Seis anos após uma das operações policiais mais letais do AM, indígenas e ribeirinhos travam luta contra “foro privilegiado” e “articulações políticas”
Por Steffanie Schimidt, especial para o Coletivo Pelos Povos do Abacaxis, no Cimi
O calendário marca seis anos desde que as águas dos rios Abacaxis e Mari-Mari foram tingidas pelo sangue de indígenas e ribeirinhos, em agosto de 2020, após o que o Estado do Amazonas chamou de “Operação Lei e Ordem”. Entretanto, o que vem sendo descrito por sobreviventes e autoridades que atuaram no caso, ano após ano, tem o peso e o nome de um massacre anunciado, marcado por execuções pelas costas, tortura com gasolina, queima e destruição de comunidades e até uma criança trancada dentro de um freezer.
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