Fernanda Marques, Fiocruz Brasília
O Brasil ultrapassara a marca de 600 mil mortes por Covid-19 e o impacto da pandemia na saúde mental era um tema que ganhava cada vez mais relevo. Era outubro de 2021 e um grupo de residentes do segundo ano da Fiocruz Brasília desembarcava em Paraty (RJ) para um mês de estágio bem diferente do que poderiam imaginar quando, ainda no período pré-pandêmico, candidataram-se a uma vaga da Residência Multiprofissional em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. Uma psicóloga, uma assistente social e uma enfermeira haviam deixado a seca de Brasília e agora enfrentavam dias chuvosos na pequena cidade fluminense. As horas de avião e ônibus foram cercadas de todos os cuidados para prevenir a contaminação pela Covid-19. E o percurso ainda não tinha terminado. O acesso ao local onde realizariam parte de suas atividades precisava ser feito a pé e havia muita lama. Mas as vivências e os aprendizados adquiridos durante alguns dias ali fizeram cada desafio valer a pena. “Eu nunca tinha pisado em uma terra indígena. Foi muito marcante conhecer toda aquela riqueza cultural e poder desmistificar algumas questões”, conta Juliana Pinho, a psicóloga do grupo. Assim como outros oito residentes da Fiocruz Brasília, Juliana participou do projeto Intervenções territoriais e comunitárias em saúde mental, concluído agora em junho de 2023. Continue lendo “Projeto da OTSS e Fiocruz Brasília auxilia na saúde mental de povos tradicionais”