Para o arquiteto, falta um entendimento de que negar o direito à cidade é catalisar as desigualdades de um país como o Brasil. É isso também que impede a compreensão plena das manifestações que pararam o país
Por: João Vitor Santos, em IHU
Desde que D. João VI chegou ao Brasil, fala-se que as cidades receberam transformações urbanas. É bem verdade que desde os tempos da colônia até o século XX as cidades brasileiras avançaram muito em termos de urbanização. No entanto, o que parece ter avançado bem pouco é o entendimento da relação entre a cidade e a cidadania. Para o arquiteto e urbanista Roberto Andrés, as desigualdades que se manifestam na cidade é como um catalisador de todas as desigualdades que vivemos. “A sociedade vive em cidades, e as cidades refletem essa desigualdade e as reforçam. O esquema construído no Brasil, de bairros precarizados na assistência às periferias que estão em torno de áreas centrais bem providas de infraestrutura e serviços, é um esquema que sempre serviu para manter uma segregação e uma lógica de exclusão presentes na cultura e na sociedade brasileira”, analisa. Continue lendo “Junho de 2013. Dez anos depois a questão urbana ainda não é prioridade de governo. Entrevista especial com Roberto Andrés”










