“É junto dos bão que a gente fica mió”

No MAB

É o que já dizia o escritor brasileiro, Guimarães Rosa, e o MAB concorda com essa máxima quando se soma à Fiocruz para a execução de projetos na área de educação ambiental e saúde da mulher, na área atingida por barragem do Vale do Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro.

O seminário de lançamento dos projetos aconteceu na última terça-feira, 14, em Cachoeiras, mas as iniciativas com cursos de formação de jovens, mulheres, agentes de saúde e educadores infantis segue até o final do próximo ano, a fim de melhorar as condições de vida e de saúde da população atingida.

O Cawell, local onde aconteceu o seminário, foi tomado por convidados, representantes da Rede de Médicos Populares, da Universidade Federal Fluminense e da prefeitura municipal. A equipe da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz e os atingidos do Vale do Guapiaçu também estiveram em peso.

Durante as duas horas de seminário, depois das boas vindas do secretário de governo do município, senhor Rui Dias, Grasiele Nespoli e Alexandre Pessoa, representando os dois laboratórios da Fiocruz, o Laborat e o Lavsa, respectivamente, apresentaram as intenções de cada um dos projetos, que serão executados pelo MAB e pelos laboratórios, com apoio da prefeitura municipal de Cachoeiras de Macacu.

Já a diretora da Escola Politécnica, Anakeila de Barros Stauffer, fez referência à construção de parcerias da Fundação com movimentos sociais e o quanto essas iniciativas trazem melhorias para as condições de saúde das pessoas envolvidas. Por fim, Silas Borges, representando o MAB falou das lutas do movimento na região e que a parceria que se constrói com a Fiocruz é mais uma conquista dos atingidos, que organizados no Movimento, são reconhecidos e merecedores de direitos, entre eles o direito à saúde.

“Certamente essa parceria entre MAB e Fiocruz já nasce vitoriosa. Serão desenvolvidas iniciativas que envolverão jovens, crianças, mulheres, profissionais de saúde, escolas e postos de forma direta e todas as pessoas das comunidades de forma indireta. Avança a possibilidade de alcançarmos conquistas que jamais tivemos, mesmo vivendo a pouco mais de 100 km de uma das mais importantes cidades do país. E isso se deve à nossa união e organização no MAB e ao sim que a Fiocruz nos disse”, falou o atingido.

No dia de ontem a equipe da Fiocruz e militantes do Movimento seguiram em reuniões  para ir dando os passos ainda necessários para o início das atividades.

Comments (3)

  1. Se é este abaixo, ele está devidamente publicado desde o horário assinalado:

    ARY TXAY
    16 de agosto de 2018 às 18:29

    Recordar o grande JGR em discussão de um tema sério faz todo o sentido. Hoje, após algumas releituras de Grande Sertão: Veredas, estou convencido de que esse mineiro dissecou o Brasil em formato de Sertão para melhor defini-lo, com todos nós brasileiros “catrumanos” sob as ordens de Riobaldo Tatarana Urutu-Branco, um exército de Brancaleone conduzido através dos chapadões. Entender o que somos e o que queremos, só através de metáforas. JGR – o nosso Prêmio Nobel de Literatura que não foi – fez isso muito bem.

  2. Recordar o grande JGR em discussão de um tema sério faz todo o sentido. Hoje, após algumas releituras de Grande Sertão: Veredas, estou convencido de que esse mineiro dissecou o Brasil em formato de Sertão para melhor defini-lo, com todos nós brasileiros “catrumanos” sob as ordens de Riobaldo Tatarana Urutu-Branco, um exército de Brancaleone conduzido através dos chapadões. Entender o que somos e o que queremos, só através de metáforas. JGR – o nosso Prêmio Nobel de Literatura que não foi – fez isso muito bem.

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