ABRAMPA alerta para riscos ao meio ambiente e a comunidades vulneráveis diante de possível restrição ao poder de requisição do MP

Entidade manifesta preocupação com os rumos do julgamento da ADI 5.982/DF, previsto para esta quarta-feira (26/08), no Supremo Tribunal Federal

Na ABRAMPA

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (26/08) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.982/DF, que discute a constitucionalidade dos incisos II e III do artigo 8º da Lei Complementar nº 75/1993 e os limites do poder de requisição do Ministério Público. Diante da possibilidade de restrição desse instrumento, a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) se posiciona contra a medida, que poderá enfraquecer a atuação extrajudicial do Ministério Público, especialmente na defesa do meio ambiente e dificultar o acesso à Justiça de populações em situação de vulnerabilidade. Acesse a nota de posicionamento da ABRAMPA.

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“O El Niño não coloca fogo na vegetação; no Brasil, a ignição é humana”

por Mayara Barbosa, de Um Grau e Meio, no IPAM

As temporadas de fogo no Brasil são resultado da combinação entre condições climáticas extremas, disponibilidade de material combustível e presença de fontes de ignição. Em períodos de seca prolongada, temperaturas elevadas e baixa umidade, a vegetação se torna mais inflamável e incêndios iniciados por atividades humanas podem se espalhar rapidamente e atingir grandes áreas.

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Coiab lança cartilha para enfrentamento do Super El Niño nos territórios indígenas

Material contém orientações práticas para organização das comunidades em casos de eventos climáticos extremos 

Por Valdeniza Vasques, na COIAB

Para apoiar os territórios indígenas na preparação para o período de seca extrema e os possíveis impactos do agravamento do El Niño, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) lançou uma cartilha com orientações práticas voltada às comunidades, organizações e associações indígenas se organizarem em eventos climáticos extremos.

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Fiocruz divulga carta aberta com contribuições para as eleições 2026

Na Agência Fiocruz de Notícias

A Fiocruz divulga, nesta segunda-feira (24/8), uma carta aberta à sociedade, às candidaturas e às equipes de formulação com contribuições para as eleições 2026. O documento aponta prioridades para um Brasil mais justo, saudável e preparado para o futuro, indicando o porquê de a saúde precisar estar no centro das escolhas eleitorais. 

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O método: como a extrema-direita ataca professores para engajar eleitores

Gravações clandestinas e ataques online evidenciam como docentes são explorados politicamente desde 2022

por Camila Borges, em Agência Pública

O ano letivo de 2024 seguia seu curso normal quando Jadir Anchieta, professor de História, começou a ouvir comentários de estudantes que diziam ter saudades de Jair Bolsonaro. Era uma aula sobre o período entreguerras, ministrada a uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual São Tarcísio, no município catarinense de São Bonifácio. O professor havia acabado de entrar na sala quando um grupo de alunos passou a fazer provocações sobre temas políticos. Foram poucos minutos, mas, para Jadir, a cena durou uma eternidade. A dinâmica parecia ensaiada. Cerca de quatro alunos o bombardearam com perguntas e cobraram um posicionamento sobre o tema. Ele sabia que aquele comportamento fugia ao perfil da turma e a direção da escola precisou mediar o conflito. O que o professor de História não sabia, contudo, era que a cena havia sido gravada pelos estudantes.

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Ataques em enxame de IA desafiam seus criadores: “Este é o primeiro incidente que realmente me deixou enojado”

A recente série de ataques de segurança coordenados e sem precedentes está levando especialistas a pedir uma moratória, enquanto a corrida para o seu encerramento se intensifica entre investidores, empresas e nações

por Patrícia Fernández de Lis, em El País

Neste verão, em questão de semanas, as maiores empresas de inteligência artificial (IA) anunciaram, uma após a outra, que haviam flagrado seus modelos fazendo coisas que ninguém havia pedido, até mesmo coisas que lhes eram proibidas: invadiram sistemas de outras empresas , organizaram-se em “enxames”, como seus criadores os descrevem, compartilharam informações, traíram outras IAs e mentiram para encobrir seus rastros. No caso mais surpreendente e perturbador de todos, um modelo da empresa Anthropic, em testes conduzidos por uma agência britânica de cibersegurança , decidiu realizar um ataque no mundo real e, ao ser flagrado, criou uma segunda identidade para sustentar sua inocência.

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Cacau: Como contornar os dissabores da crise climática

Diante de secas e avanço de pragas, universidades e agricultores do sul da Bahia se unem. Satélites, sensores e IA auxiliam a compreender as dinâmicas do território. Mas a grande aposta é nos sistemas agroflorestais tradicionais, como a cabruca

Por Talita Gantus de Oliveira*, em Outras Palavras

A recente regulamentação brasileira que estabelece critérios mais rígidos para diferenciar produtos classificados como “chocolate” daqueles rotulados apenas como “sabor chocolate” – por meio da instituição da Lei 15.404 em 08 maio de 2026 –, reacendeu discussões sobre qualidade, cadeia produtiva e valorização do cacau nacional.

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Para conquistar a soberania popular na saúde

Autodeterminação não se compra e nem será garantida por tecnologias produzidas pela Big Pharma ou pelas Big Techs. Exige disputar as regras, ao questionar o modelo biomédico-centrado e lutar pela garantia do cuidado com base na escuta e na autonomia

Por Leandro Modolo, em Outra Saúde

Uma das palavras da moda hoje é soberania. Grohmann e Barbosa acertaram no ponto em falar de “soberania como serviço” na qual a soberania deixa de ser uma questão de autodeterminação coletiva, e passa a um “serviço” de gestão de infraestrutura e estruturas de governança lideradas por capitais monopolistas transacionais. Fizeram dela um conceito fast-food, que rapidamente se utiliza, para cada paladar há um combo e para cada bandeja um preço… Ao fim tudo é mal digerido e tende a terminar fazendo mal para saúde.

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Sem plano desde 2023, governo Tarcísio distancia São Paulo da política nacional de combate à fome

Representantes da sociedade civil denunciam a captura do Consea-SP por interesses econômicos; só 79 dos 645 municípios paulistas aderiram ao Sisan

Por Leandro Melito, de O Joio e O Trigo

São Paulo está desde 2023 sem um plano estadual de segurança alimentar em vigor. Embora tenha realizado uma conferência naquele ano, o governo de Tarcísio de Freitas ainda não concluiu o documento que deveria organizar as ações da área. Apenas 79 dos 645 municípios paulistas aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), e o estado não teve representação formal no Encontro +2 da Conferência Nacional. Representantes da sociedade civil associam esse quadro ao esvaziamento do Consea-SP. O governo contesta a avaliação e afirma que o conselho funciona regularmente.

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São Paulo fica fora do Protocolo Brasil Sem Fome apesar de ter 48 municípios prioritários

Estado perdeu o prazo para formalizar adesão ao programa; governo diz ter buscado uma prorrogação e afirma que encontros virtuais evitarão prejuízos, mas não esclarece se municípios terão o mesmo apoio previsto pelo protocolo

Por Leandro Melito, de O Joio e O Trigo

São Paulo reúne 48 dos 500 municípios prioritários do Protocolo Brasil Sem Fome, o terceiro maior número do país. Ainda assim, foi a única unidade da Federação com localidades selecionadas que não aderiu à iniciativa do governo federal.

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