Mudar nem sempre significa encontrar um novo começo. Revisão de 143 estudos sobre discriminação e adaptação psicológica de migrantes brasileiros revela formas de sofrimento emocional, muitas delas pouco visíveis. E porque o retorno pode ser ainda mais complexo
Por Karina Beatriz Gangi*, em Outras Palavras
Migrar costuma ser associado a coragem, oportunidade e recomeço. Para muitos brasileiros, deixar o país representa a possibilidade de conquistar melhores condições financeiras, segurança, reconhecimento profissional ou uma vida considerada mais promissora. Entretanto, por trás do projeto migratório existe uma dimensão frequentemente pouco discutida: o impacto psicológico de deixar referências conhecidas, construir uma nova identidade e enfrentar a possibilidade de não ser plenamente acolhido pela sociedade de destino.
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