com os demais países afetados em todos os continentes. Continue lendo “Lula 3: Por onde começar a mudança”

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Na visita de Lula a Belém ativistas protestam contra exploração de petróleo na foz do Amazonas

Presidente disse que Marina Silva “jamais será contra” explorar combustíveis fósseis na região, mas ministra lembrou que há um compromisso assumido na COP28 de eliminá-los.

ClimaInfo

Desde que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) assumiu a presidência do Senado, o presidente Lula não para de defender a exploração de petróleo e gás fóssil na foz do Amazonas. Para fazer valer sua promessa a Alcolumbre de destravar a licença do IBAMA para a Petrobras perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-59, no litoral do Amapá, Lula constrangeu publicamente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Continue lendo “Na visita de Lula a Belém ativistas protestam contra exploração de petróleo na foz do Amazonas”

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Barragem de garimpo ilegal se rompe e rejeitos contaminam rios do Amapá

PF registrou aumento da atividade criminosa no estado: em quatro anos, teriam sido extraídas ilegalmente duas toneladas de ouro, o equivalente a R$ 642 milhões.

ClimaInfo

O rompimento de uma barragem de garimpo ilegal levou rejeitos para os rios Cupixi e Araguari, nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Porto Grande, no Amapá. A lama alterou a cor da água. Moradores da região, que dependem dos cursos d’água, estão preocupados com o risco de contaminação. Continue lendo “Barragem de garimpo ilegal se rompe e rejeitos contaminam rios do Amapá”

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Dia dos Livros Vermelhos: resistência e transformação através da leitura

No dia 21 de fevereiro, o #RedBooksDay celebra o poder dos livros como ferramentas de luta e transformação. Participe compartilhando suas obras favoritas e fortalecendo a cultura revolucionária!

Da Página do MST

No dia 21 de fevereiro é celebrado o Dia dos Livros Vermelhos (#RedBooksDay / #DiaDoLivroVermelho), uma iniciativa internacional que reafirma o livro como ferramenta de transformação social e resistência. A data, criada em 2020 por editoras como Expressão Popular (Brasil), Batalha de Ideias (Argentina) e Left Word (Índia), marca o lançamento do Manifesto Comunista, em 1848, uma das obras mais emblemáticas da luta dos trabalhadores. Desde então, o Red Books Day se tornou um chamado global para reafirmarmos a cultura de esquerda e o papel fundamental dos livros na formação crítica e na luta por um outro mundo possível. Continue lendo “Dia dos Livros Vermelhos: resistência e transformação através da leitura”

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Contra os likes. Por Luis Felipe Miguel

As reações automatizadas nas plataformas sociodigitais estão substituindo as trocas com outras pessoas por pseudocontato humano

Em Amanhã não existe ainda/Substack

Mudei do Facebook e do Instagram para o Substack em busca de um ambiente virtual mais saudável. Um ambiente sem anúncios (como disse alguém, as plataformas da Meta deixaram de ser redes sociais para se tornarem e-commerce). Um ambiente em que o algoritmo não fosse soberano, em que eu não fosse a matéria-prima para mineração e comercialização de dados. E em que os textos, enfim, fossem o mais importante. Continue lendo “Contra os likes. Por Luis Felipe Miguel”

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Inclusão do Oxê no STF: igualdade de tratamento e o reconhecimento do multiculturalismo religioso

por Hédio Silva Jr. e Ana Luíza Teixeira Nazário, em ConJur

A recente iniciativa promovida pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), juntamente com diversas Iyalorixás e lideranças religiosas, trouxe à tona um debate relevante sobre a inclusão de símbolos religiosos em espaços públicos. O pedido oficial, protocolado perante o Supremo Tribunal Federal no dia 5 de fevereiro, solicita a afixação do Oxê, símbolo da Justiça na cultura Yorubá, no plenário da Suprema Corte. Continue lendo “Inclusão do Oxê no STF: igualdade de tratamento e o reconhecimento do multiculturalismo religioso”

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Povo Xakriabá alerta Unesco: parque candidato a Patrimônio da Humanidade está sobreposto à terra que aguarda demarcação

O povo destaca não ser contra que o parque receba o selo da Unesco, mas é necessário que o governo brasileiro prossiga também com a demarcação do território tradicional

Por Adi Spezia, do Cimi

Em carta enviada à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), nesta sexta-feira (14), indígenas do povo Xakriabá da aldeia Caraíbas alertam que o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, candidato ao selo de Patrimônio Mundial da Humanidade, sobrepõe seu território tradicional que está com processo de demarcação paralisado no Ministério da Justiça e Segurança Pública há 11 anos. Continue lendo “Povo Xakriabá alerta Unesco: parque candidato a Patrimônio da Humanidade está sobreposto à terra que aguarda demarcação”

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Viver na correnteza. Por José Eduardo Andaluza

Via Mihai Cauli

Elon Musk confundiu Gaza, na Palestina, com Gaza, em Moçambique. Um equívoco compreensível, não fosse Musk sul-africano, e o Império de Gaza o resultado de uma disputa entre a nobreza Zulu, após o assassinato do famoso Rei Shaka kaSenzangakhona — o Shaka Zulu, uma figura venerada no país natal do oligarca. Continue lendo “Viver na correnteza. Por José Eduardo Andaluza”

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João Filho: “Golpistas não são coitadinhos nem merecem anistia”

Na newsletter do Intercept Brasil

Parlamentares do PL levaram a mulher e um dos filhos de um dos golpistas do 8 de janeiro a Brasília, nesta semana, em uma tentativa de pressionar os presidentes da Câmara e do Senado e criar comoção pública.

Ezequiel Ferreira Luís teve a prisão decretada pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa armada e deterioração de patrimônio público. Continue lendo “João Filho: “Golpistas não são coitadinhos nem merecem anistia””

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Sai do fake, Naomi Klein! por Douglas Barros

No Blog da Boitempo

Desculpe se o tom é pedante, mas parece que alguns livros são como faróis que nos guiam em meio a tempestades. Doppelgänger (Carambaia, 2024), da premiada Naomi Klein, é uma dessas pérolas que de tempos em tempos surgem e nos arrancam do frio solitário. Um livro que surpreende, sobretudo, nós que somos leitores das obras da autora. Surpreende pelo tom íntimo da prosa, quase um chamado a se sentar e ouvi-la. Uma experimentação que começa com a linguagem para terminar com uma convocação que nem precisava ser feita porque, depois da prosa – essa é a experiência que nos causa sua leitura –, saímos com a ideia de que temos que romper com o circuito vicioso do individualismo. Continue lendo “Sai do fake, Naomi Klein! por Douglas Barros”

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