A ansiedade migratória na busca de uma vida melhor

Mudar nem sempre significa encontrar um novo começo. Revisão de 143 estudos sobre discriminação e adaptação psicológica de migrantes brasileiros revela formas de sofrimento emocional, muitas delas pouco visíveis. E porque o retorno pode ser ainda mais complexo

Por Karina Beatriz Gangi*, em Outras Palavras

Migrar costuma ser associado a coragem, oportunidade e recomeço. Para muitos brasileiros, deixar o país representa a possibilidade de conquistar melhores condições financeiras, segurança, reconhecimento profissional ou uma vida considerada mais promissora. Entretanto, por trás do projeto migratório existe uma dimensão frequentemente pouco discutida: o impacto psicológico de deixar referências conhecidas, construir uma nova identidade e enfrentar a possibilidade de não ser plenamente acolhido pela sociedade de destino.

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Eugênio Aragão: Anatomia do golpismo ainda insepulto

Ex-ministro da Justiça de Dilma revela os bastidores do golpe de 2016. Como se montou a “farsa das pedaladas”. A captura do sistema judicial. A traição de Rodrigo Janot. A formação da “República de Curitiba”. E aponta caminhos para um STF que proteja, de fato, a Constituição

Eugênio Aragão em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras

Há trajetórias que não apenas testemunham a história institucional de um país, mas se entrelaçam às suas horas mais graves. A de Eugênio José Guilherme de Aragão foi forjada nessa intersecção precisa, onde o rigor da academia encontra o núcleo duro do poder estatal. Graduado pela Universidade de Brasília (UnB) (chão no qual fincou sua cátedra para moldar gerações no Direito Internacional Público), lapidou sua visão de mundo com o mestrado em Direitos Humanos pela University of Essex, na Inglaterra. A essa arquitetura, somou-se a erudição do título de doutor, outorgado com a distinção máxima summa cum laude pela Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha. Uma densidade intelectual talhada não para o conforto dos salões, mas para o embate democrático.

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Combate à fome: a aposta na participação popular

Brasil deu o primeiro passo, em 2014. Hoje, avanços contam com programas como a Cozinha Solidária e formação de Agentes Populares de Saúde, que absorvem a experiência comunitária. Mas elevar qualidade requer enfrentar subfinanciamento da agricultura familiar

Por Emilly Firmino Oliveira de Lima*, em Outras Palavras

Ao final do mês de julho, foi lançado o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo” (SOFI 2026), publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com outras agências da ONU. Ao falar do Brasil, os dados reafirmam uma vitória que iniciou em 2025, quando saímos do Mapa da Fome, mas, mais que isso, trazem também novos motivos para comemorar: hoje, a fome atinge apenas 0,6% da população, o menor índice já registrado no país. Em números, o relatório expressa que, quando existe compromisso político, políticas públicas e mobilização popular, a esperança deixa de ser promessa e vira transformação social.

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A Era do Obscurantismo e o complexo de vira-lata. Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Pela primeira vez em cinco séculos, domínio eurocêntrico está ameaçado. Ocidente resiste, reacende a chama tóxica do racismo e busca submeter a periferia. Brasil pode jogar papel político e simbólico na emergência do Sul Global. Mas as elites preferem a submissão

Em Outras Palavras

Estamos atravessando a mais perigosa situação geopolítica desde a Segunda Guerra Mundial. O brasileiro, que adora se iludir, precisa abrir os olhos urgentemente. Quais são as características marcantes desta fase, cujo início remonta à primeira ou segunda década do século XXI? Creio que podemos destacar quatro pontos:

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MST e candidatos progressistas reafirmam compromisso: “Eleição de Lula é importante para o mundo”

Ato reuniu centenas de militantes Sem Terra, candidatos e parlamentares do campo progressista, no Assentamento 8 de Junho, em Laranjeiras do Sul (PR)

Por Murilo Bernardon, do Brasil de Fato-PR, em MST

Candidatos e parlamentares da esquerda paranaense e militantes Sem Terra se reuniram, neste sábado (22), para debater a batalha eleitoral no Paraná e no Brasil. A mobilização de acampados e assentados vindos de todas as regiões do Paraná contou com a presença dos candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Senado, Dr Rosinha e Gleisi Hoffmann. Para a deputada federal, as eleições de 2026 são “encruzilhada histórica”.

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Por que os desmatadores investem em destruir a floresta amazônica – 7: riscos e conclusões

Por Pedro Gandolfo Soares, Philip Martin Fearnside e Gerd Sparovek, em Amazônia Real

Do ponto de vista do ator com posse fundiária, os riscos associados à expansão da pecuária eram extremamente baixos. Dos pecuaristas locais entrevistados neste estudo, 65% indicaram que a expansão do desmatamento e da criação de gado em Apuí apresentava risco nulo ou muito baixo. Para esses pecuaristas, expandir a área de pastagem e o número de cabeças de gado são investimentos muito seguros no atual cenário de grande informalidade, falta de título e baixo cumprimento das normas ambientais.

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Após recomendações do MPF, rua e ponte no RN deixam de ter nomes ligados à ditadura militar

Município de São José de Mipibu renomeou Rua 31 de Março e Dnit retirou referência a Costa e Silva de ponte em Natal

Procuradoria da República no Rio Grande do Norte

Recomendações do Ministério Público Federal (MPF) já começaram a produzir mudanças em nomes de espaços públicos no Rio Grande do Norte que homenageavam nomes ou fatos ligados à ditadura militar. No município de São José de Mipibu, a antiga Rua 31 de Março passou a se chamar Rua Mirandolinda Teixeira de Andrade. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) retirou a referência à Ponte Presidente Costa e Silva (popularmente conhecida como Ponte de Igapó) da base de dados do Sistema Nacional de Viação de Natal.

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Mau-caratismo da extrema direita. Por Luiz Marques

O neofascismo e a extrema direita instrumentalizam a despolitização e o moralismo estético para encobrir a misoginia, a corrupção e a luta de classes

Em A Terra é Redonda

1.

A noção de “personalidade” remete à qualidade de uma pessoa. Na antiguidade era sinônimo da máscara do ator (persona). Depois, do ser humano genérico; um personagem no teatro da vida. “A metáfora implícita ainda pode nos assombrar”, frisa Raymond Williams (1921-1988), em Palavras-chave. A expressão “sociedade de espetáculo” recupera o significado teatral e o jogo das aparências no cotidiano.

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MPF pede cumprimento de decisão que obriga Incra a avançar na regularização de território quilombola em MG

Manifestação contesta tentativa da autarquia de suspender execução provisória que determina apresentação de cronograma

Procuradoria da República em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que determine à União e ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) o cumprimento provisório de sentença que obriga os órgãos a apresentar cronograma para concluir a regularização fundiária da Comunidade Quilombola de Água Limpa, em Ouro Verde de Minas (MG). A manifestação foi apresentada após o Incra questionar a obrigação e pedir a suspensão da decisão. Para o MPF, os argumentos apresentados pela autarquia não justificam a interrupção da medida.

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MPF pede demarcação do território tradicional quilombola da Praia da Penha em João Pessoa (PB)

Ação propõe programa estrutural para proteger território, maretório (território de terra e mar), meio ambiente e patrimônio sagrado

Procuradoria da República na Paraíba

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, na quinta-feira (20), ação civil pública estrutural para proteger e regularizar o território da Comunidade Tradicional Quilombola da Praia da Penha, em João Pessoa (PB). O território sofre pressões provocadas pela expansão imobiliária e turística sobre áreas historicamente utilizadas pela população local. A ação propõe a implementação do Programa Estrutural de Proteção, Regularização e Governança do Território Tradicional da Comunidade Quilombola da Praia da Penha.

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