Por Izabela da Silva Jatene, Universidade Federal do Pará (UFPA); James Ferreira Moura Junior, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); Juliana Maria Pereira Fleury, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Rute Morais Souza Anacé, Universidad de Salamanca, no The Conversation
Antes, os mais velhos indígenas e quilombolas olhavam para o céu, observavam o comportamento dos pássaros, o florescimento das árvores, a subida dos rios e sabiam quando era tempo de plantar, pescar ou se preparar para a cheia. Hoje, em muitos territórios indígenas e quilombolas do Brasil, esses sinais já não seguem o ritmo conhecido há gerações. O que, durante séculos, orientou a vida coletiva, tornou-se imprevisível.
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