MPF cobra proteção a moradores por impactos ambientais de fábrica da CSN em Volta Redonda (RJ)

Moradores relataram problemas respiratórios e alergias decorrentes da poluição atmosférica e da poluição sonora causadas pelas atividades da fábrica de cal da CSN

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) instaurou inquérito civil para acompanhar as medidas de saúde relacionadas aos impactos da poluição sonora e atmosférica causada pela fábrica de cal da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no bairro Siderville.

O bairro, no qual vivem 50 famílias, ganhou na década de setenta a vizinhança da fábrica de cal da CSN. Os moradores relataram ao MPF, em reunião realizada no ano passado, que muitos sofrem problemas respiratórios e alergias, e alguns são dependentes de medicamentos específicos. Na visita, a equipe do MPF pôde constatar o ruído produzido pela fábrica e sentir incômodos nos olhos e no nariz.

A partir da demanda da comunidade, o MPF cobrou medidas do município, que constituiu um grupo técnico para o levantamento das condições da saúde da população. Foi feito um levantamento populacional que identificou 54 famílias e ficou definida a implantação de uma unidade de saúde sentinela do Programa VIGIAR para o acompanhamento da população.

O MPF pediu auxílio também à Fundação Osvaldo Cruz, com a finalidade de identificar a real situação das famílias e permitir um melhor diagnóstico em razão da atividade industrial. Foi solicitado também ao INEA que encaminhe os procedimentos de que dispõe, no campo ambiental, quanto à atividade da fábrica.

Imagem: Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

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