Dunker: Olimpíadas, saúde mental e neoliberalismo

Da reverência a Rebeca Andrade ao mar sem ondas no surfe, uma visão psicanalítica sobre os esportes olímpicos e como eles refletem a sociedade desigual e ultracompetitiva. E mais: por que o neoliberalismo não venderá remédio para superar sua própria crise

Christian Dunker, em entrevista a Gabriela Leite e Glauco Faria, no Outra Saúde

O mundo pode assistir, em Paris, a parte da história de redenção de uma das maiores ginastas de todos os tempos. A estadunidense Simone Biles, que havia abandonado algumas das competições nas Olimpíadas de 2020 em Tóquio para tratar sua saúde mental, voltou em 2024 em todo o seu esplendor. Recebeu quatro medalhas, três delas de ouro. E protagonizou uma das cenas mais icônicas dos jogos, durante a vitória de Rebeca Andrade na final do solo. Ao subir no segundo degrau do pódio – o primeiro da ginástica com três mulheres negras em Olimpíadas –, prestou uma bela reverência à brasileira vencedora do ouro, junto de sua conterrânea Jordan Chiles. Ao final, esta última perdeu sua medalha de bronze para a atleta romena Ana Barbosu, após pedido de revisão. Continue lendo “Dunker: Olimpíadas, saúde mental e neoliberalismo”

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No Pará, extrativistas em assentamento sofrem assédio e ameaças por inação do governo

Desde 2005, cerca de 35 mil agroextrativistas do PAE Lago Grande vivem o terror à espera de regularização de terras

Por Maickson Serrão | Edição: Spensy Pimentel, na Agência Pública

“Hoje eu vivo com medo aqui no Lago Grande. Eu vivo com medo aqui em casa. A pessoa disse que, se ele me tirasse daqui, se matasse eu e minha irmã, as coisas melhoravam na comunidade. Eu tenho medo”, desabafa, chorando, a liderança agroextrativista da comunidade Soledade, Marcos Raimundo Batista de Faria, a respeito de uma das inúmeras ameaças que recebe. “Eles [grileiros, madeireiros, mineradores] rondam, eles mapeiam a gente, entendeu? Mas esse medo meu não vai me parar”, conclui. Continue lendo “No Pará, extrativistas em assentamento sofrem assédio e ameaças por inação do governo”

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Em meio a ameaças institucionalizadas de apagamento histórico, Quilombo Dona Juscelina celebra 72 anos de presença no norte tocantinense

Por CPT Araguaia-Tocantins

Na última terça-feira (20), a Comunidade Remanescente de Quilombo Dona Juscelina realizou na Casa Quilombola, Memorial Lucelina Gomes dos Santos, em Muricilândia, norte do estado do Tocantins, uma roda de conversa para celebrar o septuagésimo segundo aniversário da chegada dos pioneiros quilombolas em terras nortistas. Com o tema “Caminhos do Rio Muricizal: Vozes da Memória Ancestral”, o evento reuniu instituições parceiras, quilombolas de todas as idades, em especial, os filhos e filhas dos antepassados do quilombo que integraram a comitiva pioneira que chegou nas margens do rio que batizaram de Muricizal, em 20 de agosto de 1952, para um diálogo inspirador sobre as raízes e a trajetória histórica da comunidade. Continue lendo “Em meio a ameaças institucionalizadas de apagamento histórico, Quilombo Dona Juscelina celebra 72 anos de presença no norte tocantinense”

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Massacre silenciado: a luta pela terra e a impunidade estrutural

O Relatório “Massacres no Campo” denuncia a violência persistente contra indígenas, camponeses e comunidades tradicionais no Brasil, revelando um sistema de justiça que favorece poderosos e perpetua a violência no campo

Por Osnilda Lima, em Cepast-CNBB / CPT

O relatório “Massacres no Campo”, lançado em 22 de agosto de 2024 pelo Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS) em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), denuncia a violência persistente contra povos indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadores rurais no Brasil. O estudo, que se concentra nos massacres ocorridos entre 1985 e 2019, revela um sistema de justiça que falha em proteger os mais vulneráveis, perpetuando a impunidade e a injustiça no campo. Continue lendo “Massacre silenciado: a luta pela terra e a impunidade estrutural”

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Mais de 50 lideranças participam do I Encontro de Mulheres Apanjêkra-Canela, no Maranhão

A formação organizada pelo Cimi Regional Maranhão foi realizada na TI Porquinhos; objetivo é fortalecer os quintais produtivos e os saberes

Por Andressa Algave, do Cimi Regional Maranhão

Mais de 50 lideranças participaram do I Encontro de Mulheres Apanjêkra-Canela realizado entre os dias 29 de julho a 1 de agosto na Terra Indígena (TI) Porquinhos, Aldeia Porquinhos, localizada no município de Fernando Falcão, no Maranhão. A formação faz parte de um programa realizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Maranhão junto com os povos Canela desde 2022, anteriormente com o povo Memortumré, e agora com o povo Apanjêkra. Continue lendo “Mais de 50 lideranças participam do I Encontro de Mulheres Apanjêkra-Canela, no Maranhão”

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“Continuamos na mesma sociedade escravocrata de antes com roupagens mais modernas.” Entrevista especial com Jessé de Souza

Sociólogo analisa a ideologia escravocrata no Brasil e discute, a partir de um embate teórico com a herança portuguesa de corrupção, como isso ainda molda o pensamento do brasileiro até hoje

Por: Edição: André Cardoso, em IHU

Engana-se quem pensa que a escravidão no Brasil teve seu fim em 1888 com a assinatura da Lei Áurea feita pela princesa Isabel. As raízes do nosso país seguem atreladas à mentalidade escravocrata, seja nas relações de trabalho, seja na condenação do povo negro e mestiço ou nas relações pessoais. É a partir dessa herança que o sociólogo Jessé de Souza busca discutir como esse fato moldou e ainda molda a sociedade brasileira. Continue lendo ““Continuamos na mesma sociedade escravocrata de antes com roupagens mais modernas.” Entrevista especial com Jessé de Souza”

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Governo Melo firmou contratos milionários para alojamento de desabrigados após abertura de centro da ONU

Contratos com OSCs preveem repasses de até R$ 4,2 milhões para abrigos provisórios, enquanto CHA Vida opera com menos da metade da capacidade

por Luís Gomes, em Sul21

A Prefeitura de Porto Alegre firmou, em julho deste ano, três contratos com Organizações da Sociedade Civil (OSCs), com valores que, somados, poderiam chegar a quase R$ 4,2 milhões, para a instalação de até 10 abrigos voltados para o acolhimento de desabrigados da enchente de maio na Capital. A expectativa era de que fossem acolhidas 50 pessoas por abrigo, totalizando 500 vagas. Contudo, em visita a dois dos abrigos já instalados na semana passada, a reportagem do Sul21 constatou que eles operavam com um número baixíssimo de desabrigados da enchente, inferior a 10 pessoas nos dois espaços. Continue lendo “Governo Melo firmou contratos milionários para alojamento de desabrigados após abertura de centro da ONU”

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Policiais Antifascismo e as eleições municipais

A Coordenação Nacional do Movimento Policiais Antifascismo, reunida presencialmente em Brasília, Distrito Federal, entre os dias 8 e 11 de agosto, atendendo à necessidade de se posicionar, enquanto movimento suprapartidário de trabalhadores policiais do campo progressista, deliberou pelo apoio a todas as candidaturas municipais comprometidas com as diretrizes do nosso Manifesto, seja através de candidatos que se apresentem como membros efetivos, colaboradores ou simpatizantes do MPAF. Continue lendo “Policiais Antifascismo e as eleições municipais”

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Teia Maranhão denuncia agronegócio

15º Encontrão da Teia Maranhão reúne 1500 representantes de comunidades tradicionais para denunciar os impactos do agronegócio sojeiro na região de Timbiras

Fundação Rosa Luxemburgo

Cerca de 1500 representantes de comunidades indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadoras, camponesas e outras estarão reunidos, entre os dias 25 e 30 de agosto, na comunidade camponesa Alegria, Território Campestre, em Timbiras-MA, para o 15º Encontrão da Teia Maranhão. Continue lendo “Teia Maranhão denuncia agronegócio”

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quilombo

Comunidade Quilombola de Timbó é reconhecida após 200 anos

Por Gabriel Correa, na Agência Brasil

Uma história de resistência, iniciada há mais de duzentos anos, foi reconhecida oficialmente pelo governo brasileiro, nesta quinta-feira, beneficiando diretamente 42 famílias remanescentes de quilombolas. Como tantas outras histórias semelhantes, esse reconhecimento não foi fácil. Continue lendo “Comunidade Quilombola de Timbó é reconhecida após 200 anos”

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