Lula encomenda proposta para reduzir dependência de combustíveis fósseis no Brasil

Após tema ficar fora de decisão da COP30, presidente quer “mapa do caminho” nacional e criação de fundo para transição

Por Giovana Girardi | Edição: Mariama Correia, em Agência Pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu, nesta segunda-feira (8 de dezembro), o pontapé inicial para que o Brasil comece a traçar um caminho para reduzir sua dependência dos combustíveis fósseis. Continue lendo “Lula encomenda proposta para reduzir dependência de combustíveis fósseis no Brasil”

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Feminicídios: o desamor que virou arma

Em meio às ruínas do modelo de homem-provedor, jovens ressentidos apostam na disputa sexual. Nas frustrações afetivas e precariedade dos vínculos, ultradireita encontra combustível político. E a violência vira modo de afirmação subjetiva do masculino

Por Tainá Machado Vargas, em Outras Palavras

A cada nova notícia de misoginia destas semanas, a brutalidade se torna mais explícita e o espanto, mais silencioso. É nesse cenário que se impõe a necessidade de enfrentar a fragmentação dos afetos e compreender o lugar que o ressentimento masculino ocupa hoje nas formas de envolvimento emocional e sexual com mulheres. A precarização dos vínculos, somada à politização da feminilidade, intensifica a corrosão entre subculturas violentas de masculinidade, nas quais gênero, desejo e status de poder se convertem em arenas de tensão permanente. Continue lendo “Feminicídios: o desamor que virou arma”

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Mulheres vivas: a luta depois dos atos antifeminicídio

Agora, o corpo coletivo se ergueu. É fruto de um imenso esforço de educação popular, chamados, articulações, rodas, assembleias, grupos de zap, cartazes improvisados, criação de artistas, alianças improváveis e uma certeza: haverá Levante

Por Hellen Frida, em Outras Palavras

Nos últimos dias, o país assistiu a uma sequência de violências brutais contra mulheres. São casos que escancaram uma ferocidade já denunciada pelos movimentos feministas, mas que agora transborda para o noticiário nacional com força avassaladora. As mortes, os estupros, as torturas, as tentativas de feminicídio não são exceções, não são acidentes, não são “pontos fora da curva”: são a expressão máxima de um sistema que nos atravessa há séculos e que insiste em nos punir por existirmos. Continue lendo “Mulheres vivas: a luta depois dos atos antifeminicídio”

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Carta aberta à sociedade brasileira. Em defesa do Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira (UFRJ)

Em carta aberta, historiador Thiago Gama (doutorando da UFRJ) denuncia a ofensiva judicial de general da reserva contra o Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira da Silva. O manifesto expõe o uso de lawfare como instrumento de intimidação à cátedra e silenciamento da memória sobre a Guerrilha do Araguaia, reafirmando que a verdade histórica sobre a ditadura não se submete a sentenças, mas aos arquivos e à Constituição.

IHU

Não estamos em 1968. O calendário insiste em marcar dezembro de 2025, mas o ar que respiramos nesta semana, carregado de um mofo institucional que julgávamos ter sido limpo pelos ventos da Constituição Cidadã, diz-nos o contrário. Continue lendo “Carta aberta à sociedade brasileira. Em defesa do Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira (UFRJ)”

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Seminário debate desafios e conquistas da Reforma Agrária Popular

A 16ª Feira Estadual da Reforma Agrária ocorre até quarta (10), no Largo da Carioca no Rio, e se consolida como espaço de encontro, celebração e reafirmação política de luta e partilha

Por Gabrielly Preato, da Página do MST

Durante a 16ª Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, que teve início nesta segunda-feira (8), no Largo do Carioca, Centro do Rio de Janeiro, o seminário “Reforma Agrária Popular na atualidade: a Luta por Terra e Território” debateu as conquistas, desafios e a urgência de implementar de políticas públicas que garantam vida digna no campo e na cidade. Continue lendo “Seminário debate desafios e conquistas da Reforma Agrária Popular”

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Indígenas do médio Solimões e Juruá partilham saberes em oficinas sobre práticas tradicionais de saúde

Mais de 200 indígenas, de oito povos, se reuniram para fortalecer e dialogar sobre práticas de medicina tradicional

Por Lígia Apel, da Ascom Cimi Regional Norte 1
Colaboração da Equipe Cimi Prelazia Tefé, Regional Norte 1

Para a equipe do Cimi da Prelazia de Tefé, Regional Norte 1, o segundo semestre de 2025 foi marcado por uma das mais importantes atividades da sua missionariedade: a realização de Oficinas de Valorização e Incentivo às Práticas e Saberes Tradicionais de Saúde Indígena e da medicina tradicional dos povos que habitam as regiões do médio rio Solimões e do rio Juruá. Continue lendo “Indígenas do médio Solimões e Juruá partilham saberes em oficinas sobre práticas tradicionais de saúde”

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Pela vida dos povos indígenas e pela democracia: STF julga a Lei do Marco Temporal

Está em jogo o direito dos povos indígenas de existir livremente, conforme seus próprios modos de vida em seus territórios livres

Cimi

Os povos indígenas enfrentam uma nova semana decisiva para assegurar os direitos reconhecidos pela Constituição Federal de 1988. Nesta quarta-feira, 10 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará o julgamento da Lei 14.701/23, conhecida como “Lei do Marco Temporal”, que, durante seus dois anos de vigência, obstaculizou a demarcação de terras indígenas, fomentou invasões a territórios tradicionais e intensificou a violência contra as comunidades. Continue lendo “Pela vida dos povos indígenas e pela democracia: STF julga a Lei do Marco Temporal”

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Ato Mulheres Vivas na Amazônia denuncia impunidade dos feminicídios na Justiça

Enquanto o país protesta contra a violência de gênero, mulheres da região amazônica seguem sendo assassinadas, muitas vezes sob a impunidade da Justiça, que não reconhece os crimes de ódio ao gênero. Durante os protestos, a UBM pediu a federalização do caso de Deusiane Pinheiro, morta com um tiro na cabeça em 2015. O acusado pelo crime é o ex-namorado militar, que segue impune

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) –  Sob a mobilização nacional “Mulheres Vivas”, mulheres de todo o Brasil ocuparam as ruas no fim de semana contra o avanço da violência de gênero. Na Amazônia Legal, elas cobraram com urgência por proteção, leis mais rígidas diante dos feminicídios e a tipificação do crime de ódio contra a mulher nos processos judiciais. Diferente dos outros estados do país, os casos de feminicídios são invisibilizados na região que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Pará e Tocantins. Continue lendo “Ato Mulheres Vivas na Amazônia denuncia impunidade dos feminicídios na Justiça”

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STF cede à pressão indígena, mas votação do marco temporal é virtual

O Supremo Tribunal Federal havia definido que o julgamento seria em 5 de dezembro e de forma virtual, mas uma pressão do movimento indígena fez a Corte mudar a data para o dia 10, na próxima quarta-feira. Mas depois da leitura e das sustentações orais o caso volta ao plenário virtual

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM)  A intensa mobilização de lideranças indígenas em Brasília conseguiu forçar o Supremo Tribunal Federal (STF) a recuar da decisão de julgamento virtual das ações que discutem a constitucionalidade da Lei 14.701/2023, conhecida como marco temporal. Mas a Corte transformou o que deveria ser uma vitória plena em uma concessão parcial, garantindo apenas a sessão presencial para a leitura do relatório e as sustentações orais, agendadas para 10 de dezembro. A votação, que definirá o futuro das demarcações no País, voltará, em seguida, a ser realizada sob a proteção do plenário virtual. Continue lendo “STF cede à pressão indígena, mas votação do marco temporal é virtual”

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Para não desaparecer, comunidades rurais da Bahia criam mapa indicando áreas de grilagem e invasão das suas terras

Comunidades de fundo e fecho de pasto resistem ao avanço predatório do agronegócio em seus territórios

Por Carolina Bataier, Brasil de Fato

Moradores das comunidades rurais de fundo e fecho de pasto no oeste da Bahia calculam já ter perdido 97% das suas áreas para grileiros, fazendeiros e empresas do agronegócio. Continue lendo “Para não desaparecer, comunidades rurais da Bahia criam mapa indicando áreas de grilagem e invasão das suas terras”

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