Leonel Brizola: o homem contra a tirania do Estado. Entrevista especial com Cleber Dioni Tentardini

Única pessoa a governar dois estados da Federação, Brizola não aceitava que o Brasil era um Estado no qual bois e cavalos tinham mais direito à alimentação que as crianças e apostou nas escolas de tempo integral como uma alternativa à escassez dos empobrecidos

IHU

Há 65 anos, no dia 25 de agosto de 1961, Leonel de Moura Brizola “segurou” um golpe de estado com sua inteligência e força política. O episódio ficou conhecido como a Campanha da Legalidade.

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Funai revê posição adotada no governo Bolsonaro e pede suspensão da licença de Belo Sun

Órgão agora cobra análise de 20 comunidades ignoradas e quer suspender licença retomada na Justiça em fevereiro de 2026

Por Leandro Barbosa | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

A Diretoria de Gestão Ambiental e Territorial (Digat) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defende a suspensão ou a anulação da licença de exploração de ouro da Belo Sun na Volta Grande do Xingu, no Pará. O órgão afirma que as comunidades indígenas ainda não tiveram os possíveis impactos da mina analisados e que faltam informações sobre pontos centrais do projeto, como o uso da água, o processamento do minério e a barragem de rejeitos.

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Temporão: os temas silenciados no debate eleitoral

Saúde é uma das maiores preocupações do país. Mas receio de perder votos faz candidatos evitarem problemas urgentes. Um é inevitável: o orçamento do SUS, já insuficiente, segue comprimido pelo ajuste fiscal. Ex-ministro reflete sobre essa e outras questões ignoradas

Por José Gomes Temporão*, em Outra Saúde

Há um silêncio perturbador que atravessa o debate político no contexto das eleições de 2026, envolvendo vários temas caros ao campo da saúde pública. Embora a pesquisa Datafolha de março de 2026 aponte que a saúde lidera as preocupações dos eleitores, as plataformas eleitorais dos vários partidos, em temas estratégicos, ou está ausente ou se apoia em diagnósticos genéricos e propostas superficiais.

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O mercado das águas e o futuro das cidades

Uma privatização selvagem avança no setor. Eleva tarifas e sucateia serviços. Quais os caminhos para integrar Habitação, Saúde, Clima e Saneamento? Como garantir o direito à água no campo e aldeias? Uma plataforma propõe saídas ao Brasil

Por Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Faltam sete anos. É o prazo que o Marco Legal do Saneamento fixou ao Brasil para universalizar o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário com planos municipais e regionais que devem prever metas progressivas até o fim de 2033, conforme estabelece a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). No Brasil, aproximadamente 90 milhões de pessoas ainda não têm acesso à coleta de esgoto, cerca de um terço da população sofre com a falta de saneamento básico adequado e apenas 51,8% do esgoto gerado é tratado antes de retornar ao meio ambiente, segundo dados de 2024 do Ministério das Cidades.

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Minerais críticos: O neocolonialismo ronda o Brasil. Por Reinaldo Dias*

Corporações avançam sobre recursos naturais brasileiros cruciais e devastam territórios. Casos em Goiás e Vale do Jequitinhonha são emblemáticos. País aceitará novo ciclo de dependência e extrativismo? Como construir políticas soberanas e resgatar a indústria nacional

Em Outras Palavras

A disputa pelos chamados minerais críticos tornou-se um dos eixos centrais da geopolítica contemporânea. A transição energética, apresentada ao mundo como resposta à emergência climática, depende de um conjunto de matérias-primas sem as quais não há carro elétrico, turbina eólica, painel solar ou data center. Lítio, terras raras, nióbio, grafita, níquel e cobre passaram a ocupar, nas estratégias de segurança das grandes potências, o lugar que o petróleo ocupou ao longo do século XX. E, como ocorreu com o petróleo, a corrida por esses recursos vem acompanhada de pressões, ameaças e ingerências sobre os países que os possuem.

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Eleições e a ameaça do bolsonarismo  adaptável. Por Edgar Silva dos Anjos

As últimas pesquisas mostram que o desgaste de Flávio Bolsonaro resistiu ao atrito de escândalos e confirma base consolidada. Poderia um herdeiro político sem o “carisma disruptivo” do pai mostrar-se ainda ajustável a grande mídia e empresariado?

Em Outras Palavras

Quando escrevi, em abril, que o perigo não estava na repetição de Bolsonaro, mas em sua capacidade de adaptação, tratava-se de uma hipótese sobre um processo que ainda se anunciava mais do que se mostrava e que dependeria do tempo da campanha para adquirir materialidade. Esse teste veio de forma particularmente dura. Foram precisamente os meses que separam aquele texto deste que acumularam sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro um volume de desgaste que, em outra configuração do eleitorado, provavelmente produziria uma queda mais profunda e duradoura. O áudio divulgado pelo Intercept, no qual o senador aparece solicitando recursos ao dono do Banco Master para financiar o filme sobre o pai, o rompimento público de Michelle Bolsonaro, em vídeos nos quais denunciou grosserias e seu afastamento das decisões, o tarifaço que se seguiu aos acenos a Washington, o constrangimento da visita de Milei ao Brasil para declarar apoio: tudo isso se concentrou num intervalo curto e se ofereceu ao noticiário como a crônica de uma derrocada anunciada. A derrocada, no entanto, não veio.

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Um decálogo para soberania digital

Em um momento decisivo do processo eleitoral, encontro nesta quarta-feira (26/8) lança um programa para a autonomia tecnológica do país, em busca do compromisso de candidatos. Evento reunirá lideranças políticas, hackers, pesquisadores, ativistas e movimentos sociais

Por Rede pela Soberania Digital

O digital já organiza o trabalho, a educação, a comunicação, os serviços públicos e a própria democracia. Dos minerais críticos para equipamentos, planejamento energético sustentável, o letramento e acesso digital às plataformas e inteligência artificial, quais candidatos afirmarão compromisso em superar a dependência externa e colocar o desenvolvimento tecnológico a serviço das pessoas e do bem comum?

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Os caminhos para a reeleição de Lula. Por Paulo Kliass*

A seis semanas do páreo, a campanha do presidente está morna. Faltam propostas arrojadas para enfrentar a precarização, o endividamento e as bets. E um pacto com a população: não alterar os pisos da Saúde e Educação nem desvincular a previdência do salário-mínimo

Em Outras Palavras

Faltam apenas seis semanas para o primeiro turno das eleições. A polarização entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro permanece em alta, atuando como fator bastante inquietante para as forças políticas efetivamente preocupadas com o futuro da democracia no Brasil. Um dos aspectos que mais chamam a atenção é a dificuldade enfrentada pelo presidente da República em conseguir superar as barreiras para elevar os índices de aprovação de seu governo. Passados quase quatro anos do início de seu terceiro mandato, a incerteza a respeito dos resultados do pleito se mantém e a possibilidade de retorno da extrema direita ao Palácio do Planalto não pode mais ser descartada a priori.

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Daniel 2,1-49 na luta anti-imperialista: divino e humano são “carne e unha”. Por frei Gilvander Moreira[1]

Para o mês da Bíblia, setembro, em 2026, somos convidados/as a refletir sobre e a partir do livro de Daniel, um profeta apocalíptico que gera esperança onda a esperança está por um fio. Detenhamo-nos no grande projeto bíblico da estátua gigante de pés de barro do livro de Daniel, narrada em Daniel 2,1-49, que simboliza todos os sucessivos impérios opressores e exploradores, com seus poderes econômico, político e ideológico, na esperança de que ele nos inspire a assumir posturas e compromissos na militância pela construção de uma sociedade anti-imperialista, justa e solidária, diante dos atuais, grandes e brutais projetos do capitalismo, em sua fase neoliberal, neocolonial.

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Audiência Popular Impactos do Super El Niño no Amazonas: não dá para esperar secar para fazer o que precisa ser feito

Mais de 130 representações da sociedade civil do Amazonas traçam estratégias para enfrentamento do maior fenômeno de afetação das mudanças climáticas em 2026

Por Lígia Apel, do Cimi Regional Norte I

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e suas parceiras, instituições de pesquisa e defesa hídrica brasileiras, confirmam a configuração do El Niño para os próximos meses em seu Boletim nº 2 sobre o Painel El Niño 2026-2027: “Os modelos indicam probabilidade de 100% de permanência do fenômeno até, pelo menos, o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial poderão ficar acima de 2,0°C”. O alerta do Boletim indica que o fenômeno trará mudanças climáticas extremas para todo o continente.

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