Violência infantil: Repensar o papel da Saúde

Relatório inédito da OMS democratiza dados e sublinha o papel da área na rede de proteção. Profissionais devem ir além do socorro às vítimas: a coleta de dados é central para a formulação de políticas públicas voltadas à prevenção e proteção

Por Erika Farias para a EPSJV/Fiocruz

A Política Nacional de Redução de Morbimortalide por Acidentes e Violências, estabelecida pela Portaria n.º 737/2001 do Ministério da Saúde, institucionalizou o tema da violência como um problema de saúde pública. Essa política brasileira veio antes do Relatório Mundial Sobre Violência e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2002, que, além de ratificar a questão como problema de saúde pública em nível global, fornecia diretrizes para o enfrentamento do problema. Continue lendo “Violência infantil: Repensar o papel da Saúde”

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Fala Nísia Trindade, após o temporal

Após o fim das especulações sobre mudanças na Saúde, a ministra deu entrevista à TV Brasil. Prestou contas sobre seus primeiros seis meses, destacou os projetos principais e algumas preocupações, como a vacinação. O SUS resiste

por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Em uma tentativa de qualificar a comunicação com a sociedade, o governo Lula retomou o programa de entrevistas Bom dia, ministro, da TV Brasil. Coube a Nísia Trindade, da Saúde, a primeira edição. Algo significativo, após uma semana de especulações sobre a sanha do Centrão em abocanhar o ministério de maior orçamento. Mas também pode ser sinal da centralidade que a pasta ocupa, hoje – após seis meses, a Saúde foi um dos temas de maior destaque no governo. Continue lendo “Fala Nísia Trindade, após o temporal”

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MST alfabetizou mais de 100 mil adultos com a EJA em todo país

Alfabetização é realizada em campanhas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), com base no método de alfabetização cubano “Sim, eu Posso” e o Círculo de Cultura de Paulo Freire

Da Página do MST

Juntamente com a luta pela democratização na terra e pela implantação da Reforma Agrária no Brasil, assim que iniciou as primeiras ocupações terras na década de 1980, o MST percebeu que aliado a essa luta era essencial também lutar pelo direito ao acesso à educação pública e de qualidade no campo, garantido na Constituição Federal de 1988, para a alfabetização das famílias Sem Terra e dos Sem Terrinha, a formação e profissionalização da sua base social para a continuidade da luta e avanços nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Continue lendo “MST alfabetizou mais de 100 mil adultos com a EJA em todo país”

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CPMI do 8 de janeiro questiona George Washington sobre conexões agrárias

Senadoras e deputada perguntaram sobre telefones do fazendeiro Bento Carlos Liebl e do político ruralista Ricardo Cunha, seus contatos de emergência após a prisão; dossiê “As Origens Agrárias do Terror” detalhou conexões do agronegócio com o terror

Por Alceu Luís Castilho, Bruno Stankevicius Bassi e Carolina Nogueira, em De Olho nos Ruralistas

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos de 8 de Janeiro recebeu hoje (22) a aguardada oitiva de George Washington de Oliveira Sousa, mentor da tentativa frustrada de atentado a bomba no aeroporto de Brasília, em 24 de dezembro de 2022. Em uma sessão entrecortada por ataques da oposição bolsonarista — que tenta emplacar a tese de que os atos golpistas que ocorreram antes e durante o 08 de janeiro seriam fruto de “infiltrados” de esquerda — poucos parlamentares exploraram as conexões políticas e empresariais do terrorista. Continue lendo “CPMI do 8 de janeiro questiona George Washington sobre conexões agrárias”

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Marco temporal pode afetar 68% das aldeias do Paraná e dizimar sobreviventes do genocídio Xetá

Investigação revela como o Estado tutelou remoções forçadas de indígenas que hoje não conseguem comprovar território

POR ISADORA STENTZLER, DO BRASIL DE FATO PARANÁ

O voto contrário ao marco temporal dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes naquela quarta-feira, dia 7 de junho, não foi o suficiente para aliviar a tensão de comunidades indígenas do Paraná que veem nessa pauta a garantia de preservação de suas vidas e territórios. Continue lendo “Marco temporal pode afetar 68% das aldeias do Paraná e dizimar sobreviventes do genocídio Xetá”

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Violência contra quilombolas e indígenas aumentou quase 2500% em cinco anos no Pará

Crimes contra a vida, violações sexuais e patrimoniais fizeram 474 vítimas, aponta Rede de Observatórios da Segurança; instalação de megaprojetos na Amazônia se tornou terreno fértil para crime organizado, dizem especialistas

Por Jeniffer Mendonça, A Ponte

A advogada Dandara Rudsan lembra às lágrimas quando foi obrigada a deixar sua casa após a instalação da hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu, próximo à cidade de Altamira, no Pará, em 2016. “Belo Monte tirou minha casa, Belo Monte tirou minha família”, declarou nesta quarta-feira (21/6), durante a mesa Violências socioambientais na periferias brasileiras, no 17º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que acontece na capital Belém. Continue lendo “Violência contra quilombolas e indígenas aumentou quase 2500% em cinco anos no Pará”

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STF retoma julgamento que pode dificultar liberação de sementes transgênicas no país

Lei de Biossegurança é julgada pelo plenário virtual da Corte, 18 anos após o início da análise

Brasil de Fato

O Supremo Tribunal Federal retoma nesta sexta-feira (23) o julgamento que pode endurecer a liberação de sementes transgênicas no país. A constitucionalidade da Lei 11.105, de 2005, conhecida como Lei de Biossegurança, é o tema da ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) naquele mesmo ano. Continue lendo “STF retoma julgamento que pode dificultar liberação de sementes transgênicas no país”

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Nota de solidariedade às advogadas Ariela Rodrigues e Daniela Felix e de repúdio à tentativa de criminalização do exercício profissional e da defesa de direitos humanos

A Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP) vem manifestar solidariedade às advogadas Ariela Rodrigues e Daniela Felix, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Santa Catarina (OAB-SC), e repudiar à tentativa de criminalização do exercício profissional e da defesa de direitos humanos. As advogadas, há um ano atrás, atuaram na defesa do direito de uma criança de 11 anos, que havia sofrido violência sexual, e que teve, a partir disto, uma gravidez de risco, pelas circunstâncias. Garantiram o cumprimento do ordenamento jurídico, que estabelece o direito se a gravidez resulta de estupro (artigo 128, do Código Penal). Continue lendo “Nota de solidariedade às advogadas Ariela Rodrigues e Daniela Felix e de repúdio à tentativa de criminalização do exercício profissional e da defesa de direitos humanos”

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Contaminação de indígenas por mercúrio é tema de estudo apresentado à Funai

Funai

A presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, se reuniu na tarde desta quarta-feira (21), na sede do órgão, em Brasília (DF), com o médico e pesquisador de saúde pública Paulo Basta para discutir o resultado preliminar de uma pesquisa sobre contaminação por mercúrio na Terra Indígena (TI) Yanomami (RR). Continue lendo “Contaminação de indígenas por mercúrio é tema de estudo apresentado à Funai”

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Aracruz Celulose teria usado prisões arbitrárias para obter terras indígenas na ditadura

Empresa teria se aliado à inteligência militar para ocupar propriedades e denunciar trabalhadores

Por Dyepeson Martins, Agência Pública

Armados, com revólveres à mostra e caminhando como se fossem xerifes. Em Aracruz, no Espírito Santo, essas cenas foram protagonizadas por um grupo de segurança que teria ligação com a Aracruz Celulose — multinacional produtora de celulose e eucalipto. O empreendimento, apurou a Agência Pública com exclusividade, teria se associado a governos locais e órgãos públicos na repressão a povos tradicionais e na compra de terras indígenas e quilombolas durante a ditadura militar no Brasil. Documentos e relatos analisados apontam a exploração e repressão de trabalhadores e prisões arbitrárias. Continue lendo “Aracruz Celulose teria usado prisões arbitrárias para obter terras indígenas na ditadura”

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