Um medo paira sobre milhões de famílias brasileiras: o despejo. Significa, além de perder o lar, também redes de apoio e vínculos afetos. O impacto é brutal sobre a saúde mental. Novo desafio se impõe: aliar políticas habitacionais e bem-estar psíquico
Por Neiva de Souza Daniel, em Outras Palavras
A relação entre saúde mental e moradia é direta, especialmente quando observada sob a perspectiva da determinação social da saúde. No Brasil, essa relação é observada com muita força nas ocupações, assentamentos e favelas. Nesses contextos, a falta de moradia digna e o risco constante de desocupação ou despejo acabam atravessando o cotidiano e impactando a saúde mental de forma muito concreta (Rosa; Coelho; Tchalekian, 2025; Vieira et al., 2025).
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